De véus finos a barreiras espessas: explorando diferentes larguras em envelopes arquitetônicos

A arquitetura sempre desempenhou o papel primordial de prover abrigo e proteção para os seres humanos. Na pré-história, buscamos refúgio em cavernas naturais, aproveitando-se da estrutura rochosa para proteção contra os elementos naturais e os predadores. Com o tempo, os abrigos começaram a ser feitos de materiais encontrados na natureza, como galhos, folhas e peles de animais, evoluindo para casas mais permanentes e complexas, com paredes feitas de pedra, tijolos ou madeira, telhados para proteger contra a chuva e o sol, e portas para controlar o acesso. Desenvolvendo habilidades de construção mais avançadas, utilizamos materiais como madeira, pedra, argila e a arquitetura evoluiu significativamente, com a construção de templos, palácios, casas e fortificações que proporcionaram não apenas abrigo, mas também simbolizavam poder, status e identidade cultural. Mesmo assim, basicamente, nossas construções permanecem sendo uma envoltória que nos protegem das intempéries. 

As cores da favela: o que um pouco de tinta pode fazer pelas comunidades

No imaginário de grande parte da população, a favela assume representações muitas vezes paradoxais e proporcionalmente opostas. Sob o olhar de quem não a vive, ela é constantemente associada ao crime, a sujeira ou a doenças, ao mesmo tempo em que é considerada a expressão estética de um país, sendo o berço de elementos culturais reconhecidos mundialmente, como o samba no caso do Brasil.

Os olhos da rua: o conceito de Jane Jacobs e a arquitetura residencial contemporânea no Brasil

O conceito de “olhos da rua” talvez seja o mais famoso dentro da literatura arquitetônica e urbanística quando o assunto é segurança urbana. Jane Jacobs utiliza essa expressão para se referir às pessoas que – de forma consciente ou inconsciente – utilizam os espaços públicos ou os contemplam desde suas casas, gerando uma vigilância natural. Um movimento que, no âmbito da nossa disciplina, é fomentando tanto por meio de espaços públicos de qualidade quanto pela potente relação entre o público e o privado criada através das fachadas das edificações. Defendendo esse controle cotidiano, Jacobs acredita em um modo de fazer arquitetura e cidades que condena a verticalização em excesso, reforçada por edifícios isolados e de uso único os quais negam o contato com rua.

Entre função e estética: incorporando luz natural e ventilação nas fachadas

O conforto ambiental é um dos quesitos que contribui para o bom desempenho da arquitetura. Nos memoriais descritivos de projeto, frequentemente a incidência de iluminação e ventilação naturais são pontuadas como características vantajosas que agregam à estética e ao funcionamento do programa. De certa maneira, o conforto ambiental é parte da função do edifício, não está necessariamente ligada à atividade que ocorre no interior da construção, mas definitivamente tem parte no desenrolar dela.

Expandindo os limites: 11 projetos que utilizam tecido para proteção, forma e durabilidade

Arquitetura - uma vez que saiu de suas origens cavernosas - começou inicialmente de forma nômade. Por muito tempo, a sombra das árvores e tendas móveis feitas de pele de animais foram utilizadas no lugar de moradias permanentes, atendendo a estilos de vida nômades e necessidades básicas de sobrevivência. Essas estruturas portáteis foram principalmente sustentadas por armações de madeira e foram usadas por diversas civilizações antigas, incluindo os beduínos na Península Arábica e as tribos nativas americanas na América do Norte. A chegada do tecido, cerca de 40.000 anos atrás, tornou as moradias ainda mais leves e fáceis de transportar, um benefício para as culturas nômades ao redor do mundo.