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Centro de Congressos e Auditório de Plasencia / Selgas Cano

  • 20:00 - 13 Fevereiro, 2019
  • Traduzido por Camilla Sbeghen
Centro de Congressos e Auditório de Plasencia / Selgas Cano
Centro de Congressos e Auditório de Plasencia / Selgas Cano, © Iwan Baan
© Iwan Baan

© Iwan Baan © Iwan Baan © Iwan Baan © Iwan Baan + 36

  • Arquitetos

  • Localização

    Cartagena, Murcia, Espanha
  • Arquitetos Autores da Obra

    José Selgas, Lucia Cano
  • Equipe de Projeto

    José de Villar, Carlos Chacón, Julio Cano, Lara Resco, Lorena del Río, Manuel Cifuentes, Beatriz Quintana, Jeongwoo Choi, Laura Culiañez, Bárbara Bardin, Johannes Riekert, Cristina Gutierrez
  • Área

    7500.0 m2
  • Ano do Projeto

    2017
  • Fotografias

  • Assistente de Arquitetura

    Manuel Trenado
  • Engenheiro Estrutural e Engenheiro da Fachada

    FHECOR ingenieros consultores
  • Mecânica

    JG ingenieros
  • Engenharia Acústica

    ARAU ACUSTICA
  • Arquiteturas Têxtil

    LASTRA ZORRILLA
  • Construtora Geral

    PLACONSA-JOCA
  • Proprietário

    Junta de Extremadura
  • Mais informações Menos informações
© Iwan Baan
© Iwan Baan

Descrição enviada pela equipe de projeto. O terreno está localizado na periferia da cidade, na fronteira entre o urbano e o rural, entre o artificial e o natural. Durante a realização do concurso, concluímos que tínhamos que escolher entre pertencer à cidade, ao artificial ou pertencer ao natural. Não poderia ser ambos e optamos por obedecer a um impulso teimoso que sempre tende para a mesma direção, nos fazendo escolher a segunda opção. Isso nos obrigou a colocar a edificação em um nível muito mais baixo do que a rua, porque a diferença criada entre um mundo e outro era importante.

© Iwan Baan
© Iwan Baan
Corte Longitudinal 01
Corte Longitudinal 01
© Iwan Baan
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O artificial era tão agressivo que formou um declive de 17 metros de altura sem o mínimo de observação da orografia natural que permanece enterrada embaixo. Opostamente, e como reação ao que é um ciclo irrefreável, em nossa solução respeitamos o máximo possível a terra na qual nos baseamos, ocupando a menor área do terreno possível. Acreditávamos que este edifício, construído neste século, deveria ter esse luxo e conservar uma porção de terra intacta dentro da futura expansão. 

© Iwan Baan
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"Não-me-esqueças". Nós gostamos do nome dessa flor. No lado oeste do terreno está a estrada para Salamanca, a antiga estrada da prata, e onde será construída a futura rodovia. Neste mesmo lado estão as melhores vistas da Serra de Gata. Desde o oeste, a edificação será vista à distância. Será vista ao passar com a velocidade de um carro. Isso nos fez criar uma peça de presença imediata, brilhante à noite como um sinal claro para o passageiro. Isso estabelece um cruzamento entre sensação e realidade, entre a situação da qual parece que vai se mover e de onde realmente se move.

© Iwan Baan
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"Não-me-esqueças ... diga-me se o aspecto final desencadeia em você o mesmo lembrete de George Sand para Flaubert: "Não defina a forma, não se incomode ...". Devido ao corte da edificação, como já mencionamos, utilizamos a menor porção possível do terreno, que corresponde à área do palco e ao início da arquibancada do salão principal. A secção desta sala é aquela que marca a forma e se completa sobrepondo-se ao restante do programa solicitado: O hall de entrada, a sala secundária para 300 pessoas, divisível em três de cem, o salão de exposição e área do restaurante.

© Iwan Baan
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A entrada está no nível da rua urbanizada a mais de 17 metros de altura de diferença com a parte inferior do edifício, e por meio de uma passarela laranja se acessa um grande elemento vertical de 12 metros de altura e da mesma cor, onde acentua-se a visão do campo e a cordilheira de Gata. De lá você pode passar, para cima ou para baixo, ao redor de toda a estrutura central de concreto envolta por um conjunto de rampas em espiral e escadas que misturam espaços exteriores e interiores. Isto tem dois motivos, a economia e diretriz definida por Horace Walpole como serendipidade. Economia porque não fechamos com vidro ou climatizamos certos elementos. Serendipidade pelo cruzamento de espaços, dentro, fora, dentro; pela mistura de suas climatologias; pela casual possibilidade de encontro.

© Iwan Baan
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Os materiais são classificados em dois grupos: pele e ossos. Isso não significa estrutura e fachada. Significa parte sólida mas, ao mesmo tempo, leve e elástica. A parte sólida é formada por concreto e a madeira que são usados nos acabamentos dos ambientes internos. Quando necessário, recorremos ao concreto para a estrutura, que é encofrada com placa de madeira fina sem lingueta e ranhura, corte longitudinalmente a meia largura para conseguir uma textura maior. Ele será pintado de modo que tenha apenas textura, não tonalidade.

© Iwan Baan
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Quando o concreto não é necessário, colocamos a mesma madeira das ripas, pintadas da cor do concreto. A parte leve é composta por 5 materiais principais: Primeiro toda a fiação e tubos da estrutura metálica de aço para a fachada; segundo, ETFE em cor branca e verde que completa esta fachada exterior; terceiro, o aço inoxidável que compõe as fachadas em suas laterais inferiores; painel sanduíche com favo de mel Blizzard laranja para toda a entrada e em branco na parte superior da exposição; e o quinto que diz respeito ao esquema de rampas e escadas de membrana poliuréia contínua sobre resinas epóxi em duas cores diferentes, verde e vermelho, diferenciando as duas espirais que se cruzam.

© Iwan Baan
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Localização do Projeto

Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Cita: "Centro de Congressos e Auditório de Plasencia / Selgas Cano" [Palacio de Congresos y Auditorio de Plasencia / Selgas Cano] 13 Fev 2019. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/911022/centro-de-congressos-e-auditorio-de-plasencia-selgas-cano> ISSN 0719-8906

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