NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE FOTÓGRAFO

Nossas cidades são construídas para os jovens?

As cidades em que vivemos hoje foram construídas com base em princípios concebidos há décadas, com a perspectiva de garantir que sejam habitáveis por todos. Ao longo da história, as cidades têm sido catalisadoras do crescimento econômico, servindo como pontos focais para negócios e migração. No entanto, na última década, especialmente durante os últimos dois anos, o mundo testemunhou reconfigurações drásticas na forma como as sociedades funcionam, vivem e se deslocam.

O tecido urbano de hoje destaca dois padrões demográficos: rápida urbanização e grandes populações jovens. As cidades, embora crescendo em escala, na verdade se tornaram mais jovens, com quase quatro bilhões da população mundial com menos de 30 anos vivendo em áreas urbanas, e em 2030, UN-Habitat espera que 60% da população urbana tenha menos de 18. Então, quando o assunto é planejamento urbano e futuro das cidades, fica evidente que os jovens devem fazer parte da conversa.

Cortesia de UN-Habitat, Global Public Space ProgrammeCortesia de UN-Habitat, Global Public Space ProgrammeCortesia de UN-Habitat, Global Public Space ProgrammeCortesia de UN Habitat+ 14

O Cogumelo, uma Cabana de Madeira na Floresta / ZJJZ

exterior. Imagem cortesia de ZJJZinterior. Imagem cortesia de ZJJZinterior. Imagem cortesia de ZJJZinterior. Imagem cortesia de ZJJZ+ 18

  • Arquitetos: ZJJZ
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  50
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2020

As megacidades do futuro também podem se tornar inteligentes?

Cidades estão tão profundamente enraizadas na história da humanidade que dificilmente nos perguntamos por que vivemos nelas ou qual a razão de nos agruparmos em assentamentos urbanos. Ciro Pirondi, arquiteto brasileiro, aponta que vivemos em cidades porque gostamos de ter alguém para conversar, enquanto Paulo Mendes da Rocha classifica a cidade como “a suprema obra da arquitetura”. A cidade é o mundo que o homem constrói para si próprio. Tratam-se de imensas construções coletivas, palimpsestos, colagens de camadas de histórias, realizações, conquistas e perdas.  

Já somos majoritariamente urbanos desde 2007. E a porcentagem deve chegar a 70% de pessoas vivendo em cidades em 2050. Nos próximos anos, megacidades com mais de 10 milhões de habitantes deverão se multiplicar, principalmente na Ásia e na África, muitas delas em países em desenvolvimento. Tal projeção levanta o alerta em relação à sustentabilidade e às mudanças climáticas que as cidades catalisam. E, claro, sobre como possibilitar a qualidade de vida a seus habitantes e de que forma eles poderão prosperar e se desenvolver em contextos que, muitas vezes, não são os ideais. Como esses assentamentos urbanos receberão este aporte da população? Enquanto seus centros antigos demandarão transformações e atualizações, suas periferias exigirão o projeto de novas residências e equipamentos públicos, além de infraestruturas adequadas. Como esse processo pode ajudar os centros urbanos a se tornarem inteligentes, utilizando de forma criativa e eficiente a tecnologia já disponível a favor de seus habitantes? 

Cortinas como divisórias para uma arquitetura fluida e adaptável

Durante as últimas décadas, os espaços interiores tornaram-se cada vez mais abertos e versáteis. Desde as paredes grossas e múltiplas subdivisões das villas paladianas, por exemplo, às plantas livres e multifuncionais de hoje, a arquitetura tenta combater a obsolescência, fornecendo ambientes mais eficientes para a vida transcorrer, facilitando as experiências cotidianas de pessoas no presente e futuro. E enquanto as antigas vilas de Palladio ainda podem acomodar uma variedade de recursos e estilos de vida, reajustando seus usos sem alterar um centímetro de sua simetria e modulação originais, hoje a flexibilidade parece ser a receita para prolongar a vida dos edifícios tanto quanto possível.

Como projetar espaços neutros e flexíveis o suficiente para se adaptar ao ser humano em evolução, oferecendo as soluções que cada pessoa demanda hoje em dia? Um elemento antigo pode ajudar a redefinir a maneira como concebemos e habitamos o espaço: cortinas.

