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  7. MIEC + MMAP / Alvaro Siza + Eduardo Souto de Moura

MIEC + MMAP / Alvaro Siza + Eduardo Souto de Moura

MIEC + MMAP / Alvaro Siza + Eduardo Souto de Moura
© João Morgado
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© João Morgado © João Morgado © João Morgado © João Morgado + 108

  • Coordenadores

    Arq. José Carlos Nunes de Oliveira, Arq. Pedro Guedes Oliveira
  • Colaboradores

    Arq. Blanca Macarron, Arq. Diogo Guimarães, Arq. Ana Patrícia Sobral, Arq. Eva Sanllehí, Arq. Rita Amaral
  • Direção Programática

    Arq. Conceição Melo (CMST)
  • Museologia

    Dr. Álvaro Moreira (CMST)
  • Design Gráfico

    Studio Waba
  • Mais informações Menos informações
© João Morgado
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Croqui
Croqui

Descrição enviada pela equipe de projeto. A presente memória descritiva refere-se ao projeto para a construção do Museu Internacional de Escultura Contemporânea (MIEC) e reabilitação do Museu Municipal Abade Pedrosa (MMAP), que a Câmara Municipal de Santo Tirso pretende realizar no terreno de que é proprietária.

© João Morgado
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Respeitando e seguindo o programa preliminar entregue pela Câmara, a proposta assenta na construção dum edifício novo para albergar o acervo do MIEC e na requalificação do edifício onde neste momento funciona o MMAP. A ligação entre os dois edifícios é pontual e apesar de os ligar funcionalmente, permite mantê-los independentes na forma e linguagem. O objectivo é aceder aos dois Museus por uma entrada comum através do novo edifício. Pretende-se, com esta abordagem, criar um serviço de atendimento único –Átrio- com acesso aos dois Museus que, apesar de terem programas distintos, partilham algumas áreas em comum.

© João Morgado
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MIEC

O terreno para a construção do MIEC tem uma área de 2156.83 m2 e confronta a:

_ Norte, Misericórdia de Santo Tirso (Escola Profissional Agrícola Conde S. Bento) e Município de Santo Tirso (Museu Municipal Abade Pedrosa)
_ Sul, com a Rua Unisco Godiniz;
_ Poente, com a Rua Unisco Godiniz e com o Largo de acesso ao Museu Municipal Abade Pedrosa;
_ Nascente, Misericórdia de Santo Tirso (Escola Profissional Agrícola Conde S. Bento).

© João Morgado
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A implantação do novo Museu teve em conta o sítio de excepção em que se situa, bem como a definição e adaptação à envolvente e ao Mosteiro de S. Bento, edifício no qual se situa atualmente o Museu Municipal Abade Pedrosa. 

© João Morgado
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Corte
Corte

O Mosteiro de S. Bento definiu desde o início as premissas da volumetria do novo Museu. O novo edifício encontrou o limite inferior da cornija do Mosteiro como a sua cota máxima, de modo a não perturbar nem a sobrepor-se a este edifício histórico com o qual terá que estabelecer uma relação de continuidade física. Esta ligação é feita através de um “braço” que parte do volume principal. Para esta ligação se realizar, será demolido o anexo aí existente que, a nosso ver, não dignifica a imagem do Mosteiro de S. Bento.

© João Morgado
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Croqui
Croqui

A definição da volumetria proposta resultou da intenção de delimitar o Largo de acesso ao novo e simultaneamente ao Antigo Museu. A partir desta premissa, o Novo Museu desenvolve-se paralelamente ao muro existente a Norte, libertando a Sul a zona de passeio que confronta com a Rua Unisco Godiniz.

© João Morgado
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A disposição do edifício paralelo ao muro Norte/Nascente, resolve:

- A transição de cotas entre a base de ambos os edifícios no confronto com a Misericórdia de Santo Tirso;
- Reposição da ligação anulada entre a Misericórdia de Santo Tirso e Rua Unisco Godiniz;
- Criação de um caminho de emergência contra incêndios desde o piso -1 à via pública;
- Introdução de iluminação natural aos espaços de exposição no piso -1.

