
Até 19 de março, escritórios de arquitetura de todo o país podem apresentar projetos para a Casa da Mulher Indígena (CAMI). O Concurso Público, requerido pelo Ministérios das Mulheres (MMulheres), visa à criação de espaços adequados e humanizados para acolher integrantes dos povos indígenas vítimas da violência de gênero. É resultado de um convênio estabelecido pelo Ministério com o Laboratório Mulheres, Arquitetura e Território - LAB Mulheres, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), e será organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento Distrito Federal. O edital foi lançado no dia 26 de janeiro, durante cerimônia no Centro de Convivência Multicultural dos Povos Indígenas da Universidade de Brasília (MALOCA/UnB), em Brasília.
O objeto do Concurso é uma Proposta de Ideias de Arquitetura em nível de Estudo Preliminar. Poderão formalizar propostas profissionais regularmente inscritos no CAU. A organização recomenda a participação de mulheres arquitetas e urbanistas nas equipes, especialmente na função de responsáveis técnicas. Pelo menos uma mulher indígena também deverá compor o coletivo, uma exigência que tem o objetivo de valorizar o conhecimento e a experiência e assegurar trabalhos alinhados às culturas indígenas e suas especificidades. O programa de necessidade terá tradução para o idioma Yanomami.