Centro Comunitário para Crianças The Playscape / waa

© Fangfang Tian© Fangfang Tian© Fangfang Tian© Fangfang Tian+ 44

  • Arquitetos: waa
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  2657
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2021

Cabanas The Seeds / ZJJZ

Exterior. Imagem © Fangfang TianExterior. Imagem © Fangfang TianInterior. Imagem © Fangfang TianVaranda. Imagem © Fangfang Tian+ 30

Jiangxi, China
  • Arquitetos: ZJJZ
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  60
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2020

Avenida Xangai Binjiang: um exemplo de preservação do patrimônio em cidades de rápido crescimento

Fred Kent, fundador da organização sem fins lucrativos Project for Public Spaces, declarou em certa ocasião que “Quando se planejam cidades com ênfase no trânsito e veículos automotores, o resultado é uma cidade repleta de carros e congestionamentos. Quando se planeja cidades para pessoas, por outro lado, o que se obtêm é uma cidade agradável de se viver e repleta de espaços públicos.” Isso tudo pode até parecer bastante óbvio, entretanto, nossa sociedade está passando hoje por uma mudança de paradigma, com mais e mais cidades abrindo mão de seus espaços e infraestruturas para veículos e privilegiando pedestres e espaços públicos.

Hidrovias urbanas: a dinâmica da arquitetura dos canais

A arquitetura permanece em constante tensão com as forças naturais. Projetados em torno da gravidade, do clima e do tempo, os edifícios sempre fazem parte de sistemas maiores. Em todo o mundo, os arquitetos têm buscado mitigar as forças naturais, construindo espaços e estruturas híbridas, áreas artificiais onde a natureza encontra os feitos humanos. Incorporando essa relação, os canais refletem o desejo de direcionar a natureza e seus fluxos. Hoje, esses espaços fluidos estão se abrindo para novos programas, projetos que exploram a vida moderna e a vitalidade urbana.

© Edmund Sumner© Anders Sune Berg© Filip Dujardin© Daniel Hopkinson+ 9

Jardim de Infância YueCheng / MAD Architects

© Arch Exist© Arch Exist© Iwan Baan© Fangfang Tian+ 37

  • Arquitetos: MAD Architects
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  10778
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2020

Renovação Urbana Hutong Bubble 218 / MAD Architects

© Fangfang Tian© Fangfang Tian© Fangfang Tian© Fangfang Tian+ 20

  • Arquitetos: MAD Architects
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  305
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2019

Diluindo os limites entre arquitetura e desenho de mobiliário

Uma nova tendência de design, inserida entre os domínios da arquitetura e do design de interiores, está transformando a relação entre estas duas disciplinas ao estabelecer objetos capazes de definir e moldar nossos espaços interiores, criando ambientes dinâmicos e altamente flexíveis. Fugindo à qualquer tipo de categorização, tal prática está aproximando duas disciplinas historicamente não muito distantes: a arquitetura e o design. Com cada vez mais frequência nos deparamos com projetos que transitam entre a arquitetura em pequena escala e o design em grande escala, ou melhor, com objetos que não são nenhuma coisa nem outra, ou talvez, que sejam as duas coisas ao mesmo tempo. Quer seja uma consequência da crescente necessidade por espaços cada vez mais flexíveis e compactos ou de uma resposta arquitetônica aos novos desafios de uma sociedade cada dia mais digitalizada, estes projetos estão abrindo caminho para uma extrema versatilidade do espaço habitado.

"A Guy, his Bulldog, a Vegetable Garden, and the Home they Share" by HUSOS. Image © José HeviaMJE house by PKMN Architectures. Image © Javier de PazTakeshi Shikauchi’s Bath Kitchen House. Image © Koichi TorimuraWriter's Block by CHACOL. Image © Edward Duarte+ 10

Os melhores projetos de arquitetura de 2020

© Shiromio Studio© Kevin Scott© Daici Ano© Jino Sam+ 102

Em nome de toda a equipe do ArchDaily, gostaríamos de agradecer seu apoio – a participação de vocês, leitoras e leitores, ajudou a tornar 2020 um ano melhor. Podemos dizer com satisfação que este ano, mais que em qualquer outro, alcançamos profissionais da arquitetura de todas as partes do mundo, contribuindo com ferramentas e inspiração para a criação de espaços melhores. 