© João Morgado
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O esquema adotado para a Implantação ganha particular sentido na organização funcional do Museu. A partir da entrada principal, voltada para o antigo Museu, acedemos ao átrio que estabelece a ligação com o Museu Abade Pedrosa, com a recepção e com os acessos verticais. As cotas de pavimento têm continuidade com as do Mosteiro de S. Bento.

No piso térreo desenvolvem-se no seguimento do átrio e por esta ordem:

-          A loja em contacto direto com o átrio;
-          A cafetaria e respectivos serviços (copa e sanitário);
-          A administração (gabinete, sala de reuniões e sanitário).

© João Morgado
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Croqui
Croqui
Fachada
Fachada

-          O centro de documentação que funciona simultaneamente como área de exposição e centro informático. Esta divisão tem uma saída de emergência para o largo da Capela, pela entrada de serviço do edifício;

Corte
Corte

-          E no culminar deste percurso encontra-se a entrada de serviço do edifício, onde se localiza o elevador monta-cargas que transporta os conteúdos a cota da rua à zona de armazém/arquivo que serve as salas de exposição piso -1.

No piso –1 desenvolve-se:

-          A segunda área expositiva polivalente funciona como área de exposições temporárias e atividades performativas. Esta opção prende-se com o fato de no piso –1 o contato com o exterior ser possível apenas do lado Norte. Deste modo repartiu-se este espaço em 3 salas abertas ao público, todas servidas por luz natural;

Corte
Corte
© João Morgado
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-          A área de estudo e lazer (onde se desenvolvem os serviços educativos) entre duas salas de exposição é voltada a Norte com constante iluminação natural;
-          Os sanitários públicos na extremidade Sul/Poente;
-          A área técnica e de arquivo que comunica com o piso térreo através de um monta cargas;

© João Morgado
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No subsolo, destacada da área de implantação do MIEC e do lado Nascente da Capela, localiza-se a sala técnica reservada às instalações mecânicas do edifício. A opção de distanciamento e implantação da sala técnica abaixo da cota de rua, procura minorizar a perturbação visual e de ruído produzido pelas máquinas junto à Capela e aos edifícios dos museus.

© João Morgado
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Construtivamente o novo Museu é constituído por paredes de betão (concreto) revestido pelo interior com gesso cartonado de alta densidade (exigidas nas salas de exposição); na face exterior será usado o sistema ETICS em base de lã mineral de alta densidade, revestido com reboco liso reforçado e pintado a branco, tal como a envolvente com a qual se confronta. Um lambrim de granito, define o embasamento, também visível nos edifícios existentes.

As paredes interiores serão em tabicaria metálica de gesso cartonado de alta densidade. As paredes interiores são protegidas, na sua maioria, por um lambrim de Mármore nas zonas de público, ou por um rodapé em Mármore nas zonas expositivas. Nas zonas técnicas ou de serviço as paredes são protegidas por um lambrim de madeira até a altura da padieira das portas.

© João Morgado
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As lajes são mistas, em betão armado sobre perfis de ferro. À excepção das zonas técnicas e de serviço onde foi aplicado pavimento auto-nivelante ou granito, o material usado no pavimento é mármore. Todas as áreas serão devidamente impermeabilizadas e isoladas termicamente. Os pavimentos exteriores impermeabilizados serão em granito amarelo caverneira. As caixilharias serão em madeira com vidro duplo. A cobertura do MIEC exposta visualmente às cotas altas da cidade será alvo de um tratamento de superfície com recurso a um revestimento vegetal de baixo perfil, desenvolvido através de uma sobreposição de mantas e camadas que proporcionarão em primeiro lugar nutrientes e a manutenção de umidade constante às espécies, e em segundo lugar a impermeabilização e isolamento térmico. Esta opção prende-se também com a necessidade de identificar e diferenciar o novo do antigo.

