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Casa Andresen / Nuno Valentim e Frederico Eça Arquitectos

Casa Andresen / Nuno Valentim e Frederico Eça Arquitectos
Casa Andresen / Nuno Valentim e Frederico Eça Arquitectos, © João Ferrand & Mariana Themudo
© João Ferrand & Mariana Themudo

© João Ferrand & Mariana Themudo

1ª Fase de Reabilitação da casa e estufas – Jardim Botânico do Porto

A celebração do centenário da Universidade do Porto e a possibilidade de receber a importante exposição internacional A Evolução de Darwin sobre a sua vida e obra proporcionaram esta reabilitação, estendendo a intervenção às estufas concebidas nos anos 60 por Karl Franz Koepp.

Antes © João Ferrand & Mariana Themudo

No que se refere à Casa, o Programa procurava essencialmente:

  • -Resolver as inúmeras patologias, degradações existentes e intervenções desajustadas realizadas no edifício ao longo do tempo;
  • - Configurar um percurso expositivo lógico resolvendo os problemas de circulação vertical (articulação entre pisos e acessibilidade a cidadãos com mobilidade condicionada);
  • - Reformular as funções indispensáveis de apoio a um equipamento desta natureza, como instalações sanitárias, cafetaria e áreas técnicas;
  • - Melhorar os níveis de conforto infraestrutural (térmico, acústico, de segurança, etc.).
Corte 1

Atendendo às condicionantes de financiamento, a operação de reabilitação deveria ser de baixo custo e ser realizada num prazo extremamente reduzido – seis meses para projecto/concurso e seis meses para obra.

Planta pavimento térreo

Outro pressuposto programático era portanto o seu faseamento, que passaria por realizar as obras indispensáveis para receber a exposição numa 1ª fase seguindo-se uma 2ª fase de projectos, concursos e financiamentos destinados à futura Galeria da Biodiversidade.

© João Ferrand & Mariana Themudo

Face aos valores identificados, as intervenções foram direccionadas aos pontos críticos programáticos e construtivos. As operações necessárias foram sobretudo de demolição pontual, reorganização de espaços e reparação/recuperação com construção localizada para resolução de problemas funcionais e construtivos. A necessidade de criar um percurso no interior da Casa com uma lógica adaptada à acessibilidade de visitantes das exposições, tornou-se o fio condutor da intervenção arquitectónica.

© João Ferrand & Mariana Themudo

Associou-se à pequena escada existente na ala nascente o espaço contíguo que continuaria a funcionar como átrio ao longo dos três pisos. Introduziu-se igualmente uma nova escada e um novo elevador – aproveitando a demolição de uma prumada de instalações sanitárias construídas em betão armado nos anos 50 com inúmeros problemas funcionais e construtivos – de forma a tornar a ligação entre pisos mais contínua e acessível. Através de um postigo existente no piso térreo semi-enterrado foi igualmente possível criar um acesso directo do novo átrio ao exterior evitando escadas.

Corte 2

As restantes funções de apoio como as instalações sanitárias, a cafetaria e as áreas técnicas situam-se igualmente no piso inferior. Esta relocalização permitiu abrir a casa ao jardim – a cafetaria tira assim partido de uma relação mais próxima e franca com o exterior. Note-se que, apesar destas alterações, apenas um terço da cave foi intervencionado ficando a restante área destinada a armazenagem e reserva nesta fase, aguardando os próximos programas.

© João Ferrand & Mariana Themudo

Tendo-se verificado ser prioritária a intervenção na cobertura, fonte de inúmeras anomalias, optou-se neste caso por introduzir elementos de melhoria do desempenho de estanquidade e térmico, facilitando igualmente o acesso aos desvãos dos vários módulos da cobertura. Foram também realizadas as principais redes com a menor intrusividade possível (electricidade, segurança, águas, gás e aquecimento) e optou-se por sistemas portáteis de iluminação e humidificação/desumidificação nas exposições a ocorrer nesta fase. Todos os restantes trabalhos no interior foram sobretudo de recuperação dos materiais de revestimento e pinturas.

© João Ferrand & Mariana Themudo

No exterior e atendendo ao razoável estado de conservação das caixilharias apenas se procedeu a uma pintura geral provisória das fachadas e ao arranjo da faixa ajardinada em contacto directo com a Casa. A cor avermelhada “de borra de vinho verde tinto” referida por descendentes da família Andresen, verificou-se através de ensaios de estratificação já ter pertencido à Casa. De resto, esta cor forte que complementa o verde do jardim circundante, contrasta com o interior cuja pintura branca revela a sua nova função expositiva. No hall conseguiu-se ainda recuperar uma faixa com as pinturas originais permitindo ao visitante imaginar o ambiente no início do século XX.

Como notas finais reforçamos a importância que teve o diagnóstico rigoroso para a correcta definição da estratégia de intervenção. Não se trata de reabilitação ‘low-cost’ (como à força muitos pretendem que a reabilitação se designe) mas sim de um projecto que cumpre um tecto orçamental e um prazo de execução, encontrando os valores a preservar e as prioridades na intervenção.

Ficha técnica:

  • Arquitetos:Nuno Valentim e Frederico Eça Arquitectos
  • Ano: 2010
  • Área construída: 4 300 m²
  • Área do terreno: 43 460 m²
  • Endereço: Jardim Botânico do Porto, Rua do Campo Alegre 1191 Porto Portugal
  • Tipo de projeto: Cultural
  • Operação projetual:Reforma
  • Status:Construído
  • Materialidade: Madeira e Vidro
  • Estrutura: Pedra e Metal
  • Localização: Jardim Botânico do Porto, Rua do Campo Alegre 1191, Porto, Portugal
  • Implantação no terreno: Isolado

Equipe:

  1. Arquitectura: Nuno Valentim Lopes, Frederico Eça
  2. Colaboradores: Maria Ana S Coutinho, Rui Valentim, Pedro Costa, Nuno Borges
  3. Consultoria de Design: Luís Mendonça
  4. Consultoria de Restauro: António Vasques
  5. Paisagista: Paulo Farinha Marques
  6. Especialidades: Prof. Eng. Vasco Peixoto de Freitas; Prof. Eng. Aníbal Costa, Raul Bessa (GET), Raul Serafim
  7. Fiscalização: Sopsec
  8. Empreiteiro geral: Novopca
  9. Fotografia: João Ferrand & Mariana Themudo
  1. Dono da Obra: Universidade do Porto
  2. Construção: 2011
  3. Área de Implantação: 845 m2

Sobre este escritório
Cita: Jorge Alves. "Casa Andresen / Nuno Valentim e Frederico Eça Arquitectos" 18 Jun 2012. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/54555/casa-andresen-nuno-valentim-e-frederico-eca-arquitectos> ISSN 0719-8906

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