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Highlight: O mais recente de arquitetura e notícia

Espaço público em uso: Región Austral e a arquitetura do cotidiano

A arquitetura costuma ser avaliada a partir daquilo que é construído. Mas, em muitos casos, o que realmente importa acontece depois: a maneira como os espaços são usados, adaptados e incorporados ao cotidiano. Para o Región Austral, vencedor do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, é justamente aí que o projeto começa de fato. Atuando em diferentes contextos, o escritório entende o espaço público não como um objeto isolado, mas como algo que precisa ser ativado, negociado e sustentado ao longo do tempo. Seus projetos se concentram menos em definir formas e mais em criar condições de uso, tratando o desenho como um ponto de partida.

Essa abordagem pode ser observada em contextos distintos, da Praça do Bairro Olímpico à rede Playón de Chacarita. Embora cada projeto responda a uma situação específica, ambos investigam como o espaço público pode fortalecer a vida coletiva em áreas marcadas pela fragmentação e pela desigualdade. Em vez de seguir um método rígido, o trabalho se adapta às diferentes condições urbanas, utilizando participação e estratégias incrementais para moldar a maneira como os espaços funcionam ao longo do tempo.

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Primeiros socorros para o patrimônio em risco: entrevista com Ambulance for Monuments

Ambulance for Monuments é uma iniciativa de primeiros socorros dedicada a salvaguardar o patrimônio construído ameaçado da Romênia, operando em uma corrida contra o tempo para evitar colapsos e perdas irreversíveis. O projeto responde à crescente vulnerabilidade das estruturas históricas — de igrejas fortificadas saxônicas e casas senhoriais a igrejas de madeira e marcos rurais — muitas das quais não se beneficiam mais das redes comunitárias que uma vez as sustentaram. Em um país profundamente afetado pela emigração desde 1990, onde quase metade da população ainda vive em áreas rurais, aldeias inteiras perderam os habitantes, suas habilidades e cuidados diários que uma vez mantiveram esses monumentos de pé.

Construída em torno de uma unidade de intervenção móvel — uma "Ambulância" equipada com ferramentas, andaimes e equipamentos — a iniciativa realiza trabalhos de estabilização urgentes que compram tempo para edifícios ameaçados. Em vez de substituir a restauração completa, essas intervenções estratégicas preservam o tecido histórico, garantem a segurança estrutural e mantêm a conservação a longo prazo e a reutilização adaptativa possíveis. 

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Coreografando Lagos: Dele Adeyemo fala sobre dança, cosmologia e práticas espaciais

Exu matou um pássaro ontem com a pedra que só jogou hoje. O provérbio iorubá narra, ao mesmo tempo, uma história de reparação e de ancestralidade, ao dobrar de forma lúdica as convenções de espaço-tempo e acessar o passado por meio de ações no presente. A frase oferece uma entrada poética para tradições mais amplas da África Ocidental e para a prática do artista e arquiteto escocês-nigeriano Dele Adeyemo. Nomeado um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, seu trabalho articula ecologia, espiritualidade, dança e território, investigando como práticas culturais corporificadas podem gerar possibilidades espaciais alternativas, tanto dentro quanto em oposição à arquitetura do capitalismo racial.

Nascido na Nigeria e criado no Reino Unido, Adeyemo visita Lagos há muitos anos. A partir dessa relação, desenvolveu um amplo corpo de pesquisa sobre práticas coletivas de movimento que antecedem o capitalismo e oferecem inteligências espaciais distintas, muitas vezes imaginativas, operando em paralelo aos sistemas dominantes. O ArchDaily conversou com Dele sobre suas práticas artísticas e pedagógicas, e sobre como ele identifica sofisticação projetual onde arquitetos frequentemente percebem carência.

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Arquivo: Des-construção e reuso de materiais para uma arquitetura circular

O setor da construção civil enfrenta hoje um paradoxo incontornável: a necessidade urgente de soluções sustentáveis para o futuro das cidades colide com o esgotamento do próprio termo "sustentabilidade", muitas vezes reduzido a um selo comercial vazio. Diante desse cenário, a Arquivo — uma das vencedoras do prêmio Next Practices 2025 do ArchDaily — emerge como uma facilitadora e uma mediadora entre os diferentes agentes no campo da construção a partir da desmontagem – ou ainda, des-construção – e o reuso de elementos construtivos. Etimologicamente, se "construir" deriva do latim construere ("amontoar, reunir"), o prefixo "des-" impõe uma inversão conceitual: não se trata de destruir, mas de desmontar com inteligência para compreender a lógica das partes.