© João Morgado
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MMAP

© João Morgado
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O Museu Municipal Abade Pedrosa encontra-se instalado na antiga hospedaria do Mosteiro de S. Bento, edifício que integra o conjunto patrimonial designado por – Mosteiro de S. Bento, imóvel classificado como Monumento Nacional.

© João Morgado
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O edifício encontra-se implantado na face norte da cidade de Santo Tirso, junto ao rio Ave, e confronta a:

- Oeste, o Largo Abade Pedrosa, que configura o adro da Igreja e o edifício conventual;
- Sul, a Rua Unisco Godinis;
- Este, uma via de acesso à Adega pertencente à atual escola agrícola.

Corte
Corte

O edifício tem dois pisos, embora só o piso superior, à cota da rua Unisco Godinis, pertence ao Museu. De planta retangular e desenvolvimento longitudinal, é configurado a Oeste por um corredor de circulação que ocupa todo o comprimento do edifício e a Este por várias salas de dimensões diferentes e com ligações pontuais entre si. O acesso às salas é realizado através do corredor por várias portas, por vezes mais do que uma por sala.

Corte
Corte

O edifício, de alvenaria de granito, apresenta os paramentos rebocados com uma argamassa de saibro, pintados a branco, mantendo-se o granito aparente nos elementos estruturantes do edifício, caixilharias, pilares, fenestrações, entablamentos, etc.

O alçado Oeste, de dois pisos, exibe portas e janelas no piso superior, alinhadas por aberturas no piso térreo por meio de painéis de recorte serpentino. As janelas do andar superior, mais trabalhadas, apresentam frontões vazados e interrompidos, interior e exteriormente delimitados por linhas contra-curvadas. O alçado Este, mais modesto exibe janelas retangulares com frontões trifoliáceos, vazados, interrompidos por pilastras retangulares. O Alçado Sul tem um frontão muito realçado, onde se inscreve um monumental brasão da Ordem de S. Bento. Simétrica à janela existente, no lugar da porta de entrada do atual museu e a enquadrar o brasão, existiu uma outra janela trifoliácea de igual recorte. Em 1842, no decurso de obras de adaptação, resultou a destruição dessa janela bem como a construção dum pequeno acrescento no topo este da fachada, cujas características arquitetônicas desvirtuaram a simetria rigorosa da composição original.

© João Morgado
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A cobertura do edifício é composta por um telhado de duas águas, em telha cerâmica, suportada por uma estrutura de madeira de castanho.

© João Morgado
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A proposta de intervenção assenta em dois princípios:

 - Preservar as características arquitetônicas do edifício existente e repor os elementos que devolvam a sua composição original;
 - Dotar o equipamento de estruturas necessárias ao regular funcionamento, designadamente no que concerne às questões decorrentes da aprovação do Plano de Segurança, às condições de acolhimento do público e às condições expositivas da galeria de exposições temporárias e permanentes.

Para tal propõe-se as seguintes intervenções:

- Organização funcional em quatro áreas principais:
  1 – um primeiro espaço intermédio entre os dois museus, com recepção, instalações sanitárias de apoio e acesso à área técnica a localizar na cobertura;
  2 – um corredor de circulação com uma área destinada à exposição multimédia e acessos a todas as salas do museu;
  3 – um auditório para 56 pessoas, com mobiliário móvel de forma a permitir a flexibilidade da sala;
  4 – 7 salas de exposição, atravessadas por um percurso, alternativo ao corredor, com um móvel expositivo (vitrina) por sala. 

Estas vitrinas servem simultaneamente como móvel expositivo, armazenamento, espaço necessário para acesso a áreas técnicas (quadros de coletores do pavimento radiante) e como elemento de suporte à iluminação das salas.

Maquete
Maquete

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Cita: "MIEC + MMAP / Alvaro Siza + Eduardo Souto de Moura" [MIEC + MMAP / Alvaro Siza + Eduardo Souto de Moura] 03 Jun 2016. ArchDaily Brasil. (Trad. Delaqua, Victor) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/788825/miec-plus-mmap-alvaro-siza-plus-eduardo-souto-de-moura> ISSN 0719-8906

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