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Menil Collection de Renzo Piano selecionada para receber o prêmio de 25 anos da AIA

Menil Collection de Renzo Piano selecionada para receber o prêmio de 25 anos da AIA
© Paul Hester
© Paul Hester

A Menil Collection de Houston, projetada pelo arquiteto Renzo Piano, foi selecionada para o Prêmio dos 25 anos da AIA, 2013. Reconhecendo o desenho arquitetônico de importância no tempo, o Prêmio dos 25 Anos é dado ao edifício que tem resistido à prova dos 25 a 35 anos, materializando-se como uma excelência arquitetônica. Os projetos devem demonstrar excelência em sua função, na execução de seu programa original e nos aspectos criativos sob padrões de hoje. O prêmio será apresentado em junho deste ano na Convenção Nacional da AIA em Denver.

Mais sobre a Menil Collection a seguir.

© Hickey and Robertson
© Hickey and Robertson

Em 1981, Dominique de Menil, presidente da Menil Foundation, decidiu construir um museu em Houston para uma das coleções mais importantes do mundo de Arte Africana e Arte Moderna Surrealista. Sua exigência principal era que todas as obras pudessem ser vistas com luz natural e que a iluminação fosse tratada de tal maneira que os visitantes notassem suas variações contínuas ao longo do dia, estação do ano e clima local. Ela também queria um museu que parecesse “grande por dentro e pequeno por fora”. Um espaço que promovesse uma relação direta e tranquila entre o visitante e a obra de arte, o que resulta em um ambiente não-monumental e doméstico: que estivesse por completo em contato com a natureza. Para atingir este último objetivo, decidiu-se situar o edifício nas áreas verdes de um bairro residencial que incluía uma série de residências pré-existentes utilizadas para atividades que complementariam as do museu, resultando em uma ambiência como a de uma “aldeia de museus”.A integração do museu com seu entorno de edificações menores foi solucionada na articulação dos volumes mais baixos e revestindo as paredes externas com madeira, utilizando a técnica de "balloon frame", muito comum nos EUA.

© Paul Hester
© Paul Hester

A iluminação natural dos espaços de exposição é que dá ao edifício o seu caráter. Esta decisão implicava um risco importante: a luz solar direta, de fato, seria prejudicial para as próprias obras de arte. O objetivo era proporcionar uma difusão de luz dentro das salas de exposição, sem perder o sentido das condições climáticas externas. Por esta razão, uma “máquina solar” especial foi construída para avaliar o comportamento da luz nas diversas latitudes, a mecânica das refrações múltiplas e a proteção que oferecem contra os raios ultravioletas. Esta avaliação teve como resultado a definição de um elemento estrutural básico, a denominada “folha” feita de 25 mm de espessura em ferro-cimento. Tendo sido reproduzidas 300 vezes, estas folhas servem como uma plataforma que cobre o edifício e atua como um filtro de luz e um escudo de calor. Estes elementos, que também são um componente integral das próprias vigas, evitam que a luz direta do sol chegue às obras de arte, enquanto que ao mesmo tempo melhoram as obras proporcionando iluminação natural baseando-se nas condições climáticas exteriores.

© Hickey and Robertson
© Hickey and Robertson

O museu está dividido em duas áreas distintas. As salas de exposições se encontram no térreo, onde cerca de 200 obras são exibidas ao redor de uma coluna vertebral longitudinal, ou melhor, um “passeio central” de 150 metros comprimento. No piso superior, por outro lado, estão as coleções valiosas do museu, em espaços particularmente bem adaptados para o trabalho de estudantes. No caso do Museu Menil, verificou-se que era impossível expor as mais de 10.000 peças da coleção ao mesmo tempo, sobretudo para assegurar sua adequada conservação caso se mantivessem constantemente exibidas. Isto levou à criação da “casa do tesouro”, situada no piso superior do museu, onde as obras de arte são armazenadas de forma segura sob condições climáticas ideais. As obras são exibidas em rotatividade: aquelas exibidas regularmente voltam à "casa do tesouro" e uma nova série de obras são trazidas para baixo para a "casa das pessoas". Em 1992, Dominique de Menil mais uma vez recorreu a Renzo Piano para a criação de uma exposição permanente dedicada à obra de um dos seus artistas favoritos, Cy Twombly. Assim surgiu o Pavilhão Twombly, que hoje em dia também pode ser encontrado na "aldeia do mudeu"

Courtesy of RPBW
Courtesy of RPBW

via AIA.

Cita: Rosenfield, Karissa. "Menil Collection de Renzo Piano selecionada para receber o prêmio de 25 anos da AIA" [The Menil Collection selected to receive AIA Twenty-five Year Award] 29 Jan 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Helm, Joanna) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/94170/menil-collection-de-renzo-piano-selecionada-para-receber-o-premio-de-25-anos-da-aia> ISSN 0719-8906