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Plano Piloto: O mais recente de arquitetura e notícia

Brasília e Chandigarh: duas utopias modernistas separadas por um oceano

Entre as décadas de 1950 e 1960 foram construídas duas cidades que marcariam a história da arquitetura e do urbanismo. Filhas de um mesmo conceito, mas separadas por mais de 14 mil quilômetros, Brasília, no Brasil, e Chandigarh, na Índia, embebidas pelos princípios modernistas, foram planejadas e erguidas do zero.

Ao surgirem em um contexto de profundas transformações políticas e sociais, no qual diversos países buscavam reformular suas capitais como símbolos de progresso, ambas as cidades assumiram um papel estratégico. Por meio da linguagem arquitetônica adotada, reafirmavam narrativas ideológicas e identitárias vinculadas ao poder do Estado.

Tratava-se de cidades criadas em abstrato, seguindo uma visão utópica. Seriam urbes vanguardistas, livres das deficiências que assolavam as cidades de meados do século XX, exemplificando princípios estéticos que refletiriam ideologias políticas progressistas e que abraçariam novas tecnologias – principalmente o automóvel.

No entanto, essa promessa de futuro acabou gerando grandes desafios. Dificuldades que, claro, refletem os percalços sociais e econômicos dos seus países, mas também pode se dizer que são "temperadas" por uma ideia modernista que hoje é colocada em discussão.

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Acervo de Lucio Costa é doado à Casa da Arquitectura em Portugal

Após receber o acervo completo de Paulo Mendes da Rocha em 2020, a Casa da Arquitectura - Centro Português de Arquitectura, com sede na cidade de Matosinhos, acaba de receber o espólio de Lucio Costa. A doação foi feita pela família do arquiteto e urbanista e abrange cerca de onze mil documentos produzidos entre 1910 e 1998.

Plano-Piloto em Olinda nos anos 80 pode apontar caminhos para gestão urbana do patrimônio cultural na atualidade

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Plano-Piloto em Olinda nos anos 80 pode apontar caminhos para gestão urbana do patrimônio cultural na atualidade - Image 2 of 4

Entre 1985 e 1989, a cidade de Olinda-PE foi palco do Piloto de um programa federal que seria desenvolvido em outras 48 cidades do Brasil. Entre outras coisas, este programa procurava viabilizar habitação social em núcleos construídos e garantir através da permanência de moradores tradicionais a memória e os modos de vida locais. Ainda pouco difundido na história do patrimônio cultural e das políticas de habitação social no Brasil, este plano aponta caminhos para a gestão de territórios a partir das práticas sociais e culturais de seus habitantes.