"As formas que voam" / Álvaro Domingues

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Antes do porto de Leixões, o rio Douro era o porto do Porto e essa função portuária estava embebida até ao osso dos edifícios, muros, ruas ou praças do velho burgo. Veja-se o “Douro Faina Fluvial” do eterno Manoel de Oliveira, e procure-se sentir essa presença, desde as pedras da calçada, aos cais, ao Muro dos Bacalhoeiros, à Alfândega, à Praça da Ribeira feita parque de estacionamento e zona de carga de camiões e carros e de bois; procurem-se numa e noutra marginal os armazéns, as fábricas, os nomes: do Cais das Pedras ao Cais da Estiva ou do Ouro.

Mudaram-se as cargas e os navios e a função portuária passou para a embocadura do Leça. O rio Douro deixou de ser o porto do Porto e o porto de Leixões foi durante décadas um “equipamento” quase fortificado por onde saiam e entravam camiões por várias portas e cuja poesia só se revelava completamente à noite passando a ponte de Leça e admirando o cenário flutuante dos navios, os guindastes suspensos, os pórticos, o jogo dos contentores empilhados. Modernizado, o Porto de Leixões conta agora com uma nova função ancorada no seu molhe sul.

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Sobre este autor
Cita: Álvaro Domingues. ""As formas que voam" / Álvaro Domingues" 19 Fev 2016. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/780640/as-formas-que-voam-alvaro-domingues> ISSN 0719-8906

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