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Cinema e Arquitetura: "O Fantasma do Futuro"

Cinema e Arquitetura: "O Fantasma do Futuro"
Cinema e Arquitetura: "O Fantasma do Futuro"

O Fantasma do Futuro foi um êxito total em todo o mundo, no seu formato caseiro. Apesar de não contar com uma estreia nos cinemas do continente americano e europeu, sua popularidade cresceu como espuma através do boca a boca, tanto que hoje é considerado uma obra-prima do cinema cult. Isso se deve ao fato de que as gerações jovens ficaram maravilhadas, não somente pelo deleite visual e pelas incríveis cenas de ação, mas também porque abria um leque de questionamentos filosóficos sobre a origem da nossa própria existência. O que determina nossa humanidade?

O filme se passa em um futuro próximo, onde o desenvolvimento da tecnologia alcançou níveis absurdos, tanto na vida diária como nos avanços militares representados em detalhes no decorrer da história. Sobre tudo, o desenvolvimento da Rede cria um papel fundamental dentro do filme, graças a presença de inteligencias artificias sofisticadas. A pesar de tudo isso, o desenvolvimento da cidade não é uniforme. 

Grandes arranha-céus se lançam nas zonas ricas da cidade, enquanto que as áreas degradadas e desagradáveis são o lar para o resto da população. O uso da tecnologia recai unicamente nas classes poderosas, as quais controlam mediante poderosas empresas o desenvolvimento da cidade. Esta se comporta como se tratasse de um ente vivo, que regula seu funcionamento de forma quase automática com ajuda de inteligencias artificiais, apenas supervisionadas pelo homem.

O filme utiliza, sobre tudo, a estética e ideologia Cyberpunk, na qual, diante dessa acumulação de desenvolvimento tecnológico surge uma figura rebelde, um hacker que se revolta com o estabelecido e começa a buscar por respostas. Ele se encontra na figura do “Puppet Master”, antagonista misterioso cuja denúncia recai sobre seus criadores que não o compreendem e que desconhecessem os limites das suas próprias existências. O que o diferencia da humanidade? A falta de uma infância? A falta de um recipiente biológico?

O que define o homem? Sua interação com o ambiente? Dentro da realidade do filme podemos apreciar ambientes naturais onde o homem pode se desenvolver com plenitude. Tudo é artificial, sem outros seres vivos com os quais o homem possa coexistir. Isso por acaso não o afasta da sua própria origem biológica? O que resta do homem se ele esqueceu por completo seu meio-ambiente natural? Podemos observar seres cheios de dúvida sobre sua própria existência, solitários, ávidos de resposta dentro da própria Rede, que não fazem parte. Nesse sentido, não é a tecnologia um fator que nos desumaniza e transforma nossa natureza?

A própria cidade é testemunha dessa desumanização. Aparece cheia de luz, organizada, limpa, próspera e sem incidentes, mas resposta do abandono da sua interação direta com o homem. As ruas aparecem sem tráfego graças a inteligência artificial que controla os veículos. O homem foi substituído pela máquina por sua ineficiência dentro da cidade, e diante do êxito, ele acabou se detendo em outros tipos de tarefas onde pudesse participar de alguma forma da sua humanidade. Entretanto, até que ponto se permitirá que o homem seja substituído pela máquina se os resultados facilitam sua vida?

A ideologia Cyberpunk  torna-se uma metáfora da nossa própria realidade. Até que ponto estamos dispostos a que a tecnologia nos substitua? Na busca por uma cidade perfeita seremos capazes de tomar as rédias do nosso próprio destino e evolução? Ou deixaremos a decisão para nossas próprias criações? O futuro parece distante, mas está logo ali na esquina.

Perfil do Diretor

Mamoru Oshii nasceu no dia 8 de agosto de 1951 na cidade de Tóquio, Japão. Desde sua época de estudante sempre procurou experimentar criações visuais, apaixonado pelo mundo do cinema. Estava interessado especialmente pela ficção científica. Quando terminou seus estudos universitários em cinematografia se uniu a famosa empresa “Tatsunoko Productions” dedicada a animação.

Em 1980 mudou-se para o “Studio Pierrot”, onde tornou-se uma referência em meio as obras como “Dallos”, Tenshi no Tamago” e “Twilight Q”, mas foi somente quando ele se encarregou dos longa-metragens da série de animação “Patlabor” que alcançou prestígio mundial. Seu estilo mostrou um enredo adulto cheio de esquemas políticos.

O ano de 1995 foi um ano chave para sua carreira, quando estreou o ambicioso projeto de longa-metragem que adaptava o famoso mangá "O Fantasma do Futuro". Esse projeto, devido a sua temática de ficção científica, foi distribuído em formato caseiro pelos Estados Unidos e Europa e sem esperar, tornou-se o primeiro grande marco da animação japonesa no ocidente, sendo um êxito total de vendas e visualizações. Foi considerado uma obra-prima devido a sua impecável animação, seu estilo cyberpunk e a grande discussão filosófica de seus personagens. 

