Moises Carrasco

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Além da casca: O Palácio dos Esportes de Félix Candela para as Olimpíadas do México de 1968

Quando a Cidade do México sediou os Jogos Olímpicos de 1968, foi a primeira vez que o evento aconteceu em um país latino-americano e também em uma nação de língua espanhola. Os Jogos representaram, portanto, uma oportunidade estratégica para projetar internacionalmente o México e sua cultura, levando o governo a formar um comitê organizador composto por importantes talentos locais. Pedro Ramírez Vázquez foi nomeado presidente da comissão — um arquiteto mexicano que exercia grande influência sobre os programas estatais de construção no período modernista. Sua abordagem era clara: utilizar a arquitetura como síntese entre a técnica modernista internacional, as referências pré-colombianas e a cultura material local. Sob sua direção, o comitê supervisionou a construção e adaptação de equipamentos espalhados pela zona sul da Cidade do México, quase todos projetados e executados por arquitetos, engenheiros e técnicos mexicanos.

Além da casca: O Palácio dos Esportes de Félix Candela para as Olimpíadas do México de 1968 - Image 1 of 4Além da casca: O Palácio dos Esportes de Félix Candela para as Olimpíadas do México de 1968 - Image 2 of 4Além da casca: O Palácio dos Esportes de Félix Candela para as Olimpíadas do México de 1968 - Image 3 of 4Além da casca: O Palácio dos Esportes de Félix Candela para as Olimpíadas do México de 1968 - Image 4 of 4Além da casca: O Palácio dos Esportes de Félix Candela para as Olimpíadas do México de 1968 - Mais Imagens+ 7

A ilusão da leveza: projetando vazios cívicos para a vida pública

Nas cidades contemporâneas, a densidade urbana e o aumento do valor da terra frequentemente impõem uma escolha entre edifícios cívicos de grande escala e espaços públicos abertos. Tradicionalmente, as praças eram tratadas como áreas ao redor da implantação do edifício, mas essa lógica foi transformada com a introdução dos pilotis pelo movimento moderno do início do século XX. Embora a intenção original fosse criar uma sensação de leveza que permitisse a circulação e a luz fluírem sob a estrutura, as exigências contemporâneas — como cargas sísmicas, rotas de evacuação e altas taxas de ocupação — tornam colunas esbeltas insuficientes para atender às demandas dos atuais edifícios cívicos de grande porte.

No entanto, a busca pela leveza arquitetônica não é exclusivamente contemporânea. Após a introdução dos pilotis, diversos projetos de meados do século XX passaram a explorar a ilusão de suspensão como forma de alcançar transparência cívica. Em 1953, o Congresso Nacional de Honduras, em Tegucigalpa, projetado por Mario Valenzuela, aplicou esses princípios ao contexto legislativo. O edifício consiste em uma câmara sólida elevada sobre uma série de colunas delgadas. Como o terreno está situado em um platô ao final de uma rua em declive, o vazio resultante vai além da circulação: ele enquadra vistas da cidade, criando a impressão de que o volume pesado está suspenso com leveza sobre o tecido urbano.

A ilusão da leveza: projetando vazios cívicos para a vida pública - Image 1 of 4A ilusão da leveza: projetando vazios cívicos para a vida pública - Image 2 of 4A ilusão da leveza: projetando vazios cívicos para a vida pública - Image 3 of 4A ilusão da leveza: projetando vazios cívicos para a vida pública - Image 4 of 4A ilusão da leveza: projetando vazios cívicos para a vida pública - Mais Imagens+ 11

Os 20 projetos mais aguardados de 2026

À medida que 2025 se aproxima do fim, aguardamos ansiosamente por 2026, um ano que promete a entrega de uma série diversa de projetos arquitetônicos de grande relevância ao redor do mundo. O período se destaca especialmente pela conclusão de importantes obras de infraestrutura e equipamentos culturais, incluindo projetos de longa duração que finalmente chegam à etapa final. A Europa estará em evidência com os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão–Cortina 2026. O evento contará com projetos como a Vila Olímpica, assinada por SOM, e a Arena Olímpica de Inverno, projetada por David Chipperfield Architects. Ainda em Milão, BIG deve concluir o City Wave, parte de um novo distrito de negócios da cidade. Paralelamente, após mais de 140 anos desde o início de sua construção, arquitetos do mundo todo acompanham com expectativa a tão aguardada conclusão da Sagrada Família, de Antoni Gaudí, em Barcelona, prevista para 2026.

Os 20 projetos mais aguardados de 2026 - Mais Imagens+ 18