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Instituto de Biotecnología TecniA / Augusto Quijano Arquitectos

Instituto de Biotecnología TecniA / Augusto Quijano Arquitectos
Instituto de Biotecnología TecniA / Augusto Quijano Arquitectos, © Roberto Cárdenas Cabello
© Roberto Cárdenas Cabello

© Tamara Uribe © Tamara Uribe © Tamara Uribe © Tamara Uribe + 43

© Tamara Uribe
© Tamara Uribe

Descrição enviada pela equipe de projeto. O edifício de Biotecnologia implanta-se no campus da Universidade Anáhuac Mayab, para a pesquisa e desenvolvimento de empresas que buscam alternativas para projetos de energias renováveis.Pelas condições de vento e radiação solar particularmente boas na Península de Yucatán, a região apresenta necessidades muito específicas de investigação, dentro de um marco internacional muito dinâmico de inovação e desenvolvimento.

A primeira etapa realiza-se atualmente abrigando laboratórios e espaços para empresas que se apoiam nas pesquisas que desenvolve a Universidade de Mayab.

Emplazamiento
Emplazamiento

Planta 1er Nivel Fachadas Planta 2do Nivel Planta Conjunto + 43

O conjunto

Localizado no extremo oeste do Campus, num terreno determinado para contar com crescimento futuro, o edifício busca impactar o menos possível no espaço. É uma edificação linear, delgada, orientada norte-sul, para aproveitar melhor a iluminação e ventilação. A ordem e a geometria buscam recuperar o traço marcado pelo Plano Diretor e relacionar o espaço aberto e os caminhos com o novo edifício, que será a continuação desses.

© Tamara Uribe
© Tamara Uribe

A composição que se consegue com dois únicos elementos, os laboratórios e os espaços de trabalho como um volume central, e as circulações perimetrais que permitirão conexões futuras com outras edificações, resultam num ambiente totalmente fresco e ventilado.

As circulações horizontais não somente articulam os elementos da composição, mas resolvem uma série de continuidades com o conjunto da universidade. Organizam as perspectivas e ordenam o espaço, tanto o aberto exterior, como o interior.

Planta Baixa - Térreo
Planta Baixa - Térreo

O novo edifício é implantado na ponta do conjunto, gerando uma nova fachada que continua do trajeto existente marcado pelos caminhos dos edifícios do campus. A articulação com o resto do conjunto é conseguida através das circulações. Lê-se o edifício como pequeno de longe. Ele é permeável às visuais e se insere no conjunto de maneira leve.

O partido arquitetônico

O Instituto de Biotecnologia continua esse mesmo princípio de edifícios lineares orientados corretamente onde busca-se capturar a luz uniforme do norte e cortar e proteger-se do isolamento do sul. O novo edifício é desenvolvido em três níveis. O esquema surge ao diferenciar as atividades do programa arquitetônico.

© Tamara Uribe
© Tamara Uribe

As circulações horizontais perimetrais enlaçam as diferentes partes do programa e permitem futuros ajustes e mudanças na organização sem perder a ordem planejada. A escada principal articula todos os níveis e localiza-se na parte central do edifício.

Em planta baixa localizam-se os laboratórios, os escritórios da direção e serviços de apoio como a cafeteria e espaços de reunião, como um auditório subdivisível. No primeiro nível encontram-se os espaços para as empresas pequenas, e no último, localizam-se as maiores.

Cortes
Cortes

A organização interna dos edifícios surge da análise das atividades. Vai desde o mais público ao menos. Do exterior ao interior, do aberto ao fechado.

O tratamento formal

Em relação ao tratamento formal, as fachadas representam a organização que, sem perder a unidade arquitetônica, busca destacar suas diferentes funções. Uma só linguagem: 

© Tamara Uribe
© Tamara Uribe

© Roberto Cárdenas Cabello © Tamara Uribe Cortesía de Augusto Quijano Arquitectos © Tamara Uribe + 43

A linguagem formal se dá por meio de brises perpendiculares à vista conseguindo uma leitura de massa e permitindo total ventilação e iluminação. O tratamento formal faz com que o conjunto seja percebido como muito leve, permitindo que se suba de maneira natural, acentuando seu caráter público. Sua leitura em perspectiva é percebida como uma pirâmide que está configurada por meio de duas paredes inclinadas, em alusão à arquitetura pré-hispânica. 

As paredes inclinadas correspondem à área de escritórios e espaços de apoio, Com os brises salientes em sentido contrário e verticais à zona de pesquisa. Essa leitura dupla define claramente o programa arquitetônico e é um gesto de receber e responder ao Campus.

No extremo oeste da planta baixa está localizado o auditório, fechado e com um tratamento a base de um par de brises inclinados, refletindo dessa maneira o tratamento formal do programa arquitetônico.

Fachadas
Fachadas

A inclinação da fachada leste produz um espaço de jardim que serve para proteger do sol, conformando um ambiente fresco e ventilado no interior. Aproveita os ventos dominantes do leste e os direciona às circulações. Os níveis são recuados gerando terraços jardins que se abrem ao campus, contidos por treliças pré-fabricadas de concreto que acentuam a geometria.

A fachada norte se desenvolve de igual modo, através de brises a cada 7,20 m, somente no sentido vertical. Na fachada sul os brises estão a cada 3,60 m. A estrutura é a linguagem formal do conjunto conseguindo unidade arquitetônica e construtiva.

A intenção básica no aspecto construtivo foi resolver o projeto de forma modulada, permitindo uma racionalização do processo construtivo, o que se reflete numa economia dos recursos empregados para a edificação.

© Tamara Uribe
© Tamara Uribe

Propôs-se  o uso do concreto aparente por sua baixa manutenção, desenvolvido por meio de elementos pré-fabricados que proporcionam rapidez na execução e menor armazenagem de materiais para evitar transtornos à vida diária da Universidade.

A solução estrutural está vinculada diretamente à composição geral do edifício. Esta integração é estabelecida mediante a modulação rigorosa do projeto com módulos a cada 90 cm. Com isso, alcançam-se módulos estruturais de 7,20 m x 10,80 m.

Materiais

Para a seleção dos materiais e acabamentos, levou-se em consideração as características do entorno existente, de tal modo que seja mais uma qualidade que permita a integração do edifício com o restante do campus.

Escantillones
Escantillones

O critério para o emprego de materiais é utilizá-los de forma contemporânea, a partir do concreto aparente como elemento expressivo principal, e que configuram o tratamento formal do edifício, mesmo que estejam relacionados através do módulo compositivo que se expressa nas fachadas por meio dos brises que ordenam o tratamento. O módulo governa todos os elementos tanto da fachada como da planta.

A imagem parte da mesma ideia de representar a arquitetura do Campus, com atitude e linguagem contemporâneas, 30 anos após a construção do primeiro edifício de salas de aula da Universidade de Mayab.

© Roberto Cárdenas Cabello
© Roberto Cárdenas Cabello

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Sobre este escritório
Augusto Quijano Arquitectos
Escritório
Cita: "Instituto de Biotecnología TecniA / Augusto Quijano Arquitectos" [TecniA Instituto de Biotecnología / Augusto Quijano Arquitectos] 09 Set 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Souza, Eduardo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/773234/instituto-de-biotecnologia-tecnia-augusto-quijano-arquitectos> ISSN 0719-8906