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Cinema e Arquitetura: "Akira"

Cinema e Arquitetura: "Akira"
Cinema e Arquitetura: "Akira"

Dentro do cinema de animação japonês, existe um antes e um depois da estreia e posterior difusão de "Akira", a qual impõe um alto, se não perfeito, nível de qualidade de animação por meios tradicionais e converte o país nipônico em uma proposta séria diante da crítica internacional. Em muitos países fora do Japão, esse foi um dos primeiros filmes a chegar em cartaz no cinema e mais tarde na televisão, introduzindo a toda uma geração uma cultura diferente e chamativa.

Mas além do fenômeno midiático que resultou ser em seu momento, "Akira" é uma obra de arte que por si só resulta ser universal e atemporal. Enquanto nos apresenta um futuro distópico depois de uma terceira guerra mundial e uma sociedade em crise devido ao período de recuperação pós-guerra, nela encontramos os problemas e fenômenos que tem enfrentado a civilização humana em todas as sociedades e épocas. Crise econômica, superpopulação, marginalização, totalitarismo militar, corrupção e mais uma longa lista que parece se repetir em toda a vontade de construir uma cidade perfeita

O filme nos mostra de maneira inteligente a regulamentação da vida depois de um desastre de dimensões catastróficas. Sobre as ruínas da velha capital nasce uma nova cidade, mais compacta e densificada, cheia de arranha-céus que em se conjunto parecem formar uma nova torre de babel. Ela se estabelece sobre uma ilha artificial conectada com o resto do território unicamente por longas pontes. Os militares vigiam as ruas noite e dia e impondo lei marcial.

Seu governo, tenta criar uma sociedade utópica, que em aparentemente parece ser majestosa, cosmopolita e cheia de luxo, com a finalidade de convertê-la em um atrativo turístico que desemboque finalmente na celebração dos jogos olímpicos de 2020. Mas, por trás dessa fachada opulenta, as pessoas comuns vivem em condições desumanas, marginalizadas em territórios devastados da velha cidade, rodeados de drogas e conflitos territoriais de gangues.

A cidade está repleta de conflitos invisíveis, antagonismos que a mantém em crise perpétua como qualquer cidade moderna. Antagonismos que oscilam entre o legal e o ilegal, o natural e o artificial, a pobreza e a riqueza e a ciência e o misticismo. É em meio de todos esses antagonismos que a cidade mostra sua verdadeira natureza, não como ente apaziguador de conflitos e onde processo histórico desemboca na resolução das necessidades humanas, mas como uma onda de pressão, que cheia de energias contrárias entre si, procura libertar-se em uma grande explosão que sempre é auto-contida.

Como exemplo desse ciclo que se repete infinitas vezes, tão somente é necessário prestar atenção no papel dos protagonistas. Agentes da anarquia dentro da cidade, eles mesmo se encontram incertos dentro da dinâmica da sociedade. Opõem-se a lei mas compram roupa da moda, consumem drogas e equipam suas motocicletas com a mais alta tecnologia que é produzida pela mesma sociedade a que se opõem.

Tetsuo mesmo, representa o ideal máximo da modernidade. Converte-se em um ser absolutamente poderoso, que não tem porque seguir a moral ou a lei de seres inferiores a ele. Mas, tal poder o esmaga, isola dos demais e em sua solidão enlouquece até culminar em sua própria destruição. É uma imitação da sociedade moderna, que pensa haver chegado no ápice de sua evolução e desenvolvimento, quando na verdade é imatura, suscetível de corrupção e por tanto, capaz de sua autodestruição.

CENAS CHAVES

1. A Desparecida e Antiga Capital

Infinita no horizonte e cruzando de costa a costa, a antiga cidade de Tóquio desaparece em um instante por detrás de uma estranha explosão. Os arranha-céus ardem como fósforos em um piscar de olhos.

2. A Utopia do Neo-Tóquio em 2019

A nova capital ergue-se idilicamente como uma ilha. Autocontida, protege-se do resto do território devastado, aglomerando grande luxo e prosperidade dentro de si.

3. Uma Nova Torre de Babel

Coberta de arranha-céus altamente densificados que se acrescentam conforme um se aproxima do centro da cidade, o olhar não basta para contemplar seu topo.

Cinema e Arquitetura: "Akira"

4. O Sonho da Cosmópolis Oriental

Em constante crise, a cidade procura atrair mediante o turismo o capital para seu renascimento. Centenas de anúncios e luzes brilhantes buscam criar uma imagem chamativa e cosmopolita.

