Cinema e Arquitetura: "Blade Runner"

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Humildade e um grande sentimento de insignificância é o que se gera ao escrever sobre Blade Runner, filme culto e que traz uma grande reflexão, de múltiplas interpretações, as quais têm sido abordadas com grande maestria por muitos outros autores difíceis de superar. Essa resenha, humilde e respeitosa almeja criar em suas breves páginas uma aproximação a este grande imaginário, convidando ao leitor a maravilhar-se e perder-se em sua mitologia.

A imagem de Blade Runner nasce da ideia de representar o conceito de Megalópolis, cidade descomunal cuja extensão parece infinita e que não termina no horizonte. Cidade decadente, composta por um grande conglomerado de arranha-céus que nascem de subúrbios superpovoados e de chaminés industriais, as quais cospem fogo, como fosse o próprio inferno. Metáfora por todos os lados, com ruas cheias de poluição, violência, ruído, invasão publicitária, ingredientes de uma metrópole caótica a qual não é mais um exagero das características que definem a cidade atual.

Nesse sentido, a cidade é resultado da convergência de três épocas: os anos quarenta como referência clara ao seu ambiente de cinema negro; a época dos anos oitenta como ponto de partida de sua produção e com os recursos limitados do seu tempo: e o suposto ano de 2019, com sua estética futurista e distópica, de automóveis voadores e de tecnologias impossíveis. Essa três épocas podem ser vistas com clareza nas distintas camadas que a cidade tem para nos mostrar.

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Sobre este autor
Cita: Altamirano, Rafael. "Cinema e Arquitetura: "Blade Runner"" [Cine y Arquitectura: "Blade Runner"] 09 Mai 2014. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/601530/cinema-e-arquitetura-blade-runner> ISSN 0719-8906

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