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  3. Proposta finalista do concurso para a Moradia Estudantil da Unifesp São José dos Campos / Zanatta Figueiredo + Talita Broering

Proposta finalista do concurso para a Moradia Estudantil da Unifesp São José dos Campos / Zanatta Figueiredo + Talita Broering

Proposta finalista do concurso para a Moradia Estudantil da Unifesp São José dos Campos / Zanatta Figueiredo + Talita Broering
Proposta finalista do concurso para a Moradia Estudantil da Unifesp São José dos Campos / Zanatta Figueiredo + Talita Broering, Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering
Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering
  • Arquitetos

    Zanatta Figueiredo , Talita Broering
  • Localização

    São José dos Campos - SP, Brasil
  • Autores

    Vitor Zanatta, Vinicius Figueiredo e Talita Broering
  • Colaboradores

    Ana Júlia Brandão e Lucy Henriques
  • Consultor

    Ricardo Zulques
  • Ano do projeto

    2015

Apresentamos a seguir o projeto finalista do Concurso Nacional para a Moradia Estudantil da Unifesp em São José dos Campos, desenvolvido pelo escritório Zanatta Figueiredo em parceria com a arquiteta Talita Broering. Veja na sequência algumas imagens e a descrição pelos autores da proposta.

Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering Cobertura. Image Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering Quarto. Image Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering + 25

Dos arquitetos. Projetar edificações para a área educacional requer uma grande imersão por parte dos arquitetos, ainda mais se tratando de uma instituição como a UNIFESP, que na última década ampliou significativamente seu número de Campus, Alunos e Professores. Como resultado desta expansão, surgiu a necessidade da construção de unidades de moradia estudantil para seus alunos e, recorrendo ao método de concurso, a Universidade busca ser referência para outras instituições que necessitem do mesmo escopo.

Uma universidade pública é, em sua essência, um ambiente de troca, com diversas experiências diárias (acadêmicas ou não) de um público cada vez mais variado em culturas e costumes. Desta forma, vemos a universidade pública como um reflexo da sociedade na qual está inserida, com o dever de ser heterogênea e justa.

Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering
Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering

Em nossa leitura, este projeto precisa construir um espaço verdadeiramente democrático, algo incomum nos dias atuais. Hoje, os campi universitários "se voltam para dentro", mantendo um distanciamento espacial e mesmo social do seu entorno imediato e consequentemente da cidade. Acreditamos que a universidade pública deve a prestação de serviços à comunidade, com a participação dos mais diferentes atores para a construção da educação e da sociedade como um todo. A proposta para o Concurso Público Nacional de Arquitetura para a Moradia Estudantil do Campus São José dos Campos materializa espacialmente estes pontos levantados.

ACESSOS, IMPLANTAÇÃO E PROGRAMAS

O terreno de 12.930m², cercado por áreas de proteção ambiental e pequenos cursos d'água, foi destinado para a implantação das moradias estudantis da UNIFESP, Campus São José dos Campos. O lote possui um declive de até 20m descendente na direção norte e, com esta singular condição, o trabalho dos níveis do conjunto adquire um protagonismo na proposta.

Planta de acesso. Image Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering
Planta de acesso. Image Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering

O acesso do público externo para o conjunto se dá na quina sudoeste do terreno (cota 595m), em via prevista para ser construída juntamente com os prédios da moradia estudantil. Logo no início da entrada se localizam as vagas de estacionamento para visitantes e portadores de necessidades especiais. Uma passarela em nível conecta o estacionamento e o hall de entrada, onde está locado o bicicletário. Esta cota de entrada, em virtude da topografia natural do terreno, equivale ao 2° pavimento de habitações. Por ser o nível de acesso com a via pública, nele ficam localizadas as moradias destinadas a pessoas com necessidades especiais nos tipos família, compartilhadas e individuais. A passarela metálica que conecta os edifícios neste nível se estende sobre a área de proteção ambiental, conectando com a área esportiva a oeste e suprindo a necessidade de transposição apontada no termo de referência.

Para melhor conformação no terreno as áreas de convivência foram divididas em 2 níveis abaixo do nível de acesso. A meio nível (591.45m), sob um platô, se insere a quadra poliesportiva. No nível 587.90m, sobre a mesma laje se encontram os espaços de uso coletivo geral e a área técnica. Este pavimento se conecta com a futura rua que cortará o terreno e dividirá o espaço de moradias e o de convívio.

Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering
Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering

Os espaços de uso coletivo geral foram instalados em uma barra perpendicular aos prédios de moradia, exceção feita à biblioteca, que por ser uma atividade acusticamente incompatível com os demais espaços, foi instalada como um volume único paralelo ao prédio oeste e isolada dos ruídos gerados na área de convivência. Uma barra paralela ao prédio Leste foi encaixada toda a área técnica com circulação de serviço para suas dependências. Entre os 3 Volumes neste pavimento (Biblioteca, Espaços de uso comum) e entre prédios fica o jardim do conjunto. 

As 240 unidades de moradias foram instaladas em 2 edifícios com até 8 pavimentos. Como o acesso da via pública se realiza no 2° pavimento de moradias nenhum usuário se locomove mais de 6 pavimentos dentro da edificação para acessar qualquer área. Verticalmente, cada torre possui um núcleo com escada protegida e elevador, permitindo a acessibilidade de qualquer usuário a qualquer pavimento de moradia do conjunto. Para facilitar a transição entre os pavimentos, além das escadas protegidas, escadas metálicas abertas se localizam no interior da fachada oeste de cada um dos prédios. O espaçamento entre as escadas metálicas e a circulação dos pavimentos acaba por se tornar um filtro térmico, além de gerar espacialidades de livre apropriação do usuário, configurando o espaço do encontro casual, do bate-papo, do exercício da civilidade.

As edificações de moradia foram orientadas em seu eixo longitudinal no sentido Norte-Sul, distantes 22m entre si. Nesta conformação, todas as unidades de moradia ficam voltadas para a fachada leste, recebendo a insolação matinal, que além de ajudar no despertar biológico possui uma temperatura mais amena do que a recebida pelas fachadas oeste, destinada às circulações. As fachadas leste-oeste possuem uma envoltória de chapa perfurada, passível de abertura pivotante na fachada dos quartos, para filtrar a incidência solar no verão e permitir a ventilação direta no inverno. A própria estrutura periférica abriga uma passarela de manutenção deste elemento.

Quarto. Image Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering
Quarto. Image Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering

Os espaços de uso privativos foram distribuídos de igualitariamente entre os pavimentos. Cada módulo de Autosserviço atende a 4 dormitórios individuais, 2 compartilhados ou 1 família. Entre as unidades de habitação e a circulação do pavimento tipo existem vazios 2,40 metros. Estes vazios funcionam para dar mais privacidade ao espaço comum de cada unidade em relação à circulação assim como permitir o fluxo da ventilação por todos os andares. Os espaços de uso coletivo intermediário se localizam nas extremidades das edificações alternadamente, possibilitando assim pavimentos com pé direito duplo, mais agradáveis para espaços de convívio.

A área de estudo restrita foi projetada na fachada norte dos prédios, desta forma recebe iluminação natural controlada na maior parte do ano, aumentando sua eficiência energética. Os espaços de estar, localizados nas fachadas sul, configuram ambientes mais agradáveis à permanência. Em ambas as fachadas, bandejas com vegetação filtram a radiação solar direta e humanizam os ambientes.

O conjunto está em acordo com norma técnica NBR 9050, tanto nas declividades onde são necessárias rampas como também no desenho universal das unidades adaptadas. O elevador permite o acesso de pessoas com dificuldades a todos os pavimentos e a escada protegida possui um espaço reservado à permanência do cadeirante em caso de emergência. Também são reservadas vagas de estacionamento para portadores de necessidades, bem como valorizado o acesso amplo e irrestrito destes para todas as áreas comuns.

O pavimento de uso comum se divide em 3 barras que formam um “U” e abraçam o espaço do jardim. Na Barra Sul, optou-se por colocar os espaços de uso coletivo comum. A biblioteca foi o espaço de uso comum escolhido para ser locado fora da barra, pois as atividades da barra sul se caracterizam pelos espaços de lazer e convivência, que acusticamente se tornariam incompatíveis com as atividades da biblioteca.

Planta de espaços comuns. Image Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering
Planta de espaços comuns. Image Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering

A área técnica possui o acesso para o espaço do reservatório e gerador, que estão enterrados sob o espaço da barra de serviço. Na Barra Leste, encontram-se as áreas de uso comum: Academia, Salão de Jogos, Sala Multiuso, Cozinha, Cinemateca, Atelier e Lavanderia. O Salão de Jogos aberto ao jardim é organizado de modo que articule os acessos às demais áreas de uso comum, tornando-se de fato um espaço de encontro e de prolongamento do pátio central.

A proposta preza pela melhor acomodação do conjunto sobre o nível natural do terreno, tirando partido da topografia e criando uma experiência espacial inusitada e instigante para usuários e visitantes.

