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LESS / AAVP Architecture

  • 13:00 - 11 Maio, 2017
  • Traduzido por Camilla Sbeghen
LESS / AAVP Architecture
LESS / AAVP Architecture, © Luc Boegly
© Luc Boegly

© Luc Boegly © Luc Boegly © Luc Boegly © Luc Boegly + 24

  • Arquitetos

    AAVP ARCHITECTURE - Vincent Parreira
  • Localização

    Paris 10 distrito, França
  • Arquitetos Responsáveis

    Marie Brodin, Nicolas Fontaine Descambres, Lara Ferrer
  • Área

    5004.0 m2
  • Ano do projeto

    2016
  • Fotografias

© Luc Boegly
© Luc Boegly

Amplificador Urbano

Em 1891, a cidade de Paris registrou este corredor de 100 metros, aberto dois anos antes na propriedade do senhor Delessert, entre a rua Pierre Dupont e o cais de Valmy. No extremo leste está o Canal Saint-Martin, hoje uma área de caminhos e recreação mas que, neste período, era uma via até o Bassin de la Villette, o quarto maior porto industrial depois de Marsella, Le Havre e Bordeaux. A atividade do porto foi intensa e suas marcas persistem em alguns dos enormes edifícios industriais, como Cité Clémentel, antiga central elétrica da Compagnie d'Air Comprimé, entre outros mais discretos frente a rua. A intervenção abrange o contexto como uma mistura de povoados, lembranças e atividades, junto com uma ampla variedade de edifícios em uma única área. 

© Luc Boegly
© Luc Boegly
Planta de Situação
Planta de Situação

A operação inclui uma academia, vendida para a cidade de Paris, onde estão 69 unidades de moradia social. Esta intervenção procura, em primeiro lugar criar uma hibridação de grande escala industrial encontrada na área com escala privada da unidade de moradia. O edifício se situada ao longo do corredor de Delessert, formando o ângulo das duas ruas antes de voltar-se para a rua Pierre Dupont com corredores-galeria em cinco níveis construídos em madeira de lariço, sem que tenha a intenção de apagar, diminuir sua presença ou ocultar as grandes mudanças provocados por sua chegada a este lote vazio do bairro, um espaço bucólico ocupado durante muito tempo por uma estrutura pré-fabricada e um estrutura inflável com pistas de tênis abandonadas. Foi difícil para o bairro despedir-se deste último pedaço vazio em Paris e a densificação de um espaço aberto explica a demanda coletiva apresentada contra o projeto por 180 vizinhos durante o período de espera para a autorização de construção. Esta densificação inclui, entretanto, uma variação do programa que beneficia toda a vizinhança  e a obrigação da instalação de uso misto registrada pelo Programa de Planejamento Local (PLU).

© Pierre L’Excellent
© Pierre L’Excellent

Situada ao longo do Delessert em um volume parcialmente subterrâneo, a instalação gera restrições que deram ao projeto seu caráter específico. A maioria das moradias estão situadas por cima da estrutura da academia, composta por uma série de arcadas que se estendem a uma distância com mais de 20 metros, cujas vigas formam as placas de aço para o primeiro nível de moradia e determinam a estrutura para os muros de carga do pavimento superior. Um fratura vertical separa o primeiro complexo de academia/moradia de um terreno menor, que compreende unidades de moradia nos pavimentos superiores, assim como uma série de áreas técnicas no térreo: recepção, diversas áreas de depósito, acesso à garagem. etc. O acesso a cada unidade residencial é um passeio individual que começa no salão principal, aberto ao jardim semi-privado, de acordo com um desenho inspirado nos edifícios de apartamentos parisienses que datam os anos sessenta e setenta, a idade dourada de tais construções. Mármore disposto em um padrão de espinha de peixe dá as boas-vindas aos visitantes e ocupantes, em uma expressão do desejo de oferecer um nível de qualidade no setor da moradia social normalmente reservado para os programas de moradia de luxo. 

© Luc Boegly
© Luc Boegly
Programa
Programa
Programa
Programa

O uso de matérias-primas, na maior parte das circulações, tornou possível a utilização ocasional de materiais simbolicamente luxuosos, tão duradouros como a pedra, mas sem custo adicional. Além do hall de entrada, os ocupantes acessam seus apartamentos através de um longo corredor a cinco metros das fachadas posteriores. O limiar final, uma pequena passarela individual, dará acesso a uma moradia e um terraço ajardinado situado sobre a base formada pela academia, para todos os apartamentos do segundo nível do edifício. A superestrutura das molduras metálicas é uma paisagem em si mesma. No coração da quadra está uma varanda flutuante com vistas a um jardim desenhado por por Atelier Roberta. Cada unidade de moradia está equipada com uma galeria individual, cuja profundidade variável é calculada para permitir aos ocupantes seu grau legítimo de privacidade. No térreo, a malha metálica filtra a luz para não perturbar a prática esportiva e reduzir a exposição dos esportistas e bailarinos a vista dos transeuntes. 

© Luc Boegly
© Luc Boegly

As numerosas galerias, corredores, passarelas, escadas e áreas de amortecimento de jardins levam em conta a privacidade, mas aumentam as ocasiões de transparência e porosidade visual, assumindo o risco de ir contra um desejo contemporâneo de que os novos edifícios isolem totalmente os ocupantes das vistas externas. O acesso às habitações semi-escavadas é melhorado e facilitado por uma escada central totalmente transparante nas quatro direções cardiais. As pessoas que vivem nas casas convertem-se em uma espécie de espetáculo, que se desprende a medida que o usuário percorre seu caminho, literalmente arremessado aos muitos mundos dos pátios posteriores e pátios menores cheios de destinos diversos.

© Luc Boegly
© Luc Boegly

Inspirando-se nas pitorescas passagens domésticas e passarelas do filme "Mon Oncle" de Jacques Tati, e em ambientes como o de "Janela Indiscreta" de Alfred Hitchcock, o edifício é projetado tanto como uma máquina para viver quanto como uma máquina para ver. Rua, cidade, transeuntes, coração da quadra, vizinhos, tudo é velado e desvelado a medida que o usuário se move pelo local e, com estas fugazes vistas, vivem maiores oportunidades de encontros, potencializando a diversidade e energia que geram os melhores aspectos de viver em uma metrópole.

Axonométrica
Axonométrica
Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: "LESS / AAVP Architecture" [LESS / AAVP Architecture] 11 Mai 2017. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/870940/less-aavp-architecture> ISSN 0719-8906