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Arquitetos
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Localização
Ribeira Grande, Portugal -
Autores
: Francisco Vieira de Campos, Cristina Guedes, João Mendes Ribeiro -
Equipe de Projeto
Cristina Maximino, João Pontes, Luís Campos, Ana Leite Fernandes, Mariana Sendas, Pedro Costa, Inês Ferreira, João Fernandes (Menos é Mais Arquitectos Associados, Lda); Catarina Fortuna, Ana Cerqueira, Ana Rita Martins, António Ferreira da Silva, Cláudia Santos, Joana Figueiredo, João Branco (João Mendes Ribeiro Arquitecto, Lda) -
Coordenação
Adalgisa Lopes, Jorge Teixeira Dias -
Área
12914.0 m² -
Ano do projeto
2014 -
Fotografias
Descrição enviada pela equipe de projeto. Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas busca unir diferentes escalas e tempo de suas partes.
É um projeto transdisciplinar cuja missão é divulgar, criar e produzir cultura emergente: um espaço de troca e de interface para as pessoas, conhecimento e eventos.
O projeto mantém o caráter industrial do todo e destaca o diálogo entre um edifício existente (antiga fábrica de álcool / tabaco) e a nova construção (centro de artes e cultura, instalações de armazenamento, salão multiuso / artes performáticas, laboratórios, estúdios de arte).
O projeto não exagera nas diferenças entre os antigos e novos edifícios. Pelo contrário, procura unir as diferentes escalas e memórias de suas partes em toda uma manipulação pictórica da forma e materialidade dos edifícios - as construções existentes são marcadas pela alvenaria de pedra vulcânica e os novos edifícios são caracterizados por uma forma abstrata, sem referência ou alusão a qualquer linguagem. Construído em concreto com inertes de basalto local, trabalha continuamente com a variação de texturas e rugosidade das superfícies, complementando a massa dos edifícios com o vazio dos pátios.
O projeto tem um compromisso com a qualidade do que existe, mostrando as variações tipológicas - novos edifícios são colocados ao lado dos já existentes, de forma serena - sublinhando a memória arquitetônica de um determinado período e uma adição, que não danifica, nem subverte, as estruturas construtivas do todo. O contexto e a contiguidade contribuem para a autonomia do objeto.
O novo programa reinventa o edifício existente, tornando-se um espaço significativo numa região periférica no meio do Oceano Atlântico.
Os aspectos do desempenho sustentável dos edifícios foram abordados através de sua materialidade (estruturas, infraestruturas) e a absorção do conhecimento artesanal existente enriquecido pela forma atemporal do edifício. As medidas sustentáveis adotadas são sistemas passivos que buscam proporcionar conforto para os usuários: a densidade das paredes de concreto oferecem inércia e eficiência energética; a água da chuva é reaproveitada.
O Arquipélago adiciona um significado para o contexto social e cultural nos quais está construído. Um novo espaço público se materializa em uma praça / pátio central, onde a arte se sente confortável e borra as fronteiras entre as esferas públicas e privadas, de lazer e de trabalho, arte e vida.
O Arquipélago adquire sua identidade pela variação tranquila entre a preexistência e os dois novos edifícios. A estratégia de contenção das instalações de aplicação aumenta a eficiência espacial e funcionalidade hierárquica das diferentes áreas do complexo da fábrica existente. Os novos edifícios absorvem as funcionalidades requeridas, com condições especiais, não compatíveis com a espacialidade dos edifícios pré-existentes.
