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Slums: O mais recente de arquitetura e notícia

Quatro passos para solucionar o déficit mundial de habitação acessível

Projeto Mirador do MVRDV na Espanha se alinha às metas de McKinsey para habitações aessíveis. Imagem © Flickr User Wojtek Gurak; Licenciado via Creative Commons
Projeto Mirador do MVRDV na Espanha se alinha às metas de McKinsey para habitações aessíveis. Imagem © Flickr User Wojtek Gurak; Licenciado via Creative Commons

De acordo com a empresa de consultoria global McKinsey & Company, o custo estimado da construção de habitações acessíveis para 330 milhões de famílias em todo o mundo que vivem hoje em moradias abaixo do padrão mínimo é de US$ 16 trilhões. O mais relatório mais recente da empresa, A Blueprint for Addressing the Global Affordable Housing Challenge, aborda meios críticos de proporcionar habitação para famílias de diversos contextos sócio-econômicos e nacionalidades. Segundo o relatório, uma habitação adequada e acessível poderia ser garantida para mais de 1,6 bilhões de pessoas dentro de uma década. O estudo examina tudo, da renda ao custo do aquecimento, diluindo os dados em quatro pontos para solucionar a crise global de habitação.

A solução proposta apresenta metas ascendentes, similar à hierarquia de necessidades de Maslow, com um plano em quatro etapas voltado para famílias que ganham 80% ou menos da renda média de qualquer região. O programa foi concebido para responder ao 2025 Housing Challenge da McKinsey, que busca garantir moradia para 440 milhões de famílias de todo o mundo em dez anos através do engajamento comunitário, angariamento de fundos, desenvolvimento de modelos habitacionais adequados, e da criação de infraestrutura estatal de apoio às habitações.

Saiba mais sobre os quatro passos para solucionar o déficit mundial de habitação acessível, a seguir.

De Bogotá a Mumbai: Como os assentamentos informais facilitam a mudança das cidades

Por trás da névoa que cobre as montanhas de Bogotá pela manhã está a residência de William Oquendo. É um labirinto de portas e janelas onde um dormitório abre-se para a cozinha e o banheiro possui aberturas diretamente para a sala.

A 5 mil quilômetros de distância, no Rio de Janeiro, Gilson Fumaça vive no terraço da residência construída por seu avô, depois pelo seu pai e agora por ele mesmo. Ela é bastante resistente: feita de tijolo e argamassa no primeiro pavimento, concreto reforçado no segundo, e uma combinação caótica de telhas de zinco e tijolos soltos no terceiro. Esta última é a contribuição de Gilson, que ele irá melhorar à medida que aumenta no número de moradores na casa.

Do outro lado do mundo, em Mumbai, existem moradias que invadem os trilhos do trem suburbano, construídas e reconstruídas após inúmeras tentativas de demolição. "O entorno físico da cidade está em movimento perpétuo", observa Suketu Mehta em Maximum City"[1]. Existem moradias feitas de bambu e bolsas plásticas e famílias que vivem em calçadas ou debaixo de pontes, em locais precários feitos com as próprias mãos. Enquanto Dharavi - conhecido como o maior favela da Ásia - conta com uma moradia de melhor qualidade, água tratada e eletricidade, este não é o caso da maioria dos novos habitantes da cidade.