5. O Espaço Público na Quinta Fachada

Devido ao pouco espaço para habitar, o nível do solo foi colocado em segundo plano para o transporte automotivo. As novas ruas, parques e espaços públicos se desenvolvem no alto dos edifícios.

6. Muralhas de Concreto e Poluição

Protegendo-se do exterior, são os próprios edifícios que servem de muralha. Na sua última parte, enormes tubos desembocam águas contaminadas ao lago que rodeia a cidade.

7. Viver no Território da Antiga Cidade

De manera hipócrita, ao governo da cidade não interessa o desenvolvimento do resto da população, a qual vive marginalizada, sem oportunidades e em condições desumanas de vida.

8. Os Filhos da Modernidade

Marginalizados e sem uma identidade sobre a qual estruturar-se, a juventude vive em um mundo cheio de anarquia e rebeldia, rodeados por drogas e gangues violentas onde somente o mais forte sobrevive.

9. A Perpétua Crise Social

A cidade de "Akira" é em essência a cidade atual. Sua verdadeira natureza não é apaziguar as necessidades humanas, mas sim contê-las e extinguí-las.

10. O Submundo que controla a Superfície

Sob a nova cidade se estendem longos complexos militares, que em segredo buscam controlar uma nova fonte de energia.

11. O Cenário Olímpico

Sob a área dos jogos olímpicos, os militares escondem o maior de seus segredos. O sonho de renovação da cidade se perderá quando ela se tornar uma zona de guerra.

12. A Cidade, uma Onda de Pressão

De maneira simbólica, uma nova explosão acontece. A energia desatada pode ser interpretada como a concentração de conflitos dentro da cidade que chegaram ao seus limites.

PERFIL DO DIRETOR

Nascido em 14 de abril de 1954 em Hasama, Japão. É um famoso artista de mangá, diretor de filmes de animação e roteirista de cinema. Quando adolescente cresceu nos turbulentos anos sessenta, época em que seu país atravessava grandes conflitos sociais. Por todo o país haviam manifestações de estudantes e trabalhadores contra  o governo japonês, o qual buscava estabilidade depois do fim da segunda guerra mundial. Tal solução caótica o marcaria para sempre e serviria de inspiração para seus futuros trabalhos.

Outras referencias claras a suas obras, foram os filmes de animação como "Giganton", "Astro Boy" e "Hols, príncipe do sol", assim como o filme estadunidense "Easy Rider" de onde tomaria emprestado o espirito de juventude rebelde, usuários de drogas, e que não cediam diante de nenhuma autoridade.

Publicou numerosos mangás, primeiro com historias curtas e pouco conhecidas, para depois adentrar em series longas e dedicadas a ficção cientifica. Não foi até 1982, quando publicou Akira que se consolidou de maneira internacional. Seu êxito foi tão grande, que depois de pouco tempo começou sua adaptação cinematográfica, a qual ele mesmo teve a oportunidade de dirigir. Quando o filme foi lançado, o mangá não estava finalizado, por isso existem diferenças entre ambas historias.

FICHA TÉCNICA

Data de Estreia: 16 de Julho 1988
Duração: 124 min.
Gênero: Ficção Científica / Ação
Diretor: Katsuhiro Otomo
Roteirista: Katsuhiro Otomo / Izo Hashimoto
Fotografia: Tsutomu Ohashi 
Adaptação: Akira, de Katsuhiro Otomo

SINOPSE

No ano de 2019, a cidade de Neo Tóquio está construída sobre as ruínas de uma terceira guerra mundial. O país está a beira de colapso devido as continuas crises politicas. Em segredo, o exercito desenvolve um experimento para encontrar indivíduos que possam controlar a "energia absoluta".

Kaneda, um jovem membro da gangue, lidera um grupo de motociclistas. Durante uma briga territorial, Tetsuo, seu melhor amigo sofre um estranho acidente e é sequestrado pelos militares. Então, descobrem que ele é um candidato da "energia absoluta" que desembocará em nefastas consequência.

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Sobre este autor
Rafael Altamirano
Autor
Cita: Altamirano, Rafael. "Cinema e Arquitetura: "Akira"" [Cine y Arquitectura: "Akira"] 20 Jun 2014. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/621905/cinema-e-arquitetura-akira> ISSN 0719-8906
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