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Casa Varatojo / Atelier Data

  • 12:00 - 9 Julho, 2014
Casa Varatojo / Atelier Data
Casa Varatojo / Atelier Data, © Richard John Seymour
© Richard John Seymour

© Richard John Seymour © Richard John Seymour © Richard John Seymour © Richard John Seymour + 29

  • Arquitetos

  • Localização

    Torres Vedras, Portugal
  • Arquitetura

    Atelier Data
  • Autores

    Filipe Vogt Rodrigues, Inês Maia Vicente, Marta Mateus Frazão
  • Equipe de projeto

    Filipe Rodrigues, Inês Vicente, Marta Frazão, André Almeida, António Cotrim
  • Área

    380.0 m2
  • Ano do projeto

    2013
  • Fotografias

Dos arquitetos: A casa Varatojo se localiza numa colina a leste da cidade de Torres Vedras, Portugal. Implantada num lote de configuração poligonal e atendendo simultaneamente à orientação solar (norte/sul) e do vento predominante do norte, a estratégia de desenho considerou os seguintes aspectos:

© Richard John Seymour
© Richard John Seymour

  • Exploração da relação entre construção e paisagem, tirando partido da posição elevada do lote em relação à cidade de Torres Vedras, seu Castelo e imediações;
  • Promoção das relações de complementaridade e interdependência entre a casa e o jardim, criando intensas relações visuais entre o interior e o exterior;
  • Criação de relações de transversalidade entre o lado norte - (vista) e o lado sul - (espaço de estar abrigado), através principalmente do “espaço piscina” no piso -1 e da modelação do terreno no Jardim;
  • Reutilização de materiais numa lógica distinta ao uso tradicional, de que são exemplo as sulipas (antigas linhas de caminho de ferro) introduzindo um certo experimentalismo e novidade na forma como estes se aplicam e reciclam;
  • Promoção no Jardim do potencial da vegetação autóctone encontrada na envolvência da área de intervenção.

Conceito

Diagrama 2. Image Cortesia de Atelier Data
Diagrama 2. Image Cortesia de Atelier Data

A volumetria da casa resulta de um gesto em espiral cujo desenho tira partido da configuração do lote. Optou-se pela construção de um limite, uma espécie de linha que ganha progressivamente corpo e espessura para alojar o programa de habitação.

Este gesto inicia-se com a rampa de acesso ao lote e culmina no lado oposto com a edificação alcançando dois pisos, reforçando-se também a partir do perfil da casa o gesto em espiral.

A estratégia de desenho adotada permitiu criar um espaço de estar a sul, abrigado dos fortes ventos da região, precipitando igualmente a construção sobre a paisagem a norte. 

© Richard John Seymour
© Richard John Seymour

Programa

Do ponto de vista funcional, o programa distribui-se em três pisos. O piso 0 centraliza a maior parte do programa. Nele localizam-se as áreas sociais - cozinha, sala de estar e jantar - entendidos como um único espaço aberto e continuo, reforçado pelo plano da cobertura. Ainda neste piso localiza-se a zona dos quartos (de acesso mais restrito) - quarto de visitas e quartos das crianças onde uma sala comum destinada à brincadeira e ao estudo faz a mediação entre estes dois espaços. 

No piso 1 localiza-se o quarto principal rematado a norte por uma profunda varanda que se precipita sobre a cidade de Torres Vedras, e a sul por um jardim que é pano de fundo da casa de banho. Ainda neste piso e aproveitando a inclinação da cobertura, localiza-se uma biblioteca / zona de trabalho que é mezanino sobre a sala de estar e jantar.

© Richard John Seymour
© Richard John Seymour

No piso -1 a piscina é o espaço central através do qual se promovem as relações de atravessamento entre o lado norte e sul, entre a vista e o jardim, refletindo-se sobre o espelho de água a envolvente exterior. 

© Richard John Seymour
© Richard John Seymour

Materialidade

Optou-se por um lado pelo uso de materiais e revestimentos tradicionais, como materiais cimentícios, reboco, madeira e cortiça, e por outro considerou-se o reuso das tábuas de madeira numa lógica distinta do seu uso convencional, introduzindo uma certa inovação e experimentação na procura de novas possibilidades de aplicação de materiais. 

© Richard John Seymour
© Richard John Seymour

Vegetação: Plasticidade e Elasticidade

Define-se um pequeno bosque de Quercus faginea subssp.broteroi (Carvalho-português). A escolha dominante de vegetação autóctone para o jardim (arbórea, arbustiva e herbácea) permite respeitar as características edafoclimáticas do lugar, criando um sistema ecológico integrado na Paisagem da Região (Genius loci).

© Richard John Seymour
© Richard John Seymour

Na encosta do lado norte, formações subarbustivas e arbustivas – os matos, neste caso designados de Carrascais, aparecem num substrato calcário. Expostos ao vento, os carrascais amoitados têm como principais intervenientes o carrasco (Quercus coccifera) e a aroeira (Pistacia lentiscus) que se associam a diversas espécies tais como: o sanguinho das sebes (Rhamnus alaternus); o trovisco (Daphne gnidium); a estevinha (Cistus salvifolius); o tojo-gatunha (Ulex densus); a salsaparrilha-do-reino (Smilax aspera) e a madressilva-caprina (Lonicera etrusca). No lado sul abrigado, surge o Carvalho-português; os arbustos-arborescentes como o folhado (Viburnum tinus); o pilriteiro (Crataegus monogyna); o loureiro (Laurus nobilis) e no estrato herbáceo as folhas- de-Acanto (Acanthus mollis) e os lírios amarelos (Iris pseudacorus)

Planta do térreo. Image Cortesia de Atelier Data
Planta do térreo. Image Cortesia de Atelier Data

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Sobre este escritório
Cita: "Casa Varatojo / Atelier Data" 09 Jul 2014. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/623614/casa-varatojo-atelier-data> ISSN 0719-8906

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