Enquanto a prática convencional das demolições gera um grande volume de resíduos e gasto energético, a Arquivo propõe o reuso como uma alternativa viável para a economia circular. A empresa atua na lacuna entre o descarte e a nova obra, operando sob uma premissa clara: “O reuso só se dá por completo quando o material ganha uma nova vida”.

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Mapear o espaço sem a visão: a arquitetura sensorial do SEAlab

Fundado em 2015 em Ahmedabad por Anand Sonecha, o SEAlab é um escritório moldado por uma abordagem lenta e contemplativa em relação ao lugar, à proporção e à participação. Reconhecido como um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o estúdio constrói com materiais simples e técnicas locais, buscando criar ambientes que sejam experimentados tanto quanto vistos. Esse ethos tornou-se particularmente tangível em Gandhinagar, onde a Escola para Crianças Cegas e Deficientes Visuais não começou como uma instituição projetada especificamente para esse fim. A escola funcionava em um edifício de ensino fundamental já existente, com salas de aula sobrepostas a dormitórios e doze crianças dividindo um único quarto. O espaço era limitado, assim como as possibilidades de crescimento. O novo edifício acadêmico precisava ampliar a capacidade, melhorar as condições de permanência e favorecer uma maior autonomia dos estudantes.

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Quem é Smiljan Radić Clarke? 10 fatos sobre o ganhador do Prêmio Pritzker 2026

Smiljan Radić Clarke, vencedor do Prêmio Pritzker 2026, é um arquiteto chileno contemporâneo conhecido por sua abordagem projetual experimental, com uma prática que equilibra o elementar com o íntimo, o monumental com o frágil. Ao longo de mais de três décadas, Radić desenvolveu uma arquitetura que resiste à repetição e à categorização estilística convencional, favorecendo, em vez disso, intervenções profundamente específicas ao local, materialmente sensíveis e culturalmente reflexivas.

Seu trabalho negocia permanência e impermanência, memória e imaginação, criando edifícios que tratam tanto da experiência e emoção humanas quanto da estrutura e forma. Em residências, instituições culturais e instalações temporárias, a arquitetura de Radić destaca a interação entre contexto, materiais e os gestos sutis que moldam a forma como os espaços são habitados e percebidos.

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Smiljan Radić Clarke recebe o Prêmio Pritzker 2026, o artista da arquitetura silenciosa

O arquiteto chileno Smiljan Radić Clarke foi anunciado como o laureado do Prêmio Pritzker de Arquitetura 2026, considerado uma das maiores honras no campo da arquitetura. O prêmio reconhece Radić por um corpo de trabalho que explora a arquitetura através da experimentação de materiais, percepção espacial e um cuidadoso engajamento com a paisagem e o contexto. Nascido em Santiago, Chile, onde continua a viver e trabalhar, Radić lidera o escritório Smiljan Radić Clarke, estabelecido em 1995. Ele se junta a uma lista ilustre de laureados anteriores, incluindo Liu Jiakun em 2025, Riken Yamamoto em 2024, David Chipperfield em 2023 e Diébédédo Francis Kéré em 2022.

A arquitetura de Radić opera dentro de um território onde a experiência fenomenológica do espaço precede a explicação. Seus edifícios frequentemente parecem silenciosos, elementares e resistentes a uma interpretação verbal fácil, encorajando os visitantes a experienciá-los através do movimento, atmosfera e percepção, em vez de por meio da expressão formal. 

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Smiljan Radić Clarke: conheça a obra construída do vencedor do Prêmio Pritzker 2026

O Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2026 foi concedido este ano ao arquiteto chileno de ascendência croata, Smiljan Radić Clarke. Nascido em Santiago, Chile, em 1965, sua prática evoca uma geografia de extremos, moldada pela tensão tectônica entre o peso imponente dos Andes e a instabilidade sísmica do território. Após graduar-se pela Pontifícia Universidade Católica do Chile e prosseguir seus estudos em estética em Veneza, Smiljan Radić Clarke estabeleceu sua base em Santiago. Desde então, desenvolveu uma das visões mais singulares da arquitetura contemporânea. Sua obra privilegia a intensidade do momento através de uma arquitetura frágil. Nela, o edifício opera como um refúgio temporário e tátil que coloca o espectador em um estado de incerteza estética, oscilando entre a ruína ancestral e o artefato de vanguarda.

