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10 Habitações em Pajol / Bourbouze & Graindorge

10 Habitações em Pajol / Bourbouze & Graindorge
10 Habitações em Pajol / Bourbouze & Graindorge, © David Boureau
© David Boureau

© David Boureau

Esse projeto começou como um diagnóstico em um edifício existente, e foi somente depois de uma análise precisa da construção, que a escolha pela demolição/ reconstrução foi feita. De fato, o prédio existente, construído no início do século, era de pequeno interesse, tanto arquitetônico como urbano, e foi debilitado por uma organização interna bem restrita, que tornou a sua reestruturação impossível.  O projeto é, portanto, concebido como o fantasma do edifício anterior, mas também como o antídoto para os problemas que este revelava.

© David Boureau

Massa/ Neutralidade
O edifício novo pega emprestado a suavidade e a compacidade do edifício existente anteriormente, em uma massa levemente grande demais, em escala com os dois edifícios vizinhos, a fim de poder qualificar de maneira apropriada esse ângulo chanfrado tipicamente parisiense. O edifício demonstra uma certa neutralidade, de acordo com a tradição da arquitetura doméstica de Paris, mas também como a afirmação do que deveria ser o incondicional de qualquer arquitetura doméstica, e como um artefato que se expressa pouco mas fortemente: a sua própria construção e o prazer de habitá- la, aqui e agora.

© David Boureau

A tecelagem dessas conexões históricas, e o aprimoramento sobre a “arte de morar”,  também visa modelar uma arquitetura atemporal, demostrando uma leve ambiguidade no que se diz respeito a data da sua construção. Como o diagnóstico acabou por estabelecer, o edifício existente anteriormente tinha como maior defeito uma organização interna muito congelada, o que faz sua possível reestruturação muito cara e complexa. A ideia de inscrever o novo edifício dentro do velho, a longo prazo, implicou consequentemente em pensar em uma organização espacial e estrutural que pudesse criar alguma flexibilidade durante a evolução futura do edifício. O volume ligeiramente maior permitiu assim compensar a sensação de aperto do local usando sua seção: 25cm de espessura de lajes de concreto abrangem os 7m entre as fachadas sujeitas a cargas, as paredes do perímetro e o núcleo central de circulação. Como resultado, o edifício oferece em planta mas também nas suas elevações (leves molduras de madeira) uma grande flexibilidade, que fará sua evolução a longo prazo facilmente.

Planta 02

Bem de perto

Aberturas
O parâmetro principal na organização do projeto encontra-se na presença de uma paisagem urbana aberta, a projeção em direção ao exterior de cada espaço interno do edifício tenta compensar pela exiguidade do terreno.

© Philippe Ruault

Espaços ao ar livre
O tamanho do terreno, junto com as demandas do programa, não estavam permitindo criar espaços privados ao ar livre de verdade. Nós propusemos então, consequentemente, espaços superdimensionados do lado de fora, que estendem os espaços internos das habitações para o exterior, e são projetados com o mesmo cuidado: piso polido de concreto, porta de entrada com a altura total e revestimento de aço inoxidável nas suas fachadas.

© Philippe Ruault

Janelas
A reversão do projeto em direção ao lado de fora também é sentida no projeto das janelas. O quadro de concreto da fachada cria grandes células nas quais estão inseridos elementos de peso leve, cegos ou envidraçados. As esquadrias de alumínio delineiam as aberturas panorâmicas e se beneficiam das soleiras que foram rebaixadas para 50 cm; o design da janela é invertido: a esquadria está posicionada do lado de fora da revelação, a grade e as cortinas black- out do lado de dentro, protegidos dos ventos e chuva. As esquadrias envidraçadas deslizam em dois planos nos cômodos menores ou em três nas salas de estar, criando aberturas de 3,5 por 1,85 metros de altura o que faz com que toda a sala seja uma varanda para a cidade.

© David Boureau

Materialidade
A construção do edifício visa uma expressão muito factual de seus materiais. Para alcançar a aparência monolítica do edifício, a fachada de concreto é derramada sem os traços dos espaçadores das fôrmas (posicionados dentro das aberturas), ou mesmo as juntas mostrando o reinicio da colocação do concreto. Os elementos leves ( os painéis de aço inoxidável e esquadrias das janelas de alumínio) estão colocadas no mesmo plano, para aumentar os contrastes e minimizar os deslocamentos e outros detalhes que fazem com que a fachada envelheça de um jeito ruim. A estrutura e o preenchimento são portanto associados sem a mediação habitual do deslocamento das juntas e de outras articulações preciosas.

© David Boureau

Forma larga
A articulação entre a estrutura e os preenchimentos ecoa em geral para um diálogo entre a ordem primária urbana da estrutura, e a irregularidade necessária de um programa de habitação. (quebra- cabeça de tipologias, posição das janelas de acordo com os quartos …). A organização do edifício cria para cada habitação uma vista limpa e ensolarada na fachada leste. Apartamentos de dois cômodos estão empilhados na baía sul, apartamentos de quatro cômodos estão organizados como duplex para cima ou para baixo na baía norte. O padrão da fachada é uma clara transcrição dessa organização, regular na baía sul, mais complexa no lado norte, vários duplex criando grupos em três níveis. Deste modo, o edifício expressa esse tipo de ordem folgada, essa forma larga, que deveria ser a qualidade principal de qualquer arquitetura doméstica.

© Philippe Ruault

Ficha técnica:

  • Arquitetos:Bourbouze & Graindorge
  • Ano: 2012
  • Área construída: 930 m²
  • Endereço: 18th arrondissement de Paris Paris França
  • Tipo de projeto: Habitacional
  • Status:Construído
  • Materialidade: Concreto e Metal
  • Estrutura: Concreto
  • Localização: 18th arrondissement de Paris, Paris, França
  • Implantação no terreno: Adossado às 2 divisas

Equipe:

  1. Arquitetos: Bourbouze & Graindorge
  2. Fotografias: Philippe Ruault, David Boureau
  1. Cliente: Siemp

Sobre este escritório
Bourbouze & Graindorge
Escritório
Cita: Paula Garcia Monteiro. "10 Habitações em Pajol / Bourbouze & Graindorge" 01 Ago 2012. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/62028/10-habitacoes-em-pajol-bourbouze-e-graindorge> ISSN 0719-8906

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