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Jornada da Habitação (São Paulo Calling) / São Paulo - SP

  • 13:00 - 30 Janeiro, 2012
Jornada da Habitação (São Paulo Calling) / São Paulo - SP
Jornada da Habitação (São Paulo Calling) / São Paulo - SP, Divulgação
Divulgação

Habitação sem limites -Seis favelas de São Paulo são conectadas a sete assentamentos informais ao redor do mundo. Promovido pela Secretaria Municipal de Habitação da cidade de São Paulo, a Jornada da Habitação (Sao Paulo Calling) é um projeto que se desenvolverá entre os meses de janeiro e junho de 2012, e que se propõe a debater as políticas desenvolvidas pela cidade de São Paulo e outras implantadas e metrópoles localizadas em diferentes e distantes partes do planeta, que enfrentam os mesmos problemas relacionados aos assentamentos informais.

O MANIFESTO DE SÃO PAULO

Durante seis meses, uma mostra itinerante analisará as características, as diferenças e as causas dos assentamentos informais de Roma, Nairobi, Medellin, Mumbai, Moscou e Bagdá.

Ao mesmo tempo, seis laboratórios, que se manterão em São Paulo, nos bairros de São Francisco, Cantinho do Céu, Bamburral, Heliópolis, Paraisópolis e no centro, vão realçar as experiências práticas e diretas da vida dos moradores.

Os laboratórios e as pesquisa que fazem parte do projeto São Paulo Calling destacarão temas importantes, comuns aos assentamentos informais presentes hoje no mundo, que podem ser resumidos em onze pontos de um primeiro esboço de manifesto. (1)

1) As favelas são cidades

3.000.000 de pessoas vivem em assentamentos precários na cidade de São Paulo. 8.000.000 de pessoas vivem nas favelas de Mumbai; e, 2.500.000 de pessoas nas áreas pobres de Nairobi. Os assentamentos informais não são um corpo estranho, apartado; ao contrário, são uma importante parte da cidade contemporânea.

2) As favelas são rápidas

A cidade informal cresce rapidamente, as vezes mais do que a capacidade da administração pública em planejar o seu desenvolvimento.

3) As favelas são necessárias

Em vários países, os assentamentos informais são a principal forma de acesso à vida urbana de milhares de migrantes e camponeses. Territorio para onde se dirige um fluxo incontrolável de urbanização que todos os anos movem milhões de habitantes do planeta, do campo para as cidades.

4) As favelas são pequenas cidades

Muitas vezes distantes do centro, as favelas são sistemas autônomos, distintos, transformando o sistema urbano ao qual pertencem em uma unidade composta de “várias pequenas cidades”.

5) As favelas nunca são iguais

Cada favela tem sua característica, sua linguagem, sua atividade, sua música, seu ritual e suas aspirações. Cada uma delas, segue sua lógica de organização e de identidade.

6) As favelas são áreas urbanas dinâmicas de produção e comércio

Nas favelas, as necessidades de sobrevivência e a ausência de restrições e regulamentos podem incentivar o desenvolvimento generalizado de pequenas empresas artesanais e de serviços ao cidadão, que substituem o welfare público e alimentam um mercado particular de produtos.

7) As favelas representam um modelo auto-organizado

de economia do conhecimento Nas favelas pode se viver com pouco e optar por aprender. Cada ideia pode tornar-se um ofício e a criatividade produz economia.

8 ) As favelas representam um novo modelo de urbanização e sociabilidade

Os assentamentos informais têm uma estrutura física única, composta de milhares de pequenas construções edificadas em clusters. Uma estrutura compacta, pequena, intimista, onde cada canto é vida.

Intimidade significa que todo mundo sabe da vida de todos, ter intimidade com seus vizinhos para os bons e maus momentos.

9) As favelas são um espaço ideal para a organização

De grupos legais e ilegais As favelas são o território para a implantação de organizações de todo tipo: Religiosas, comerciais, de serviços, culturais, às vezes, organizações criminais vinculadas ao tráfico de drogas. Essas organizações informais podem aumentar o grau de auto proteção nos assentamentos informais.

10) As favelas continuam a mudar

As favelas estão em contínua mutação e evolução. Se modificam e crescem, atendendo as exigências dos indivíduos e das famílias que ali moram. Revelam uma história de desenvolvimento fundamental, que é configurado através da biografia de cada migrante, cada família, cada comunidade que nela vive.

11) Uma cidade viral

As favelas são uma cidade ecológica, que não mudam nunca o território de forma irreversível. Mas são também “cidades viral”, onde todos os espaços livres são ocupados o que transforma a paisagem em uma natureza bio-humana: cada espaço é ocupado, não existem lacunas em que a cidade possa desacelerar, respirar.

As favelas são, portanto, uma parte essencial da cidade contemporânea. Os assentamentos informais não são temporários, mas descrevem uma parte da cidade já existente. Arquitetura, redes sociais e as atividades econômicas são irremediavelmente envolvidas, como as raízes e os ramos de uma floresta. Melhorá-los não significa pensar um novo modelo de cidade, mas ajudar um ramo a crescer para que os outros também cresçam.

 

(1)    Os pontos deste Manifesto, são resultado da colaboração entre Stefano Boeri e Urbz (Mumbai), acrescido da contribuição da Secretaria Municipal de Habitação da cidade de São Paulo e, dos pesquisadores envolvidos no Projeto SP Calling.

DATAS DAS JORNADAS

27 de Janeiro – abertura no Centro Cultural São Paulo.

28 e 29 de Janeiro – São Francisco Global (região leste) e Roma

03 e 4 de Março – Paraisópolis (região Sul) e Mumbai

31 de Março e 1 de Abril – Cantinho do Céu (região dos mananciais) e Medelin

5 e 6 de Maio – Bamburral (região norte) e Nairobi

26 e 27 de Maio – Heliópolis (região sudeste) e Moscow

30 de Junho e 1 de Julho – Região Central (cortiços) e Bagdad

Veja a programação completa aqui :

PROGRAMAÇÃO – Jornada da Habitação (São Paulo Calling)

Sobre este autor
Joanna Helm
Autor
Cita: "Jornada da Habitação (São Paulo Calling) / São Paulo - SP" 30 Jan 2012. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/26376/jornada-da-habitacao-sao-paulo-calling-sao-paulo-sp> ISSN 0719-8906

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