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Arquitetos: Arkpro Studio Albania
- Área: 700 m²
- Ano: 2023





A complexa relação entre o ensino de arquitetura e os princípios modernistas no Brasil abre caminho para importantes reflexões sobre a produção arquitetônica contemporânea. Com o intuito de aprofundar essa discussão, convidamos cinco professores de distintas universidades brasileiras para compartilhar suas visões sobre o tema. Eduardo Lopes (Universidade do Vale do Itajaí), Eduardo Westphal (Universidade Federal de Santa Catarina), Fábio Mosaner (Universidade Federal de Pernambuco), Marta Bogéa (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo) e Rodrigo Bastos (Universidade Federal de Santa Catarina) aceitaram o desafio e refletiram sobre essa intrincada conexão. Suas análises oferecem perspectivas instigantes, revelando a influência do modernismo no ensino da arquitetura e provocando questionamentos essenciais para o debate arquitetônico atual.



A arquitetura moderna brasileira é frequentemente celebrada como um marco de inovação e identidade nacional, projetando o país no cenário internacional com obras icônicas e uma estética própria. No entanto, pesquisas e publicações recentes trazem a à tona o entrelaçamento da sua trajetória com narrativas coloniais, tanto em suas influências quanto em seus impactos sociais. Embora o modernismo tenha surgido como uma tentativa de romper com a herança acadêmica europeia, ele manteve relações de dependência com referências estrangeiras e incorporou estratégias de dominação que ecoam a lógica colonial.





O mundo observa o desenvolvimento da China com uma mistura de admiração, curiosidade e apreensão. De gigantescas obras de infraestrutura, como hidrelétricas e uma moderna rede ferroviária de alta velocidade, ao surgimento de cidades inteiras praticamente do zero, o país evidencia um ambicioso projeto de crescimento e uma impressionante capacidade de execução. No entanto, esse avanço também traz desafios e contrastes marcantes. Se, por um lado, a modernidade se impõe em arranha-céus futuristas e tecnologias de ponta, por outro, permanece a necessidade de preservar a rica herança cultural e histórica do país, refletida em templos ancestrais, palácios imperiais e cidades tradicionais.
O rápido crescimento urbano também trouxe problemas como superlotação, poluição ambiental, aumento da desigualdade social e perda de terras agrícolas. A urbanização em larga escala levou ao desaparecimento de aldeias tradicionais, à degradação ambiental e à homogeneização da arquitetura e do estilo de vida em muitas cidades chinesas. É nesse cenário que Liu Jiakun, laureado com o Prêmio Pritzker de 2025, se destaca por uma uma arquitetura de gestos sutis, mas profundamente transformadora, que responde a estes e outros desafios da sociedade chinesa enquanto valoriza materiais e técnicas tradicionais, bem como a criação de espaços comunitários.