Casa Rio F / Bert Pepler Architects

Casa Rio F / Bert Pepler Architects

© Greg Cox/ Bureaux, Bert Pepler© Greg Cox/ Bureaux, Bert Pepler© Greg Cox/ Bureaux, Bert Pepler© Greg Cox/ Bureaux, Bert Pepler+ 39

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  753
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2017
  • Fotógrafo Fotografias:  Greg Cox/ Bureaux, Bert Pepler
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: Artemide, AutoDesk, Bongio, Duravit, Flos, Formani, Miele, Minotti, Moooi, Oggie Flooring, Smeg
  • Arquitetos Responsáveis:Bert Pepler Architects
  • Equipe De Projeto:Callum Semple, Isobel Rolando
  • Clientes:Mark & Fiona Ferguson
  • Construtora:Custom Construction
  • Engenharia:Ted Kelly-EAS
  • Consultoria:Ted Kelly-EAS
  • Paisagismo:Tarna Klitzner
  • Design De Interiores:GDF Design Lab
  • Carpintaria :Coastal Kitchens
  • Cidade:Saint Francis Bay
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© Greg Cox/ Bureaux, Bert Pepler
© Greg Cox/ Bureaux, Bert Pepler

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada no estuário do rio Kromme, que deságua no quente Oceano Índico, a casa foi concebida como um retiro de verão para uma família que vive em Londres. O terreno longo e estreito, com 3.330m², está localizado em uma parte mais antiga da vila, estendendo-se da rua ao rio. Ladeado em ambos os lados por propriedades vizinhas, o local está voltado para o norte com uma entrada de automóveis ao sul. A casa adjacente, aninhada entre árvores estabelecidas e vegetação nativa, é um dos bangalôs originais da Baía de São Francisco. O vernáculo, que combina a arquitetura de uma cabana de pescador e um celeiro da zona rural, serviu de referência para o projeto. Existem diretrizes arquitetônicas para a vila, com paredes de gesso branco e telhados inclinados de palha ou ardósia como requisito. Além disso, as regulamentações ambientais impedem a construção a menos de 20 metros do rio.

© Greg Cox/ Bureaux, Bert Pepler
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Planta
Planta
© Greg Cox/ Bureaux, Bert Pepler
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A casa original estava na parte posterior do terreno, desprovida da paisagem endémica e, portanto, foi demolida para dar lugar a uma nova abordagem. O cenário é idílico, mas as condições podem mudar inesperadamente e os ventos predominantes do leste e oeste são fatores determinantes no projeto. O conceito mais importante era usar elementos arquitetônicos que pudessem fazer a conexão entre a terra e a água. As formas lineares estendem-se da rua, guiando desde a entrada de automóveis até as áreas de estar e terraços externos. Em contraste com a linearidade das formas, três grandes lareiras escultóricas ancoram a casa e fornecem a verticalidade necessária para equilibrar a composição. Magníficas vistas sobre o rio são avistadas sobre o jardim, que se estende até se fundir com a relva fluvial da praia.

© Greg Cox/ Bureaux, Bert Pepler
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A casa está localizada na parte posterior do terreno, com um caminho de cascalho cercado por muros baixos voltados para a rua. Os telhados de palha e as paredes curvas são contemporâneas de uma forma que lembra a arquitetura tradicional das fazendas da África do Sul. Os volume estão todos em um mesmo nível e fornecem uma escala íntima e inexpressiva ao se aproximar. A simplicidade e pureza das formas são atrativas e perduram, moldando a estrutura que informa o planejamento da casa. Essas “formas simples de celeiro são colocadas em uma série de configurações paralelas e perpendiculares para criar  pequenos "werfs”, termo local para pátios agrícolas. Estes, por sua vez, criam vários graus de abrigo e privacidade, integrando o espaço interior e exterior, enquanto os volumes longitudinais estão voltados para a vista. Os “celeiros” e os pátios entre eles garantem espaços exteriores protegidos, independentemente da direção do vento.

© Greg Cox/ Bureaux, Bert Pepler
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Cada volume tem uma função diferente: o primeiro é uma ala de serviços que aloja garagem e cozinha, dois são para entretenimento ao ar livre, um para as áreas de estar e jantar e dois para dormir. Os pátios são compostos por gramíneas, arbustos e árvores nativas que reintroduzem a presença do matagal costeiro próximo. O resultado final é uma cobertura e uma vegetação, onde a floresta abre caminho pela casa e a casa atravessa a floresta.

© Greg Cox/ Bureaux, Bert Pepler
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Onde é necessário que a casa se abra para o exterior, grandes telhados de colmo são sustentados por uma série de colunas de eucalipto em escala excessiva, que lembram pavilhões. Esses pavilhões podem ser totalmente abertos por portas de vidro deslizantes e venezianas de madeira em cavidades escondidas. Quando todas estão abertas, as estruturas parecem uma série de pavilhões com telhado de palha que permitem o movimento livre e fluido de dentro para fora. Além disso, permitem a transição perfeita de um pátio para o outro. Esta inter-relação ocorre em toda a casa, incluindo áreas de serviço e banheiros que se abrem para pátios privados iluminados com luz natural.

© Greg Cox/ Bureaux, Bert Pepler
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Os volumes são abertos e finalizados com uma paleta de materiais naturais, proporcionando um cenário neutro para móveis coloridos e detalhes contrastantes em metal. O uso consistente de uma paleta limitada de materiais cria um interior coeso, incutindo uma sensação de luz e calmaria. O telhado é uma obra de engenharia complexa, robusta e orgânica. Construído com vigas de choupo, a estrutura lembra o casco invertido de um navio. Em contraste, as tradicionais empenas sólidas são substituídas por elementados ripados de metal, permitindo que a luz solar seja filtrada durante o dia, enquanto se torna transparente, iluminando a estrutura interna à noite. Persianas deslizantes de madeira protegem os quartos, proporcionando privacidade, sombra e contenção quando necessário.

© Greg Cox/ Bureaux, Bert Pepler
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Cortes A e E
Cortes A e E
© Greg Cox/ Bureaux, Bert Pepler
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Os quartos das crianças estão voltados para o pátio de entrada, proporcionando uma área segura para brincar. Dois dos quartos são em formato de loft, além disso, a sala de jogos, junto com os bancos nas janelas dos quartos, fornecem aos hóspedes espaços adicionais para dormir.

© Greg Cox/ Bureaux, Bert Pepler
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Desde o terraço elevado da sala de estar, amplos bancos ao ar livre se abrem para a vista. Ladeada em uma das extremidades pela ala do quarto principal e pela piscina de 18 m na outra, sua linearidade acentua a perspectiva, abrindo a vista para o rio. A piscina com suas longas paredes brancas baixas lembra um antigo reservatório que se relaciona com a curvatura da casa. A vegetação nativa da floresta de dunas foi restaurada, os tons de cinza reforçam as cores que predominam. Do terraço junto à piscina, passarelas de madeira serpenteiam pelo jardim, conduzindo a uma pequena praia ribeirinha com cais; é aqui que a família passa as férias brincando no rio.

© Greg Cox/ Bureaux, Bert Pepler
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Sobre este escritório
Cita: "Casa Rio F / Bert Pepler Architects" [River House F / Bert Pepler Architects] 18 Fev 2021. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/956993/casa-rio-f-bert-pepler-architects> ISSN 0719-8906

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