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José María Ezquiaga: O mais recente de arquitetura e notícia

Ezquiaga é o vencedor do prêmio máximo de Urbanismo Europeu.

Cortesia de ezquiagaarquitectura.com
Cortesia de ezquiagaarquitectura.com

O Projeto Madrid Centro de José María Ezquiaga em colaboração com Juan Herreros, Salvador Pérez e uma numerosa equipe, foi agraciado com o importante Prêmio Europeu de Planejamento Urbano e Regional. O prestigioso prêmio é entregado a cada dois anos e são organizados pelo Conselho Europeu de Urbanistas e o comitê das regiões da União Européia

Os organizadores pretendem com este prêmio promover o desenvolvimento sustentável expressado na Nova Carta de Atenas de 2003. 

Novo urbanismo de transformação e reciclagem: Projeto Madrid Centro

O Projeto Estratégico para o Centro de Madrid realizado pela iniciativa da Prefeitura da Capital constituiu a oportunidade de ensaiar um novo enfoque urbanístico capaz de afrontar os desafios derivados da globalização, mudanças climáticas e transformações. A estrutura do Projeto Madrid Centro é organizada como sintaxe inovadora de conceitos e políticas urbanísticas capazes de reinventar/reinterpretar a cidade conforme princípios de responsabilidade social, cultural e ambiental.
Madrid evoluiu desde macrocefalia centralizadora à perda de peso relativo a respeito do entorno metropolitano. Na última década, a cidade seguiu o caminho do modelo urbano anglo-saxão: crescente tendência à suburbanização metropolitana, primeiro das famílias e em segundo momento das instituições e atividades econômicas. Este processo é particularmente preocupante quando se refere às atividades mais inovadoras. O alojamento no centro manifesta uma heterogeneidade marcada. Convivem processos de modernização e de entrincheiramento de grandes bolsões de deterioração estrutural. Em síntese, pode-se afirmar que a “bolha” imobiliária experimentada durante a última década se manifestou no Centro numa polarização dos processos de “gentrificação” (atração de rendas altas suburbanas a arredores de qualidade reabilitada) e de “guetização” (consolidação de grandes bolsões de deterioração residencial vinculadas à imigração, particularmente aquela de caráter irregular).
Em relação com o espaço público e paisagem é detectado um processo de banalização e perda de identidade associado à degradação do meio ambiente urbano gerado pela preeminência do automóvel.