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Curso de Verão - Arquitetura e Cinema de 7 a 12 de Julho

  • 16:30 - 5 Julho, 2012
Curso de Verão - Arquitetura e Cinema de 7 a 12 de Julho
Curso de Verão - Arquitetura e Cinema de 7 a 12 de Julho, © Ruptura Silenciosa
© Ruptura Silenciosa

A edição de 2012 do Curso de Verão ARQUITECTURA E CINEMA procurará debater de que forma a arquitectura e o cinema partilham ideais, contextos, pressupostos, temas ou modos de produção. Contará com o contributo de académicos, especialistas na abordagem das intersecções entre arquitectura e cinema, que analisarão o contexto internacional mas também as especificidades do panorama nacional. Entre outros temas, será explorada a presença da Arquitectura e da Cidade no Novo Cinema Português, no Cinema Novo Brasileiro, na Nouvelle Vague Francesa, na Nova Vaga Japonesa, ou no Cinema Russo.

  • De 7 a 12 de Julho . 16h30 – 20h
 na FAUP ( Faculdade de Arquitectura da Universidade de Porto)
  • Preço normal: 50 euros
  • Preço estudante: 30 euros
© Livro Anos de Ruptura – Arquitectura Portuguesa Nos anos Sessenta

A participação no curso equivale a 8 créditos de Formação Opcional em Matérias de Arquitectura, para efeitos de Admissão na Ordem dos Arquitectos.

Mais informações aqui.

Programa

PROGRAMA

Luis Urbano
Real ou ficção?

A partir das curtas-metragens realizadas no âmbito do Projecto de Investigação “Ruptura Silenciosa. Intersecções entre a arquitectura e o cinema. Portugal 1960-1974”, questionar-se-á a utilização das imagens em movimento enquanto veículo de representação e divulgação da arquitectura. Será defendido o uso da ficção como uma forma mais efectiva de transmitir atmosferas espaciais que se aproximam da experiência arquitectónica ‘real’ dos utilizadores, em oposição quer aos aparentemente ‘neutros’ documentários de arquitectura, quer às ‘assépticas’ simulações digitais tridimensionais.

Provavelmente como nenhum outro método de visualização, as imagens em movimento conseguem representar os espaços arquitectónicos como espaços “vividos” e “habitados”. O cinema é muitas vezes encarado como um meio que, através da relação espaço/tempo, da miseen-scène, dos personagens e do argumento, pode circunscrever importantes debates sobre a arquitectura e a vida urbana. Será defendido que as imagens em movimento têm a capacidade de criar um “sentido de lugar”, fenómeno não só relacionado com a matriz da realidade física do espaço que é filmado, mas também com a relação vivencial que estabelecemos com a luz, a cor, o som, a música e a estrutura narrativa.

Sizígia © Ruptura Silenciosa

Francisco Ferreira
But down these (mean) streets a man must go…
Realidades e ficções nas representações da rua após a 2ª Guerra Mundial

Em 1956, os arquitectos Alison e Peter Smithson fazem-se fotografar – acompanhados pelo fotógrafo Nigel Henderson e pelo escultor Eduardo Paolozzi – confortavelmente sentados no meio de uma rua de Londres. Esta imagem – que integrava o catálogo relativo à exposição This is Tomorrow – incorpora o essencial dos pressupostos que configuravam a revisão crítica dos princípios arquitectónicos e urbanos então herdados do movimento moderno. Nos projectos e argumentos que apoiarão essa revisão, a rua aparecerá sempre como tema, e define-se ora como elemento as found ora como elemento propositivo.

Em simultâneo, o cinema recupera também a cidade real enquanto território composto de narrativas sobrepostas e filma-a essencialmente a partir das ruas, deixando-se contaminar tanto pelo carácter directo da sua vivência como pela informalidade do seu quotidiano; como afirmaria Krakauer, as afinidades do meio com o fluxo da vida bastariam para explicar a atracção qua a rua sempre exerceu no cinema.

Processo de ‘A Casa do Lado’ © Ruptura Silenciosa

Ana Resende
Perdido Por Cem – Crónicas de uma Cidade

Perdido por Cem é um dos filmes obrigatórios do Cinema Novo, e nas palavras de Bénard da Costa, o mais português de todos eles. É uma crónica pertinente de uma Lisboa sem esperança, em que a câmara, confessional e triste, é a personificação de uma geração que cresceu sob a sombra constante da ditadura. Talvez por isso, este filme, que estreia uma década após Os Verdes Anos, parece condensar e resumir as tendências de uma época, explorando com entusiasmo as temáticas lançadas pela nova vaga, fortemente influenciado pelos modelos que chegavam do estrangeiro. Esta comunicação incidirá sobretudo na forma como Perdido por Cem filma a Lisboa dos anos 70, em comparação com as diferentes representações da cidade no cinema português e estrangeiro.

