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Nikos Salingaros: O mais recente de arquitetura e notícia

Teoria Unificada de Arquitetura: Capítulo 2A

18:00 - 26 Outubro, 2013
Teoria Unificada de Arquitetura: Capítulo 2A, Ilustração retratando Teoria do Heliocentrismo de Nicolaus Copernicus. Imagem Cortesia de Iryna1, Shutterstock.com
Ilustração retratando Teoria do Heliocentrismo de Nicolaus Copernicus. Imagem Cortesia de Iryna1, Shutterstock.com

Iremos publicar o livro de Nikos Salíngaros, Unified Architectural Theory, em uma série de trechos, tornando-o disponível digitalmente e gratuitamente a todos os estudantes e arquitetos. O capítulo a seguir, parte do Capítulo dois, descreve a abordagem científica para a teoria da arquitetura. Se você perdeu, certifique-se de ler a Introdução e o Primeiro Capítulo 1 antes.

A fim de discutir quaisquer supostas contribuições para a teoria da arquitetura, é necessário definir o que é a teoria da arquitetura. A teoria em qualquer disciplina é um quadro geral que:

(1) explica fenômenos observados; 

(2) prevê efeitos que aparecem em circunstâncias específicas; e

(3) permite que se criem novas situações que executam de maneira prevista pela teoria.

Na arquitetura, uma estrutura teórica deveria explicar por que edifícios afetam os seres humanos em certos aspectos, e por que algumas construções são mais bem sucedidas do que outras, tanto na prática como em termos psicológicos e estéticos.

Teoria Unificada de Arquitetura: Capítulo 1

22:00 - 16 Outubro, 2013
Teoria Unificada de Arquitetura: Capítulo 1, The Farnsworth House, by Mies van der Rohe, has influenced generations of architects -- but is it really the best paragon for architecture?. Image © Greg Robbins
The Farnsworth House, by Mies van der Rohe, has influenced generations of architects -- but is it really the best paragon for architecture?. Image © Greg Robbins

Iremos publicar o livro de Nikos Salíngaros, Unified Architectural Theory, em uma série de trechos, tornando-o disponível digitalmente e gratuitamente a todos os estudantes e arquitetos. O capítulo a seguir, "A Estrutura das Teorias Arquitetônicas", postula que a arquitetura, se trabalha verdadeiramente com os ecossistemas naturais, deve adotar uma abordagem cientificamente informada e sistêmica. Se você perdeu a introdução, pode encontrá-la aqui.

A arquitetura é um ato humano que invade e substitui o ecossistema natural. A ordem biológica é destruída cada vez que limpamos as plantas nativas e erguemos edifícios e infraestruturas. O objetivo da arquitetura é a criação de estruturas para abrigar os homens e suas atividades e os seres humanos são parte do ecossistema da Terra, mesmo se tendemos a esquecer isso.

Logicamente, a arquitetura precisa ter uma base teórica que começa com o ecossistema natural. O ato de construir demanda materiais de maneiras muito específicas, e os seres humanos geram uma demanda artificial de materiais, que foram extraídos da natureza e transformados em variados graus. Alguns dos materiais mais utilizados da atualidade, como placas de vidro e aço, exigem processos de consumos intensivos de energia, sendo que contém quantidades elevadas de energia incorporada. Estes não podem ser a base para qualquer solução sustentável, apesar de toda a campanha das indústrias.

O esgotamento dos recursos e uma catástrofe ecológica iminente são consequências do distanciamento da natureza e de uma fé cega na tecnologia para resolver os problemas que a própria indústria criou.

Teoria Unificada da Arquitetura: Uma introdução

20:00 - 7 Outubro, 2013
Teoria Unificada da Arquitetura: Uma introdução, "People react according to their biological intuition, judging their environment for its positive or negative effect on the human body. Architects, on the other hand, are conditioned to ignore their own bodily signals and to judge the world according to abstract criteria. In many cases, such judgments lead them to build anxiety-inducing structures that are bad for people’s health and wellbeing." Brutalist building. Image © Andy Spain
"People react according to their biological intuition, judging their environment for its positive or negative effect on the human body. Architects, on the other hand, are conditioned to ignore their own bodily signals and to judge the world according to abstract criteria. In many cases, such judgments lead them to build anxiety-inducing structures that are bad for people’s health and wellbeing." Brutalist building. Image © Andy Spain

Nos próximos meses estaremos publicando o livro de Nikos Salingaros, Unified Architectural Theory, em uma série de capítulos, tornando-o livre a estudantes e arquitetos. Nos parágrafos seguintes, Salingaros explica porque optamos por esta iniciativa, e também introduz o tema de seu livro: respondendo "a antiga e perturbadora questão de por que arquitetos e pessoas comuns têm preferências de edifícios diametralmente opostas."