ESTRUTURA

Para proporcionar as espacialidades necessárias nas áreas requeridas em projeto e para fins de intervenção racionalizada na topografia, o conjunto foi concebido em sistema estrutural misto de concreto e aço. Do embasamento até o arranque dos pavimentos tipo, 8 pilares de concreto armado in loco servem de apoio para a estrutura metálica de cada edifício de moradia. Os pilares de concreto foram modulados em vãos de 12m (transversal) e 18m (longitudinal).

Acima dos pilares de concreto de diâmetro 110 cm ocorre a transição para a estrutura metálica, organizada em uma matriz primária de vigas “I” de 0.60m de altura complementada por perfis menores, aonde se apoiam as lajes painel. No sentido vertical, pilares de perfil duplo “I” nas extremidades leste/oeste do edifício modulados a cada 3 metros suportam as vigas transversais, distribuindo de modo uniforme as cargas até os pilares de concreto. A cada módulo de 12 m no sentido longitudinal é realizado o contraventamento em “X” do sistema metálico proporcionando estabilidade à estrutura. Vinculados às vigas perimetrais, perfis tubulares configuram a estrutura dos brises e suas passarelas de manutenção, localizadas no espaçamento entre o edifício e a envoltória. Nas envoltórias das fachadas, uma retícula de perfis “U” de secção 0.10 x 0.10m fazem o suporte para instalação dos brises externos compostos por barra chata, cantoneira e chapa trapezoidal microperfurada.

Isométrica 2. Image Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering
Isométrica 2. Image Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering

Os edifícios em estrutura metálica conformados em vãos de 18 e 12 metros permitiram atirantar em sua projeção as lajes de cobertura do pavimento de uso comum, unindo os dois sistemas e proporcionando a organização de espaços amplos e livres de apoios nas áreas de uso coletivo geral.

Com a utilização de uma estrutura mista, otimiza-se o uso de cada um dos materiais propostos, alcançando a melhor eficiência para solução estrutural, sempre procurando favorecer a identidade arquitetônica do conjunto e sua relação com a topografia.

Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering
Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering

ESTRATÉGIAS BIOCLIMÁTICAS

A aplicação de tecnologias que permitam uma maior eficiência do edifício é mais que uma realidade atualmente. Com os desafios que as mudanças climáticas impõem dia após dia é imprescindível que as estratégias projetuais visem contribuir com este cenário. No caso do conjunto de moradias, o projeto foi pensado para ser sustentável tanto econômica quanto ambientalmente.

Em sua implantação, as unidades habitacionais se voltam todas para o Leste, em virtude dos gráficos de predominância e temperatura anuais dos ventos da região, diminuindo o custo de soluções mecânicas de ventilação. As mesmas unidades possuem esquadrias a uma altura de 1,90m que mantém a privacidade da área de Autosserviço, assim como uma circulação constante do vento, auxiliando no resfriamento térmico das unidades quando necessário. As fachadas leste e oeste são duplas, criando filtros contra radiação solar no verão e a incidência de ventos frios no inverno.

Esquema de circulações. Image Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering
Esquema de circulações. Image Cortesia de Zanatta Figueiredo + Talita Broering

A estrutura mista de concreto e metal otimiza o tempo de obra e gera uma quantidade significativamente menor de resíduos no canteiro. As peças utilizadas são modulares adequadas aos perfis comerciais, diminuindo o gasto de produção de peças diferenciadas. A cobertura verde foi adotada para os edifícios e algumas áreas comuns, além ser mais eficiente termicamente, abriga uma horta coletiva que permite o pequeno cultivo de alimentos para os usuários. Esta área de cobertura é plana e também permite a possibilidade de instalação de placas fotovoltaicas, para aproveitamento da energia solar no aquecimento da água no conjunto.

A área verde no pavimento comum aumenta a permeabilidade do terreno. A coleta de águas pluviais e armazenamento em cisternas para reuso na irrigação dos jardins e abastecimento dos vasos sanitários (águas cinzas). O sistema de coleta de lixo seletivo e participativo também contribui para que cada vez menos resíduos seja descartados indiscriminadamente.

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Cita: Romullo Baratto. "Proposta finalista do concurso para a Moradia Estudantil da Unifesp São José dos Campos / Zanatta Figueiredo + Talita Broering" 23 Jun 2015. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/768962/proposta-finalista-do-concurso-para-a-moradia-estudantil-da-unifesp-sao-jose-dos-campos-zanatta-figueiredo-plus-talita-broering> ISSN 0719-8906