Com mais de 5.500 obras diferentes publicadas ao longo do ano, nossa equipe de curadores tem o prazer de compartilhar esta seleção dos 100 projetos mais acessados de 2020. Esta lista representa o que há de melhor no conteúdo criado e compartilhado pela comunidade do ArchDaily nos últimos 11 meses.

Quais são as megatendências que estão remodelando o campo da arquitetura e a indústria da construção?

Antes da pandemia, o mundo já enfrentava uma série de transformações globais no campo da construção, e os países emergentes estavam na vanguarda de uma poderosa mudança econômica. Como a população mundial deve atingir a marca de 10 bilhões de pessoas antes de 2100, o setor de construção deve ser capaz de entender e se adaptar às tendências que estão remodelando o globo.

Reforma de Unidade Habitacional: Quarto em forma de U / Atelier tao+c

sala de estar. Imagem de © Fangfang Tian
sala de estar. Imagem de © Fangfang Tian

janelas. Imagem de © Fangfang Tiansala de estar. Imagem de © Fangfang Tianescadas. Imagem de © Fangfang Tiandormitório. Imagem de © Fangfang Tian+ 27

Shanghai, China
  • Arquitetos de interiores: Atelier tao+c
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  42
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2018
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: FINE LUMENS, Magis, Modernica, edimass

Jardim Urbano Changli / TM Studio

Vista Aérea Parcial do Projeto. Imagem Cortesia de TM StudioVista do corredor e do Street Life. Imagem © Fangfang TianVista da Parte Sul e do Meio Urbano. Imagem © Fangfang TianVista da Parte Intermediária, Ponto de Ônibus. Imagem © Fangfang Tian+ 32

  • Arquitetos: TM Studio
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  2100
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2020

Museu do Forno Imperial de Jingdezhen / Studio Zhu-Pei

Vista através dos arcos. Imagem © Schran ImagePátio rebaixado. Imagem © Studio Zhu-PeiVista do café-sala de chá para a entrada principal. Imagem © Schran ImageVista do anfiteatro para as ruínas. Image © Schran Image+ 48

  • Architects

  • Localização

    East gate of Royal Kiln Factory, Junction of Shengli Road and Zhonghua North Road, Zhushan District, Jingdezhen, Jiangxi, China
  • Ano do Projeto

    2020
  • Fotografias

    Studio Zhu-Pei, Schran Image, Fangfang Tian
  • Área

    10370.0 m2

Casa de Chá em Li Garden / Atelier Deshaus

© Fangfang Tian© Fangfang Tian© Fangfang Tian© Fangfang Tian+ 23

  • Arquitetos: Atelier Deshaus
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  12

As virtudes e limites da fotografia na representação da arquitetura - cinco fotógrafos discutem

Enquanto meio de representação da arquitetura, a fotografia apresenta qualidades indiscutíveis. Com ela, é possível apresentar a um público distante obras erguidas em qualquer lugar do mundo, de vistas gerais a espaços internos e pormenores construtivos - ampliando o alcance e, de certo modo, o acesso à arquitetura.

Entretanto, como qualquer outra forma de representação, não é infalível. Na medida que avanços tecnológicos permitem fazer imagens cada vez mais bem definidas e softwares de edição oferecem ferramentas para retocar e, por vezes, alterar aspectos substanciais do espaço construído, a fotografia, por sua própria natureza, carece de meios para transmitir aspectos sensoriais e táteis da arquitetura. Não é possível - ao menos não satisfatoriamente - experienciar as texturas, sons, temperatura e cheiros dos espaços através de imagens estáticas. 

Viviendas San Ignacio / IX2 Arquitectura. Jalisco, México. Image © Lorena DarqueaFaculdade de Biologia Celular e Genética / Héctor Fernández Elorza. Madri, Espanha. Image © Montse ZamoranoSesc Pompeia / Lina Bo Bardi. São Paulo, Brasil.. Image © Manuel SáTate Modern Switch House / Herzog & de Meuron. Londres, Reino Unido. Image © Laurian Ghinitoiu+ 15