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Cinemateca Matadero / Churtichaga+Quadra-Salcedo Arquitectos

  • 05:00 - 11 Janeiro, 2013
  • Traduzido por Gica Fernandes
Cinemateca Matadero / Churtichaga+Quadra-Salcedo Arquitectos
Cinemateca Matadero / Churtichaga+Quadra-Salcedo Arquitectos, © Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

© Fernando Guerra |  FG+SG © Fernando Guerra |  FG+SG © Fernando Guerra |  FG+SG © Fernando Guerra |  FG+SG © Fernando Guerra |  FG+SG + 52

  • Arquitetos

    Josemaría de Churtichaga, Cayetana de la Quadra-Salcedo
  • Localização

    Madrid, Espanha
  • Arquitetos Colaboradores

    Mauro Doncel Marchán, Natanael López Pérez
  • Arquitetos Técnicos

    Joaquín Riveiro Pita, Martín Bilbao Bergantiños
  • Área

    2688.0 m²
  • Fotografias

© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

Descrição enviada pela equipe de projeto. A memória, as memórias, incluindo a má memória sempre se entrelaçam e se misturam quando se intervém arquitetonicamente um passado, uma História como personagem de outra história que acaba sendo o projeto... se, fabricar uma história, eleger o tom, a cadência, o ritmo, os acentos, uma história que conviviam com naturalidade a memória coletiva do antigo Matadouro de Madri, com outra memória antecipada do novo uso dedicado ao cinema e por sua vez entrelaçado com a desmemória das próprias obcessões recorrentes.

© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

As fascinantes figuras reluzentes de carcaças de bovinos brilhantes recém-abatidas e descascadas, as luzes de fundo mágico e os excessos de contrastes do cinema, e a fascinação infantil pela cestaria como técnica infinita de geometrias humanas são o triângulo sensorial de toda história... o resto é rodear em espiral esta atmosfera, esta sensação, é defini-la construtivamente.

© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

A história do tilojo tectônica, retórica e poderosa do antigo Matadouro é o fundo, e também a figura segundo as cenas da história contada, uma história em que o baixo contínuo de fundo, um único material pintado de cinza escuro define o novo programa, desdobrando-se em parades, pisos e tetos, permitindo uma nítida separação entre a história e a História. Sobre esse fundo de tapeçaria escura, saídas de minha própria memória exagerada aparecem algumas figuras flutuantes, umas 'cestas' gigantes, desproporcionais e vibrantes que definem os espaços principais.

© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

A cesta do arquivo é permeável, enorme, transitável, filtra a luz, a canaliza e é uma lâmpada, uma enorme figura esfolada de uma modesta manguera alaranjada infinita. As 'cestas' das salas de cinema são em tons de preto. Na sala principal o fundo laranja faz flutuar a cesta iluminada até que suavamente, ao começar o filme, o fundo desaparece e resta apenas uma vibrante superfície preta. Na sala pequena, uma cesta artesanal bastante pomposa preta sobre o fundo preto sobrevoa também preta sobre o espaço quase preto de madeira, apenas uma janela quando se abre ofusca os olhos, se ofusca com contra luzes impossíveis. Porque o olho e seus limites de percepção são definitivamente os verdadeiros protagonistas desta história de cinema.

© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

Existe uma batalha construtiva e estrutural, uma batalha silenciosa e oculta por defender a História. E defendê-la é desobedecer os informes patológicos medrosos que desconfiam da História da construção em fábrica, que não entendem que as fábricas de tijolos gostam de estar carregadas, são mais felizes e estão mais coesivas, e que sua lógica é sempre um problema de estabilidade e não de resistência, tão ruim é nossa memória por culpa das estruturas reticulares.

© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

Confiando nestes muros de tijolos maciços e argamassas de cal irrepetíveis, a intervenção pôde resolver as grandes luzes que requeria o programa. A estrutura horizontal foi resolvida com lajes de concreto armado, cujo trabalho bidirecional e encaixes com a fábrica existentes fazem do conjunto um sistema completo de paredes verticais portantes, distribuindo esforços através dos generosos planos de suas paredes. A maioria das pareces necessitaram algumas correções por encaixes de esquina incorretos, e quando as cargas sobre os muros existentes eram muito maiores que as primitivas, foi necessário o concreto projetado local sobre estes para reforçar e promover a sua capacidade de deformação, devido às alturas significativas sem contraventamento laterais como no platô. A concretagem destes muros sobrecarregados se reforçou com uma série de microestacas levemente inclinadas penetrando sob a proteção vertical das concretagens escalonadas de alvenaria.

© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

Uma vez resolvida a estrutura, um tapete contínuo de assoalho de madeira de pinho pintada reveste parades, pisos e forro definindo a nova arquitetura dos espaços, sempre evitando cobrir as paredes originais, salvo por requisições acústicas muito exigentes de absorção e isolamento. Sobre este fundo de material escuro de madeira, foram tecidas as 'cestas', formadas por quadros de tubos de aço dobrados para garantir a geometria, e tecidas com mangueiras de irrigação industrial convencionais.

© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

Os espaços, definidos pela potência tectônica do existente, o fundo escuro de madeira e as figuras protagonistas das cestas requeria um silêncio deliberado na introdução das instalações. As enormes demandas térmicas de ventilação que requerem os usos do Cinema e Platô supõem mobilizar enormes quantidades de ar de renovação, o que foi alcançado enterrando a maioria destas instalações. As áreas sem requerimentos de ventilação tão grandes, como os saguões, os escritórios e as áreas de circulação resolvem sua temperatura com sistemas de inércia pelo solo radiante em baixo do assoalho.

© Fernando Guerra |  FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

A iluminação se desorganiza, se desordena deliberadamente com agrupamentos de lâmpadas vistas, fugindo da homogeneidade perversa e triste que convidam as normas reguladoras. As cestas também foram tecidas com fibras de LED's para que a própria luz seja definidora do espaço.

Planta Baixa
Planta Baixa
Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: "Cinemateca Matadero / Churtichaga+Quadra-Salcedo Arquitectos" [Cineteca Matadero / Churtichaga+Quadra-Salcedo Arquitectos] 11 Jan 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Fernandes, Gica) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/91026/cinemateca-matadero-slash-churtichaga-plus-quadra-salcedo-arquitectos> ISSN 0719-8906