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Projetar com, e não para: a prática participativa da CatalyticAction

A arquitetura costuma ser avaliada a partir de formas concluídas. No entanto, algumas práticas operam em outro registro — um em que o projeto se desenvolve por meio de relações, do tempo e do uso, e não a partir de um resultado único e definitivo. Para a CatalyticAction, a participação não é uma atividade social paralela, mas o próprio meio pelo qual os espaços são concebidos, construídos e sustentados ao longo do tempo.

Com atuação entre Beirute e Londres, o escritório desenvolveu projetos no Oriente Médio e na Europa, criando espaços públicos, escolas, playgrounds e infraestruturas urbanas cotidianas por meio de colaborações de longo prazo com comunidades locais. Fundamentada em pesquisa participativa e tomada de decisão coletiva, essa abordagem foi reconhecida pelo ArchDaily Next Practices Awards 2025, destacando um modo de atuação em que a arquitetura é entendida como um processo compartilhado e em constante transformação, e não como um objeto fixo. Nesse contexto, o valor arquitetônico é medido pela continuidade, pelo uso e pelo senso de pertencimento coletivo, mais do que pela forma em si.

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20 Práticas que estão redefinindo o futuro da arquitetura: os vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards

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O ArchDaily tem o prazer de apresentar os vencedores da 5ª edição do Next Practices, que reconheceu 20 práticas de arquitetura inovadoras de diferentes partes do mundo. Estes profissionais desenvolvem trabalhos marcados pela criatividade, inovação, abordagem interdisciplinar e responsabilidade social — qualidades que estão redefinindo o futuro da arquitetura e ampliando seus horizontes.

Tudo o que você precisa saber sobre a Bienal de Arquitetura de Veneza 2023

No dia 20 de maio, o mundo da arquitetura voltará seus olhos para Veneza e para a inauguração da 18ª edição da Bienal de Arquitetura. Desde que a arquiteta Lesley Lokko foi anunciada como curadora do evento, o ArchDaily tem coberto todos os detalhes da Bienal e sabemos que, dias antes da abertura, surgem muitas dúvidas sobre o evento entre nossos leitores.

Tudo o que você precisa saber sobre a Bienal de Arquitetura de Veneza 2023 - Image 1 of 4Tudo o que você precisa saber sobre a Bienal de Arquitetura de Veneza 2023 - Image 2 of 4Tudo o que você precisa saber sobre a Bienal de Arquitetura de Veneza 2023 - Image 3 of 4Tudo o que você precisa saber sobre a Bienal de Arquitetura de Veneza 2023 - Image 4 of 4Tudo o que você precisa saber sobre a Bienal de Arquitetura de Veneza 2023 - Mais Imagens+ 13

Carbono incorporado nos materiais de construção: O que é e como calcular

Qualquer atividade humana impacta de alguma forma o meio ambiente. Algumas menos, outras muito mais. Segundo o United Nations Environment Programme (Unep), o setor da construção é responsável por até 30% de todas as emissões de gases que contribuem ao efeito estufa. Atividades como mineração, processamento, transporte, operação de indústria e combinação de produtos químicos resultam na liberação de gases como o CO2, CH4, N2O, O3, halocarbonos e vapor d' água. Estes, quando lançados na atmosfera, absorvem uma parte dos raios do sol e os redistribuem em forma de radiação na atmosfera, aquecendo o planeta. Com uma quantidade desenfreada de gases sendo lançados cotidianamente, essa camada é engrossada, fazendo com que a radiação solar entre e não consiga sair do planeta, acarretando em impactos quase incalculáveis para a humanidade, como desertificação, derretimento das geladeiras, escassez de água, tempestades, furacões, inundações, alterações de ecossistemas, redução da biodiversidade.

Como arquitetos, uma das nossas maiores preocupações deveria ser de que forma é possível diminuir as emissões de carbono incorporados nas construções. Conseguir mensurar, quantificar e qualificar os impactos é um primeiro caminho.