
O curso São Paulo e Territorialidade, que o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc realiza de 11 de setembro a 3 de outubro, não se propõe a recontar a já bastante conhecida história de São Paulo – a transformação do pequeno povoado de onde partiam os Bandeirantes em uma das maiores metrópoles do mundo - , mas mostrar, por meio de mapas e iconografia, como se deu este crescimento e o grande impacto no território proporcionado pela cidade que “nunca para”, propondo uma observação de como a cidade construiu seu território urbano, destruindo o geográfico.
Ministrado por Jorge Bassani, Mestre e Doutor em Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP), o curso tem como ponto de partida, a região do Rio Tamanduateí próxima ao Centro, a Várzea do Carmo, hoje Parque Dom Pedro II, cuja história é uma síntese do modelo de crescimento da cidade: várzea natural do rio; depois drenada para uso do solo urbano; depois parque aprazível para a classe trabalhadora instalada no Pari, Brás e Mooca; depois terminal de ônibus vindos da já imensa Zona Leste; depois terra arrasada ou subsolo de viadutos e vias expressas. Tudo isso em pouco mais de 100 anos - um laboratório dos grandes equívocos urbanísticos do século XX.