CENAS CHAVE

1. Crescimento em direção às Alturas

A cidade está coberta por arranha-céus. Devido ao seu tamanho, as rodovias se desenvolveram em diferentes alturas para aumentar a eficiência e rapidez no transporte.

2. Automatização doTransporte

Mesmo possuindo um grande número de habitantes, as ruas são fluídas e organizadas. Embora certas pessoas ainda conduzam manualmente, o transporte está todo baseado na inteligência artificial.

3. A Nova Dinâmica das Alturas

A todo o momento podemos advertir a presença de helicópteros e aviões que sobrevoam a cidade. As grandes torres tornaram-se pontos vitais no transporte dentro da cidade.

4. Solidão dentro de um Mundo Interconectado

A pesar do desenvolvimento infinito da Rede, a maioria das pessoas vive desconectada do exterior. Apenas interatuam com seu entorno, vertiginoso e carente de espaços e natureza.

5. Estratificação da Cidade

O horizonte cheio de arranha-céus é exclusivo para a população privilegiada, enquanto as pessoas comuns vivem no mais baixo, em bairros sujos e decadentes.

6. O Rosto de uma Cidade sem Nome

Mesmo o diretor se baseando em Hong Kong para sua distopia futura, a cidade se mantém anônima durante o filme, já que pretende representar o desenvolvimento de qualquer cidade asiática.

7. Os Bairros Populares da Cidade

O ambiente em que vive a maior parte da população parece ter saído de dois séculos atrás. São bairros superpovoados localizados ao redor de velhos portos comerciais.

8. A População Comum

Apesar do grande desenvolvimento tecnológico, as pessoas comuns levam suas vidas de maneira quase analógica. Suas vestimentas e ferramentas são próprias do século passado.

9. Vivendo com a Água

Os bairros baixos da cidade se desenvolvem ao lado dos caminhos d'água. Sua lógica ainda conserva as características do seu território, ao contrário da cidade tecnológica.

10. Ambientes Desagradáveis e Caóticos

Diferente da cidade tecnológica, bela e limpa, as pessoas comuns vivem em ambientes degradados, cheios de lixo e que inclusive se tornam incômodos para os olhos.

11. Falta de Controle no Desenvolvimento Urbano

Esquecidos pelos governantes da cidade, os velhos bairros se desenvolvem em total anarquia. Seu crescimento é constante, irregular e sem nenhum tipo de planejamento.

12. O Anseio por um Lugar Melhor para Viver

Dentro de suas pequenas casas, os habitantes pobres olham com inveja os altos e belos arranha-céus. Sua motivação é aspirar uma vida melhor, apesar de não terem oportunidades para crescer.

13. Autoconsciência de uma Cidade Automática

A cidade desenvolveu uma vasta rede onde é totalmente consciente de todos seus componentes, os quais traduzem dados e permitem saber o que acontece nela em tempo real.

14. O Sistema Nervoso da Cidade

Apesar da sua rede interconectada de componentes, a cidade ainda necessita de "operadores" para seu controle. Os humanos são preteridos diante da superioridade da inteligência artificial.

15. Ambientes da Ficção Científica

Diferentemente da população comum, os governantes possuem tecnologias absurdas. Seus ambientes são inspirados nos sonhos de escritores literários.

16. Tecnologia para Recriar a Natureza

No futuro apresentado nesse filme, o homem foi capaz de recriar o trabalho da natureza. Mas isso não cria respostas, e sim, mais perguntas sobre o que significa a humanidade.

17. Antigos espaços da Cidade do Passado

Na sua fuga, o antagonista refugia-se na área histórica da cidade, que está vazia e sem vigilância. Ele consegue se esconder dentro de um velho museu art deco.

18. O Destino da Humanidade

Dentro do antigo museu, a grande árvore da vida reluz diante da luz da lua. Simboliza a busca do antagonista por respostas. Qual será o próximo passo a caminho da evolução?

FICHA TÉCNICA

Data de Estreia: 18 de Novembro de 1995 
Duração: 83 min.
Gênero: Ação / Ficcção Científica
Diretor: Mamoru Oshii
Roteiro: Kazunori Ito
Fotografia: Hisao Shirai
Adaptação: Manga / Masamune Shirow

SINOPSE

No ano de 2029, o mundo tornou-se um local interconectado por uma rede eletrônica que controla todos os aspectos da vida diária. Essa Rede está vigiada pela Seção 9, agência encarregada de combater crimes tecnológicos. A ela, foi designada a missão de perseguir um criminoso conhecido como "The Puppet Master” que hackeou mentes humanas apagando todas as suas memórias. A Motoko Kusanagi se tornará peça fundamental da investigação graças a sua característica única: a de ser uma mente humana dentro de um corpo completamente artificial.

Sobre este autor
Rafael Altamirano
Autor
Cita: Altamirano, Rafael. "Cinema e Arquitetura: "O Fantasma do Futuro"" [Cine y Arquitectura: "Ghost in the Shell"] 26 Set 2014. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/627697/cinema-e-arquitetura-o-fantasma-do-futuro> ISSN 0719-8906
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