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Casas Mortuárias em Alhandra / Matos Gameiro Arquitectos

  • 10:00 - 8 Janeiro, 2014
Casas Mortuárias em Alhandra / Matos Gameiro Arquitectos
Casas Mortuárias em Alhandra / Matos Gameiro Arquitectos, © Fernando Guerra I FG+SG
© Fernando Guerra I FG+SG

© Fernando Guerra I FG+SG © Fernando Guerra I FG+SG © Fernando Guerra I FG+SG © Fernando Guerra I FG+SG + 13

  • Arquitetos

  • Localização

    Alhandra, Portugal
  • Arquitetos Responsáveis

    Pedro Matos Gameiro, João Maria Trindade e Carlos Crespo
  • Ano do projeto

    2008
  • Colaboradores

    Gonçalo Pinheiro, José Maria Cumbre
  • Estabilidade

    Paulo Cardoso
  • Águas E Esgotos

    Pedro Romano
  • Electricidade e telecomunicações

    António Trindade
  • Empreiteiro geral

    J. Lima Gomes Lda.
  • Mais informações Menos informações

Do arquiteto: No ponto mais notável do percurso entre Lisboa e Vila Franca de Xira, ergue-se o promontório de Alhandra, sacralizado pela Igreja e cemitério. Este lugar, em terraço sobre um rio Tejo que aqui ganha nova escala, domina todo o território circundante, tornando-se referência.

© Fernando Guerra I FG+SG
© Fernando Guerra I FG+SG

Em frente á Igreja existe uma praça de configuração irregular e importante para a organização de toda a zona circundante. Este largo é referenciado em inúmeros documentos que dão a conhecer a sua ocupação ancestral e é protagonista da memória colectiva dos habitantes.

© Fernando Guerra I FG+SG
© Fernando Guerra I FG+SG

As casas mortuárias, no seu desenho e implantação, procuram o redirecionamento da praça alterando os limites do largo e reforçando a simetria do conjunto, reorientando-o ao rio, tornando o conjunto intencional e cerimonial.

© Fernando Guerra I FG+SG
© Fernando Guerra I FG+SG

Do jogo da morte lembramo-nos dos apertados percursos entre jazigos, da sua matéria perene e volumétrica. Lembramo-nos do seu carácter definitivo. As pedreiras, na sua essência, servem aqui de mote, podendo-se imaginar as casas mortuárias como um enorme bloco sulcado pelo canais que organizam a extração, revelando nas suas superfícies as cicatrizes e os golpes resultantes do imaginado corte, desenhando quebras e dobras que albergam a iluminação, formam bancos e  permitem a entrada da luz. 

© Fernando Guerra I FG+SG
© Fernando Guerra I FG+SG

Este processo permite criar os percursos onde se desenrola o ritual da despedida, percursos integralmente revestidos com placas mármore de dimensões incomuns que formalizam o ato, pela escala, luz e pela reverberação dos passos que soam à passagem. Este som vai, depois, ser temperado nos vestíbulos e, de novo, ampliado nas capelas pelo asoalho, pela escala ampliada e acentuada pelos rasgos por onde a luz entra, dramaticamente, sublinhando a solenidade do momento. Aproveita-se o desenho do portão ao lado, no cemitério, para garantir a segurança e fazer a ponte.

Planta do térreo. Image Cortesia de Matos Gameiro Arquitectos
Planta do térreo. Image Cortesia de Matos Gameiro Arquitectos

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Localização do Projeto

Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Cita: "Casas Mortuárias em Alhandra / Matos Gameiro Arquitectos" 08 Jan 2014. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/164887/casas-mortuarias-em-alhandra-slash-matos-gameiro-arquitectos> ISSN 0719-8906

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