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Dante A. Ciampaglia

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Como a arquitetura do hip-hop está conquistando seu espaço

PHAT (Nathaniel Belcher, Stephen Slaughter) Harlem Ghetto Fabulous, 2003. Imagem via revista Metropolis. Imagem Cortesia de Cortesia PHAT (Nathaniel Belcher, Stephen Slaughter)
PHAT (Nathaniel Belcher, Stephen Slaughter) Harlem Ghetto Fabulous, 2003. Imagem via revista Metropolis. Imagem Cortesia de Cortesia PHAT (Nathaniel Belcher, Stephen Slaughter)

Este artigo foi publicado originalmente em Metropolis Magazine como "Hip-Hop Architecture's Philip Johnson Moment".

Mais de 40 anos depois de ter emergido das festas do South Bronx, o hip-hop tornou-se uma força esmagadora que remodelou a cultura global. Mas no seu aspecto mais elementar e fundamental, o hip-hop é um confronto direto e poderoso com o ambiente construído. "Vidros quebrados em todos os lugares / Pessoas mijando nas escadas, você sabe que eles simplesmente não se importam", Grandmaster Flash and the Furious Five cantaram em sua faixa seminal de 1982 "The Message". "Eu não aguento o cheiro, não aguento o barulho / Não tenho dinheiro para sair, acho que não tenho escolha.” (Broken glass everywhere / People pissing on the stairs, you know they just don’t care / I can’t take the smell, can’t take the noise / Got no money to move out, I guess I got no choice.”)

Quem foram os artistas-arquitetos que defendiam uma arquitetura psicodélica capaz de promover a longevidade?

Este artigo foi originalmente publicado pela Metropolis Magazine como "These Architects Sought to Solve the Ultimate Human Design Flaw—Death."

Shusaku Arakawa e Madeline Gins - artistas visuais, escritores conceituais e arquitetos autodidatas - acreditavam que, através de uma transformação radical da arquitetura, os seres humanos poderiam resolver a grande falha do projeto humano: evitar a morte. (Sua vez, Norman Foster.)

Arakawa e Gins desenvolveram apenas cinco projetos ao longo de suas vidas - três no Japão e dois nos Estados Unidos - porém, taxá-los de não-convencionais seria subestimar grosseiramente o seu trabalho. Uma viagem lisérgica em meio a um parque; um edifício de apartamentos extremamente colorido como se tivesse saído de uma animação da Pixar; ou lofts sem portas com pisos irregulares que reproduzem uma geografia acidentada. Não é por capricho ou para causar estranheza, o mote da dupla - apelidado de Destino Reversível - tinha um objetivo sério em promover a longevidade do ser humano, através de projetos que ativassem e estimulassem o corpo e a mente das pessoas.

Arakawa and Madeline Gins Drawing for "Container of Perceiving," 1984. Image © Estate of Madeline Gins/ Nicholas Knight / Columbia GSAPPReversible Destiny Office (Interior), Site of Reversible Destiny, Yoro Park, Gifu, Japan (1997). Image © 1997 Estate of Madeline Gins. Reproduced with permission of the Estate of Madeline Gins; Courtesy the Site of Reversible Destiny Yoro ParkArakawa and Gins's Bioscleave House (Lifespan Extending Villa), in East Hampton, New York (2008). Image © 2008 Estate of Madeline Gins. Reproduced with permission of the Estate of Madeline Gins; Courtesy Dimitris YerosReversible Destiny Lofts – In Memory of Helen Keller (interior: Kitchen and Sphere room), Tokyo (2005). Image © 2005 Estate of Madeline Gins. Reproduced with permission of the Estate of Madeline Gins; Courtesy Masataka Nakano+ 16