
Selecionado como um dos "Game Changers for 2015" pela Metropolis Magazine, Ila Bêka e Louise Lemoine estão alterando a face da arquitetura crítica graças a uma premissa simples: você não precisa ser um especialista para ter uma opinião sobre os edifícios que você vive diariamente. Na seguinte matéria, publicada originalmente pela Metropolis como "Game Changers 2015: Ila Bêka and Louise Lemoine," Veronique Vienne descobre o que é preciso para incutir uma ideia tão simples com pungência e ao mesmo tempo sutil, com sagacidade afiada.
Se as paredes pudessem falar, que histórias elas iriam contar? Não só sobre nós mesmos, mas também sobre os nossos pressupostos culturais, nossas interações sociais e os valores que prezamos mais? Além de obter histórias diretamente das paredes, as cineastas Ila Bêka, 45, e Louise Lemoine, 33, iniciaram conversas com o outro elenco silencioso: as pessoas que varrem as salas, lavam as janelas, corrigem os vazamentos e trocam as lâmpadas.
"Nosso objetivo é democratizar a linguagem erudita da crítica de arquitetura", diz Bêka, uma arquiteta e cineasta formada na Itália e na França. "A liberdade de expressão sobre o tema da arquitetura não é propriedade exclusiva de especialistas."
