
Vamos premiar a MELHOR calçada da cidade: a MISS CALÇADA SP!

Para encerrar a Semana do Caminhar 2017, convidamos todxs a um picnic colaborativo na Paulista Aberta!

A SEMANA DO CAMINHAR celebra o modo de deslocamento mais utilizado e mais incrível de se deslocar e interagir com as cidades: O CAMINHAR!

A SEMANA DO CAMINHAR celebra o modo de deslocamento mais utilizado e mais incrível de se deslocar e interagir com as cidades: O CAMINHAR!
As "ruas completas" são aquelas projetadas para que as pessoas, independentemente de suas condições físicas ou meio de transporte, possam se deslocar de maneira confortável e segura entre os lugares onde trabalham, vivem, estudam etc.
Embora esta definição possa ser aplicada a qualquer rua, existem certos elementos de projeto que, dependendo se estão presentes ou não, acabam definindo se uma rua cumpre os requisitos para esta classificação.

A proliferação de automóveis que se deu no início do século XX e a criação de infraestruturas voltadas para seu uso são fatos que modificaram a paisagem das cidades e a vida de seus habitantes.
Embora antes do surgimento do automóvel o lugar das trocas sociais era a rua, esta continua hoje em dia sendo o palco das relações comunitárias, porém, condicionada pelo trânsito de veículos.
Em relação a isso, é interessante conhecer o que a PPS (Project for Public Spaces) propõe em sua pesquisa "Ruas como lugares: Usando as ruas para reconstruir comunidades", que explicamos com mais detalhes na sequência.

Em 2004, algumas cidades da Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Holanda e Inglaterra começaram a criar Espaços Compartilhados, ou seja, ruas e calçadas onde não há sinais de trânsito.
Apesar da primeira coisa a se pensar sobre estes lugares é que eles não são seguros, a experiência das cidades que já contam com esse tipo de espaço demonstra que estes são mais seguros, pois todos os usuários das vias devem prestar mais atenção, o que acaba diminuindo o número de acidentes.
É por isto que, desde sua criação, diversas cidades já adotaram esta iniciativa, removendo os sinais de trânsito das ruas. Esse é o caso de Chicago, que aprovou seu primeiro Espaço Compartilhado em Argyle, onde, além de eliminar alguns sinais, reduzirá a velocidade dos veículos para 24 km/h, um limite ainda inferior ao das Zonas 30.
Veja a opinião dos especialistas sobre estes espaços e sobre o caso de Chicago, a seguir.

A distribuição desigual do espaço público, em relação aos pedestres, ciclistas e condutores de automóveis, é um assunto que o especialista em mobilidade urbana, Mikael Colville-Andersen, qualifica como “a arrogância do espaço”.
Do ponto de vista desse planejador urbano e fundador do Copenhagenize, este termo pode ser aplicado às ruas que são dominadas pela engenharia de trânsito do século passado, isto é, aquelas que estão planejadas prioritariamente para os automóveis.
Para exemplificar seu posicionamento, Mikael analisou a quantidade de espaço que possui cada um desses grupos, além do espaço “morto” e dos edifícios, em algumas ruas de Calgary, Paris e Tóquio através da comparação de cada setor com diferentes cores.
Confira as imagens a seguir.

Trazer conceitos de eficiência energética aos nossos espaços públicos é uma ideia que já vem sendo estudada há década. Neste contexto, alguns projetos interessantes têm surgido, como a ciclovia Solarpath no parque Christ’s Pieces em Cambridge, na Inglaterra.
Nos Estados Unidos, dois pesquisadores estão desenvolvendo o Solar Roadways, um sistema que, se implementado, substituirá o asfalto das ruas e ciclovias por painéis solares e luzes LED cobertos por vidro reforçado e, segundo eles, reduziria em até 70% os acidentes de trânsito à noite. Além disso, a proposta conta com um sistema de aquecimento que ajudaria a derreter a neve.
Embora o vídeo do projeto tenha sido avisto por sete milhões de pessoas, algumas pessoas acham que seu alto custo pode ser uma barreira. De acordo com um dos desenvolvedores, 1,5 quilômetros destas ruas poderiam produzir energia para 428 lares nos EUA

StreetMix é um aplicativo voltado para o desenho do ambiente urbano. Ele convida seus usuários a criar uma paisagem urbana, através da seção de uma rua, com uma variedade de elementos de vias típicas - para bicicletas, automóveis e ônibus - além de canteiros, calçadas e árvores.