ArchDaily e eu estamos iniciando uma nova ideia de publicação, uma ideia que reflete as tendências revolucionárias que estarão em meu livro, que será futuramente publicado. No momento, meu livro, Unified Architectural Theory, 2013, está disponível apenas nos EUA. Com a cooperação do ArchDaily, ArchDaily Brasil e Plataforma Arquitectura, ele logo estará disponível em outras línguas, para todos que tenham acesso à internet. Sendo publicado um capítulo por vez, estudantes e profissionais poderão digerir o material à vontade, imprimir as páginas e encaderná-las como um livro de referências "faça você mesmo". Pela primeira vez estudantes terão acesso a este material em seu idioma e gratuitamente!

O livro surgiu de um curso sobre teoria da arquitetura que eu lecionei ano passado. Foram apresentados aos estudantes os mais recentes resultados científicos que mostram como seres humanos respondem a diferentes formas e espaços arquitetônicos. No final do curso, todos tinham conhecimento suficiente para avaliarem, eles mesmos, quais edifícios, espaços urbanos e configurações internas eram mais adequadas para os seres humanos.

Esta abordagem é, claro, totalmente diferente daquilo que se conhece hoje como "Teoria Arquitetônica".

Porque a "Arquitetura Verde" quase nunca merece este nome

14:00 - 11 Agosto, 2013
7 World Trade Center / SOM. Image © Ruggero Vanni.
7 World Trade Center / SOM. Image © Ruggero Vanni.

Originalmente publicado, por Michael Mehaffy e Nikos Salingaros em Metropolis Mag como "Why Green Often Isn't".

Algo surpreendente acontece nos edifícios ditos "sustentáveis". Ao analisá-los pós-ocupação, eles mostram-se muito menos sustentáveis do que se propuseram a ser. Em alguns casos, saem-se pior que outros mais antigos e sem essa pretensão. Um artigo de 2009 do New York Times, “Some buildings not living up to green label,” discorreu sobre a disseminação do problema com ícones da sustentabilidade. Entre outras razões, o Times apontou para a uso generalizado de vedações envidraçadas extensas e grandes plantas nas quais muito do espaço útil fica longe do exterior, dependendo de iluminação e ventilação artificiais.

Um pouco por conta desta publicidade negativa, a cidade de Nova Iorque instituiu uma nova lei exigindo a verificação do desempenho de edifícios. O que desmascarou muitos outros edifícios icônicos. Outro artigo do Times, “City’s Law Tracking Energy Use Yields Some Surprises,” relatou que o lustroso novo edifício do 7 World Trade Center, certificado LEED Gold, fez apenas 74 pontos na escala Energy Star - um ponto abaixo do mínimo de "alta eficiência". Uma nota modesta que nem compensa significativamente as demandas da construção.

Mais sobre o assunto a seguir.

Projetistas não entendem de ciência (e isso é perigoso)

20:00 - 21 Julho, 2013
Projetistas não entendem de ciência (e isso é perigoso), Santiago Calatrava's Bodegas Domecq. Image © v=L. Alberto Ramos
Santiago Calatrava's Bodegas Domecq. Image © v=L. Alberto Ramos

Os projetistas hoje em dia parecem amar as novas idéias oriundas da ciência. Eles as assimilam como analogias, metáforas e, em alguns casos, ferramentas para gerar novos projetos surpreendentes. (Algoritmos de informática e formas virtuosas são exemplos disto). No entanto, metáforas sobre a complexidade da cidade e suas estruturas adaptáveis não são a mesma coisa que a complexidade real da cidade.

O problema é que esta confusão pode causar resultados desastrosos. Pode inclusive contribuir para o lento colapso de toda uma civilização. Podemos pensar que a diferença entre metáfora e realidade é tão óbvia que nem vale a pela mencionar. Mas ainda assim tal confusão permeia o mundo atual do design e arquitetura, e se espalha a partir daí para a cultura geral. Ela desempenha um papel fundamental na expectativa delirante de que as metáforas poderiam dar origem a realidade.

Psiquiatras falam disso como sendo uma confusão conhecida como "pensamento mágico": se nossos símbolos forem bons o suficiente, então a realidade os acompanhará. Nas mãos de projetistas isto se torna algo muito perigoso.

Mais após o intervalo...