 

João Rosmaninho
Lisboa: Requiem para uma Cidade
Visões indistintas entre O Sangue e Os Verdes Anos

Uma urbe como Lisboa permitirá versões e visões cinematográficas tão diferentes quantas aquelas que sobre si se projectam; no entanto há afinidades que ressoam em filmes à partida distantes como Os Verdes Anos (1963), de Paulo Rocha, e O Sangue (1989), de Pedro Costa. Os Verdes Anos e O Sangue estão separados por quase trinta anos e as suas personagens estão separadas por uma geração. Ambos os filmes representam fascínios e desencantos urbanos e ambas as narrativas acompanham a deambulação e inquietação de habitantes da cidade, perpetuando uma história contínua de gente inadaptada. Os jovens no filme de Rocha, por exemplo, poderiam ser os pais dos jovens no filme de Costa: no primeiro filme são um casal moderno – o oposto do tradicional –; no segundo filme são um casal pós-moderno – o oposto do oposto –.

A capital metropolitana e moderna de Os Verdes Anos torna-se marginal e obsoleta e, apesar da cidade permanecer a preto e branco, tudo o resto parece fragmentar-se. Em O Sangue o centro, o campo, os edifícios, as ruas, os veículos, as famílias, ou seja, a humanidade e urbanidade de Lisboa transformam-se desequilibrada e perifericamente. A cidade nova converte-se em ruína, a cidade compacta separa-se em estilhaços e, a mesma cidade, deixa de se reconhecer como corpo único e limitado. Talvez, em Os Verdes Anos e O Sangue, existam duas cidades e não duas formas distintas de uma só Lisboa.

A comunicação assentará numa análise comparativa de vários filmes (nem sempre sobre Lisboa), privilegiando um diálogo imagético entre O Sangue e Os Verdes Anos.

 

David Pinho Barros

  • Sessão 1
  • O espaço nas Novas Vagas: Intersecções entre o Novo Cinema português e a Nuberu
  • Bagu japonesa
  • Belarmino (Fernando Lopes, 1964)
  • Sho o Suteyo Machi e Deyou / Deita Fora os teus Livros, Vagabundeia pela Ruas (Shûji Terayama, 1971)
  • Sessão 2
  • O espaço nas Novas Vagas: Intersecções entre a etnoficção francesa e o documentário militante português
  • Petit à Petit / Pouco a Pouco (Jean Rouch, 1970)
  • Continuar a Viver ou Os Índios da Meia-Praia (António da Cunha Telles, 1976)

O objectivo das sessões será o de traçar percursos de influência em torno de novas concepções de espaço, intra- e extradiegético, surgidas simultaneamente em diferentes cinematografias nos anos 60 e 70. Os filmes de Fernando Lopes e de Shûji Terayama, através de duas sequências capitais, estudam a importância e as implicações do espaço criado pelo cinema, enquanto que as obras de Jean Rouch e de António da Cunha Telles resultam de uma procura e reflexão sobre e em espaços incomuns, dedicando-se sobretudo à sua génese e às suas potencialidades sócio-políticas e artísticas. Embora só quatro filmes sejam objecto de uma análise com visionamento de excertos, várias outras obras paralelas serão discutidas teoricamente e estudadas a partir de fotogramas projectados.

 

Michelle Sales

  • Sessão 1
  • Cinema e experiência urbana
  • Modernismo e modernização brasileiros, reformas urbanas e a construção de uma imagem cinematográfica para o Brasil através da cidade do Rio de Janeiro.
  • Sessão 2
  • Cinema Brasileiro Contemporâneo
  • Civilização versus barbárie. A problemática da representação da cidade através do cinema contemporâneo brasileiro.
  • Excertos dos filmes: Central do Brasil, Cidade de Deus, Onibus 174, Quase dois irmãos, Tropa de Elite, Babilônia 2000, Edificio Master.
  • Sessão 3
  • Cinema novo português e a representação da cidade
  • A imagem dos pátios de um antigo cinema português e a imagem da cidade do cinema novo em Portugal. Excertos dos filmes: Douro, Faina Fluvial, O Pintor e a Cidade, Dom Roberto, Pássaros deAsas Cortadas, Os Verdes Anos, Belarmino, Domingo à Tarde, Perdido por Cem.
  • Sessão 4
  • Cinema português contemporâneo: o corpo e a cidade
  • Ensaio sobre a representação do corpo e da cidade no cinema português contemporâneo.
  • Violência, erotismo, repressão e marginalidade. Excertos dos filmes: Ossos, Os Mutantes, Sapatos Pretos, Noite Escura, Alice, Odete, Juventude em Marcha, China China, Morrer Como um Homem, Arena
Dietrich Neumann
  • Sessão 1
  • Mikhail Kalatozov
  • Sessão 2
  • Michelangelo Antonioni
  • Sessão 3
  • Jean-Luc Godard
  • Sessão 4
  • Urban Critique in films of the 1960s and 1970s
Mais informações aqui.

Sobre este autor
Jorge Alves
Autor
Cita: "Curso de Verão - Arquitetura e Cinema de 7 a 12 de Julho" 05 Jul 2012. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/57925/curso-de-verao-arquitetura-e-cinema-de-7-a-12-de-julho> ISSN 0719-8906