
Em meio a processo de eleições, os candidatos à Presidência da República apresentaram e defenderam suas propostas para enfrentar os desafios do novo ambiente urbano brasileiro. O tema foi objeto de ampla discussão do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), que promoveu o ciclo Seminários de Política Urbana Quitandinha+50 (Q+50) ao longo de todo o ano de 2013. O evento percorreu oito cidades brasileiras e debateu temas como a democratização das cidades, a moradia brasileira, a gestão das cidades, a sustentabilidade urbana, a mobilidade urbana, o esvaziamento dos centros e a Amazônia urbana.
O Q+50 gerou um documento síntese com análises e propostas resultantes dos seminários, que reuniram, além de arquitetos e estudantes de arquitetura e urbanismo, engenheiros, sociólogos, historiadores, jornalistas e outros profissionais. Entre as considerações, estão a defesa do conceito de qualidade urbana como elemento indutor de desenvolvimento econômico e de investimentos públicos, sempre mediados pela cidadania organizada. Outra avaliação de consenso entre os urbanistas nos seminários é a de que favela é patrimônio urbano e cultural, e precisa ser urbanizada e regularizada.

