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Exposição "SITU #4 | Beto Shwafaty" na Galeria Leme

  • 16:00 - 29 Abril, 2016
Exposição "SITU #4 | Beto Shwafaty" na Galeria Leme
Exposição "SITU #4 | Beto Shwafaty" na Galeria Leme, SITU #4 | Beto Shwafaty - Matriz Fantasma (Velhas Estruturas, Novas Glórias) - Foto: Filipe Berndt
SITU #4 | Beto Shwafaty - Matriz Fantasma (Velhas Estruturas, Novas Glórias) - Foto: Filipe Berndt

A Galeria Leme apresenta o quarto site-specific comissionado para o projeto SITU, curado por Bruno de Almeida, dando continuidade a uma exploração sobre formas de pensar e discutir a produção do espaço (urbano) através de um diálogo entre arte, arquitetura e cidade.

SITU convida o artista brasileiro Beto Shwafaty a conceber uma obra que resulte de uma reflexão sobre o contexto urbano, entendido como ampla matriz físico-social, e que se relacione simultaneamente com o exterior do edifício da galeria e com o espaço público contíguo.

O projeto de Shwafaty se embasa em uma pesquisa histórica e geográfica sobre a região do bairro do Butantã, em São Paulo, onde se localiza a galeria. Ao se debruçar sobre o passado colonial dessa área, o artista constata que ali surgiu, no século XVII, o primeiro trapiche de açúcar da cidade, um engenho movido a tração animal ou humana para moer cana-de-açúcar. Apesar de parecer um dado histórico secundário, o fato é que tais engenhos fizeram parte de uma das primeiras e mais relevantes “indústrias” coloniais, assim como foram responsáveis pela formação de um sistema de relações que consolidou uma hierarquização sócio-espacial cujos ecos perseveram até hoje. Tal modelo, pervasivo na formação do território nacional, está pautado em formas de expansão e enraizamento de tipologias latifundiárias e de monocultura, que geraram as bases para a consolidação de uma sociedade patriarcal e patrimonialista, cujos poderes político, econômico e social estão, ainda hoje, concentrados nas mãos de uma elite minoritária. Esta relação entre poder e propriedade territorial embasaria o modelo de estruturação do território Brasileiro ao longo dos últimos 200 anos, resultando em processos de urbanização tardios e carregados de mazelas.

Para a sua instalação, Beto Shwafaty se apropria de um trapiche de açúcar original de madeira, usando-o como eixo material e conceitual para estruturar seu projeto. Esta peça ocupará o pátio do edifício da galeria e engendrará uma instalação que se transforma em momentos sucessivos. Primeiramente, o engenho será exposto, porém em modo improdutivo (sem moer cana-de-açúcar). Ao longo da exposição, este dispositivo será gradualmente desmontado em suas partes, as quais serão, então, catalogadas, rearranjadas e re-significadas. Por fim, tais peças serão retiradas do espaço, que passará a ser ocupado imaterialmente por uma trilha sonora que carrega a memória de processos ligados àquele objeto.

Ao deslocar este tipo de engenho colonial de volta à cidade, e submetê-lo a um processo de deslocamento, transformação e desaparecimento, o artista propõem uma colisão entre dois tempos distintos, estabelecendo um espaço de reflexão sobre uma noção de “patrimônio” que surge em paralelo à eminente obliteração de certas informações históricas, edifícios, culturas e povos.

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Cita: "Exposição "SITU #4 | Beto Shwafaty" na Galeria Leme" 29 Abr 2016. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/786459/exposicao-situ-number-4-beto-shwafaty-na-galeria-leme> ISSN 0719-8906