
A União dos Estudante de Pós-Graduação de Arquitetura, Paisagem e Design (GALDSU) da Universidade de Toronto publicou os resultados de uma pesquisa sobre a saúde mental, que pedia aos estudantes que refletissem sobre sua experiência na Faculdade de Arquitetura, Paisagem e Design John H. Daniels. Muitos alunos e ex-alunos opinaram de modo semelhante, indicando descaradamente um quadro sombrio na experiência de um estudante de arquitetura. O relatório traz a questão da falta de saúde física e mental nas escolas de arquitetura para o primeiro plano da nossa consciência; no entanto, a resposta pouco entusiasmada que provocou enfraquece a iniciativa e levanta questões importantes. Se já estávamos cientes do problema, por que uma mudança não havia sido iniciada? Será que essa vai ser sempre a realidade aceita na educação da arquitetura?
As respostas dos alunos identificam a infra-estrutura como um desafio significativo e sugerem que as melhorias para a saúde física e mental podem ser realizadas com a criação de espaços de trabalho mais limpos, maiores e mais silenciosos. Os alunos também expressaram sua preocupação com a falta de comodidades, incluindo também a falta de computadores nos laboratórios, bem como a falta de opções de alimentação de baixo custo disponíveis. De fato, uma das maiores ironias da arquitetura escolar é que muitas vezes estudamos em espaços desinspiradores, mal projetados e obsoletos.
No entanto, embora o estudo insinue que melhorias na infra-estrutura e em equipamentos seja uma maneira de melhorar a saúde do estudante, seriam necessários grandes investimentos para fazer esses tipos de mudanças e a maioria das escolas não têm acesso imediato a isso. A aquisição desses fundos exigiria tempo e faria com que aumentassem as taxas para os estudantes, medida as quais muitos se opõem - especialmente se os resultados vierem apenas para os futuros estidantes.
