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Escola do Bairro / a GR a u

  • 05:00 - 25 Outubro, 2018
  • Curadoria de Pedro Vada
Escola do Bairro / a GR a u
Escola do Bairro / a GR a u, © Pedro Vannucchi
© Pedro Vannucchi

© Pedro Vannucchi © Pedro Vannucchi © Pedro Vannucchi © Pedro Vannucchi + 20

  • Arquitetos

  • Localização

    Vila Mariana, São Paulo - Estado de São Paulo, Brasil
  • Equipe

    Gabriel R. Grinspum, Isabel Sperry, Tomas Faria, Gisela Porto, Carlos Arellano
  • Área

    340.0 m2
  • Ano do projeto

    2016
  • Fotografias

  • Consultores

    Ricardo Heder (luminotécnica), Lucimara L. Costa (nutricionista)
  • Gestão e Execução

    Jairo Gen
  • Mobiliário

    Camila Bianchi (Maria Joaquina Marcenaria)
  • Escultura

    Sara Rosenberg
  • Mais informações Menos informações
© Pedro Vannucchi
© Pedro Vannucchi

Descrição enviada pela equipe de projeto. A ESCOLA DO BAIRRO toma emprestado de sua concepção o seu nome, ou seja, o Bairro é ao mesmo tempo nome e conceito que sustenta essa escola experimental das/para as infâncias. No âmbito do território do bairro, é considerada como um equipamento urbano de convivência, difusão e sistematização dos conhecimentos históricos e universalmente construídos que visa incluir bebês e crianças na cultura geral humana por meio das ferramentas sociais, emocionais e cognitivas disponíveis e apropriadas. Os quatro elementos naturais – Terra, Água, Ar e Fogo – constituem a base de sua Pedagogia da Investigação por meio da aprendizagem baseada na escuta, nas interações, na brincadeira e na pesquisa.

© Pedro Vannucchi
© Pedro Vannucchi

A arquitetura da ESCOLA DO BAIRRO foi pensada de maneira a estimular a curiosidade natural das crianças em relação aos elementos da natureza, das diferentes linguagens e conhecimentos cujas respostas poderão ser construídas ao longo do tempo e na experiência de espaços exteriores mais amplos e complementares a própria escola. Em nossa concepção, uma educação infantil de qualidade baseada na escuta, nas brincadeiras, nas interações e nos ambientes de investigação mediados por objetos culturais é uma questão de escolha e vontade política. Para realiza-la, portanto, o projeto da ESCOLA DO BAIRRO supõe uma arquitetura constituída de espaços internos e exteriores que conversam entre si por meio de elementos construtivos vazados, transparentes e integrados, permitindo que tanto os elementos humanos como naturais estejam presentes diariamente.

© Pedro Vannucchi
© Pedro Vannucchi

Os espaços são de multiuso, propiciando atividades tanto molhadas como secas, na medida em que em cada sala existe uma bancada para trabalho com água; mobiliário específico para brincadeiras, atividades individuais, em pequenos ou grandes grupos e, estações móveis que funcionarão como minibibliotecas (com acervos de livros, revistas e material escrito diversos e em várias línguas), oficinas de marcenaria, de costura, de desenho, de pintura, de modelagem, de música, de fotografia, etc. nas quais crianças e bebês poderão explorar e produzir seus objetos e criações. Buscou-se referências na arquitetura brasileira rural, urbana ou contemporânea de forma a que os 4 elementos –Terra, Água, Ar e Fogo – estejam presentes como elementos que estimulem a curiosidade e a imaginação. Por meio de sua rotina, usos dos espaços e da organização dos tempos a escola pretende que os bebês e as crianças, ao longo de sua frequência a escola, possam construir os conhecimentos e as habilidades que lhes permitam compreender e lidar com questões simples que afetam suas vidas e o meio ambiente e, gradativamente, na medida em que forem crescendo e se desenvolvendo, compreendam e lidem com as questões sociais, científicas e culturais complexas.

© Pedro Vannucchi
© Pedro Vannucchi
Plantas e Elevação
Plantas e Elevação
© Pedro Vannucchi
© Pedro Vannucchi

A proposta pedágio se apoia no sentido de pertencimento ao lugar, o projeto afirma esta ação com a proposição de espaços abertos, com grande integração. As atividades dos alunos se apropriarão dos equipamentos existentes no entorno e o espaço da escola pretende acolher a comunidade e proporcionar um equipamento urbano ao bairro.

© Pedro Vannucchi
© Pedro Vannucchi

O casarão de estilo eclético que acolhe a instituição esta implantado em um terreno com entorno tombado pelo patrimônio histórico, esta memoria material reforça o caráter local da escola, com a demolição de construções posteriores que descaracterizavam o imóvel destacou-se este edifício com valor simbólico e o potencializou com a qualificação das estruturas internas. Para complementar o programa necessário adicionou a construção existente um novo pavilhão com estrutura leve e franca que afirma o caráter universal do projeto pedagógico.

© Pedro Vannucchi
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Um pequeno volume estranho ao casarão é preservado para absorver as áreas molhadas deste edifício, este elemento adquire uma plasticidade que contrasta com os ornamentos e as proporções das aberturas da antiga construção. Engastado com esta torre uma marquise nova se desenvolve para o interior do lote e, ao mesmo tempo em que abriga algumas infraestruturas da escola, organiza os fluxos e define os espaços vazios do conjunto. Em um segundo nível, mais alto que o da marquise, duas novas coberturas leves organizam os espaços vazios cobertos e os espaços vazios descobertos.

© Pedro Vannucchi
© Pedro Vannucchi

Os espaços pedagógicos são flexíveis e adquirem funções múltiplas, a integração com as áreas externas é reforçada com portas amplas que permitem conectar ou dividir os ambientes, estas grandes superfícies recebem os quadros negros das salas. As sobreposições de usos e a concentração das atividades são viabilizadas com a sinergia obtida na apropriação dos equipamentos urbanos existentes no bairro no dia-a-dia dos alunos, como: o Instituto Biológico, a Cinemateca, o Parque Ibirapuera, o Sesc Vila Mariana e o Centro Cultural São Paulo, lugares que reforçam a cidade como a grande inspiração de conhecimento e de convivência humana.

© Pedro Vannucchi
© Pedro Vannucchi

O projeto afirma sua urbanidade com a coexistente de edifícios de diferentes épocas em sua estrutura, com a fluidez dos espaços e com usos múltiplos. Abriga parte das atividades cotidianas dos alunos e comporta receber pais, professores e a vizinhança em eventos pedagógicos e festivos. A continuidade das áreas externas e a estrutura compacta dos edifícios reforçam a abertura que a escola pretende ao bairro e potencializa sua relação com a natureza com a integração dos pátios e jardins pelas os espaços semiabertos definidos pelas elevadas coberturas. 

© Pedro Vannucchi
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Localização do Projeto

Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
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Cita: "Escola do Bairro / a GR a u" 25 Out 2018. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/904401/escola-do-bairro-a-gr-a-u> ISSN 0719-8906

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