Restrições aos arranha-céus de vidro em Nova Iorque. Que materiais alternativos poderiam tomar seu lugar?

Em abril passado, o prefeito Bill de Blasio, de Nova iorque, anunciou planos para introduzir um projeto de lei que proibiria a construção de novos edifícios totalmente envidraçados. Parte de um esforço maior para reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 30% da cidade, outras iniciativas incluíram o uso de energia limpa para abastecer as operações da cidade, a reciclagem obrigatória de resíduos orgânicos e a redução da compra de plásticos descartáveis e carne processada. O anúncio ocorreu logo após a aprovação da Lei de Mobilização Climática, uma resposta abrangente ao Acordo Climático de Paris que incluía telhados verdes necessários em novas construções e reduções de emissões em edifícios existentes.

Enfrentando a crise climática: soluções criativas em 5 projetos

Não é de hoje que cientistas e ambientalistas tem alertado a população acerca do superaquecimento do planeta Terra, resultado de um conjunto de ações humanas que aos poucos tem produzido uma série de catástrofes ambientais rumo ao abismo. Posto isso, nas últimas cinco décadas o termo Aquecimento Global passou a ser utilizado em massa em um conjunto de artigos e discursos, não apenas científicos, mas sobretudo, políticos, dados os números alarmantes. Além disso, uma série de acordos foram firmados com a finalidade de adotar um conjunto de ações em prol da saúde do planeta.

Como a arquitetura respondeu às mudanças climáticas em 2019

Ao longo dos últimos 12 meses, a comunidade arquitetônica criou respostas muito diversas à eminente emergência climática. Desde propostas inovadoras que abordam o desenho de cidades saudáveis e sustentáveis, até ações políticas coletivas, o ano de 2019 testemunhou uma mobilização contínua de ideias, opiniões e ações sobre como a arquitetura pode ser usada como uma ferramenta para ajudar o planeta.

Carbono incorporado nos materiais de construção: O que é e como calcular

Qualquer atividade humana impacta de alguma forma o meio ambiente. Algumas menos, outras muito mais. Segundo o United Nations Environment Programme (Unep), o setor da construção é responsável por até 30% de todas as emissões de gases que contribuem ao efeito estufa. Atividades como mineração, processamento, transporte, operação de indústria e combinação de produtos químicos resultam na liberação de gases como o CO2, CH4, N2O, O3, halocarbonos e vapor d’ água. Estes, quando lançados na atmosfera, absorvem uma parte dos raios do sol e os redistribuem em forma de radiação na atmosfera, aquecendo o planeta. Com uma quantidade desenfreada de gases sendo lançados cotidianamente, essa camada é engrossada, fazendo com que a radiação solar entre e não consiga sair do planeta, acarretando em impactos quase incalculáveis para a humanidade, como desertificação, derretimento das geladeiras, escassez de água, tempestades, furacões, inundações, alterações de ecossistemas, redução da biodiversidade.

Arquitetura e a morte da modernidade do carbono

Até agora, a maioria dos discursos ambientais na arquitetura se concentrava no carbono como subproduto da construção civil, fazendo parecer que, de maneira ecológica, a preocupação mais premente é a eficiência energética. Essa postura compartimenta a disciplina e desloca a origem da crise climática das organizações políticas, econômicas e espaciais dominantes que são sua causa. Em resposta a esse deslocamento, Log: 47 Overcoming Carbon Form reconsidera a ligação entre arquitetura e clima, explorando a reciprocidade entre energia e forma construída. Para isso, a energia deve ser entendida além de sua capacidade técnica, vista como uma força política e cultural com repercussões espaciais inevitáveis. 

Por que mitigar ao invés de reconstruir? O exemplo da resiliência chilena

O Chile é um país acostumado tanto com desastres naturais quanto com processos de reconstrução. No entanto, a frequência desses ciclos tem aumentado ao longo dos anos. De acordo com o Ministério do Interior, 43% de todos os desastres naturais registrados no Chile desde 1960 ocorreram entre 2014 e 2017. Inclusive o governo já está envolvido em vários processos de reconstrução em todo o país.