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Charlone 1628 / Estudio Dayan

Charlone 1628 / Estudio Dayan
Charlone 1628 / Estudio Dayan, Cortesía de Estudio Dayan
Cortesía de Estudio Dayan

Cortesía de Estudio Dayan Cortesía de Estudio Dayan Cortesía de Estudio Dayan Cortesía de Estudio Dayan + 37

Cortesía de Estudio Dayan
Cortesía de Estudio Dayan

Descrição enviada pela equipe de projeto. Villa Ortuzar é um pequeno bairro da cidade de Buenos Aires, enclave de bairros mais estabelecidos como Palermo, Colegiales, Chacarita e Vila Urquiza. É um bairro de gabarito baixo, serviços educacionais e desportivos em situação ainda sem atender os lotes situados na faixa entre as ruas Charlone e Giribone, onde se estabeleceria a nunca realizada Autopista AU3 que ligaria a Av. General Paz com a Av. Juan B. Justo. Por sua localização e caráter, Villa Ortuzar é um bairro de alto potencial cultural, com boas perspectivas de crescimento futuro, mas com qualidade quase marginal no presente. O público que procura Villa Ortuzar é geralmente a nova boemia, que deseja ficar longe de bairros mais estabelecidos. Buscam empreendimento de poucas unidades, despesas baixas, espaços amplos e flexíveis com soluções de baixa manutenção, mas extremamente funcionais e um conceito estético que renove a paisagem. É um público que valoriza a estética racional, mas sem brilhos, a estética de materiais e texturas sem artifícios e com muito verde. Consumidores desses novos empreendimentos são, geralmente, profissionais ligados ao design, atores estimulados pela corrente audiovisual prevalecente na área e, em menor proporção, profissionais independentes de diferentes áreas que buscam implantar-se na tranqüilidade de “um bairro”, mas tendo a comodidade de estar muito perto da cidade grande.

Cortesía de Estudio Dayan
Cortesía de Estudio Dayan

Em um terreno situado na Rua Charlone, de medidas 8,66m x 26m e orientação norte, o edifício é constituído de dois volumes: um à frente e outro atrás deste, ligados entre si por um núcleo de circulação constituído por pontes abertas e varandas internas. O corpo A contém 6 ​​unidades e o corpo B contém apenas 3.  À frente colocamos as menores unidades, compostas por 3 apartamentos flexíveis de 2 ambientes e 3 escritórios. Charlone é uma via de alto fluxo de veículos e muito barulhenta durante o dia, portanto, optamos por colocar unidades operacionais na porção frontal. Na parte posterior estão localizadas as maiores unidades (familiares), já que o núcleo do bloco tem caráter verde, tranqüilo e pacífico. A fachada frontal (orientação norte) é plana, enquanto a posterior (orientação sul) é composta por terraços para garantir o máximo de luz nas unidades inferiores e gerar interessantes situações espaciais nas unidades mais confortáveis.

Cortesía de Estudio Dayan
Cortesía de Estudio Dayan

Uma planta baixa semi-livre conecta as três vagas de carros, o jardim interno (coração verde) e o acesso de pedestres. Atrás colocamos um apartamento de 4 ambientes com um jardim generoso como expansão. O volume frontal mantém a mesma composição de planta nos três pisos, escritórios de um lado e do outro os apartamentos flexíveis de dois ambientes, enquanto o volume posterior vai alterando sua composição de planta gerando terraços e diferentes tipologias. Estas tipologias propiciaram vazios nas pontes de circulação interna, sobrepondo-se uns aos outros e enriquecendo os espaços comuns ao transformar passagens em áreas de estar. No teto-jardim (voltado para o norte), colocamos um solário com cascata, uma longa bancada de concreto para o almoço e uma rede comum.

Cortesía de Estudio Dayan
Cortesía de Estudio Dayan

Utilizamos materiais de qualidade e de baixa manutenção. Foi usado piso de granito na área externa de todo o complexo, criando continuidade desde a calçada até o solário na cobertura. O concreto, de escoramento fenólico, não foi revogado, não só por economia de recursos, mas como argumento de composição, para exaltar a expressividade do material (material cultural por excelência na construção de nosso país). O alumínio e toda a ferragem são negros, a alvenaria tem tonalidade cinza média. Alguns acabamentos são precisos (alumínio, ferragem e vidro), enquanto outros são bastante rústicos (pedra, concreto e madeira). Assim utilizados, materiais e cores criam fortes contrastes (característica da arquitetura de nosso estúdio).

Cortesía de Estudio Dayan
Cortesía de Estudio Dayan

A fachada norte foi projetada pensando na luz solar. Projetamos um sistema de brises de alumínio preto cuja separação e proporção foi estudada de acordo com o ângulo de incidência solar. No verão, para bloquear o sol em horários de maior intensidade. No inverno, para deixar passar os raios de sol, mais baixo e horizontal. Em frente à alvenaria, atrás das varandas, também foi pintado de preto, de modo que a luz solar no inverno passe através dos brises de alumínio e chegue até as paredes frontais aquecida, criando um efeito similar ao “muro trombe''. Os brises foram colocados criando uma composição dinâmica que fazem da fachada algo vivo, nunca estático. Esta composição simula um sistema de brises móveis, mas eles realmente são fixos para simplificar a sua manutenção ao longo do tempo. O sistema se completa com os panos de vidro para segurança, que provocam aberturas completas na tela de alumínio. São aberturas verticais de laje à laje para que os brises não se tornem as típicas "barras" que atualmente vemos nas fachadas da cidade.

Cortesía de Estudio Dayan
Cortesía de Estudio Dayan

No piso térreo, a frente consiste em uma faixa contínua e cega de portões de metal que não permitem vislumbrar o interior. Apenas uma faixa de vidros no terço superior da sua altura permite a entrada de luz e a vista das copas das árvores no nível da calçada. Esta decisão é determinada pela necessidade de proteger e preservar o mundo interior do prédio da marginalidade não resolvida do mundo exterior. Entendemos a arquitetura de hoje como um processo complexo e em mudança que deve se adaptar aos processos sociais de seu entorno. A arquitetura não pode fechar os olhos para o que está acontecendo lá fora e em sua rua. Dependendo da sua situação particular deve participar de forma inclusiva e, por vezes, deve ser se preservar; o que ela definitivamente não pode, é ser indiferente, julgadora e formal. Nós não acreditamos em decisões automáticas e repetitivas, a arquitetura deve tomar uma posição ativa, resolvendo problemas eternos de funcionalidade e propondo respostas criativas e flexíveis; porque as mudanças na sociedade de hoje são surpreendentes, logo, a arquitetura não pode ser definitiva.

Planta 1º Pavimento
Planta 1º Pavimento
Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: "Charlone 1628 / Estudio Dayan" [Charlone 1628 / Estudio Dayan] 08 Fev 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Delaqua, Victor) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/95627/charlone-1628-slash-estudio-dayan> ISSN 0719-8906