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Prêmio Secil Universidades – Arquitetura: Mercado Multicultural na Cova da Moura / Ricardo Carreiro

Prêmio Secil Universidades – Arquitetura: Mercado Multicultural na Cova da Moura / Ricardo Carreiro
Prêmio Secil Universidades – Arquitetura: Mercado Multicultural na Cova da Moura / Ricardo Carreiro, Fotomontagem - Vista Áerea
Fotomontagem - Vista Áerea

O Prêmio Secil Universidades tem como objetivo incentivar a qualidade do trabalho acadêmico e o reconhecimento público de jovens oriundos das Escolas de Arquitectura e Engenharia Civil portuguesas. São atribuídos 5 prêmios na categoria arquitetura. Abaixo um dos vencedores da edição 2011: Arquitetura: Mercado Multicultural na Cova da Moura/ Ricardo Carreiro.

O permanente estrangulamento provocado pelas principais artérias viárias da cidade torna-se um fator determinante na complexa morfologia urbana e nas próprias relações sociais do Bairro de génese ilegal da Cova da Moura. Pois é longe da realidade da cidade moderna que surge um sentido comunitário com a autonomia necessária para se catapultar no que havia sido esquecido ou ignorado pela nova ideologia urbana das periferias. Ao contrário do que sucedeu no concelho da Amadora no início dos anos 70, o bairro adquiriu uma identidade que depressa transformou cruzamentos e largos em espaços de grande relevância social e mesmo cruciais na vida dos seus habitantes.

Esquema conceitual

Dispondo das mais diversas atividades comerciais, onde grande parte dos equipamentos, serviços, atividades educacionais e culturais surgiram a partir da iniciativa dos próprios moradores tornando-o quase independente no seu funcionamento elementar. É de forma consciente e refletiva que somos levados a descodificar toda essa estrutura, as culturas e vivências implicadas para que fosse possível interpretar o existente e de uma forma mais objetiva agir onde o bairro mais urge.

Organigrama funcional

Um desses locais destaca-se por uma construção muito precária, desorganizada e tão densa que toca os limites da insalubridade. Este ponto geográfico da Cova da Moura, encontra-se no limite do território do bairro a nordeste que faz fronteira entre a Av. Da República e a Rua do Alecrim. Outrora a antiga depressão causada pela exploração da pedreira que deu nome ao bairro, este local apresenta uma fraca permeabilidade do terreno, uma fraca exposição solar e a sua urbanização mais tardia resultou num pedaço urbano muito peculiar, mas não se trata apenas de intervir numa zona degradada. O facto de se situar num local de transição entre o exterior e o interior do bairro, torna este um local chave na tentativa de resolver fluxos e quebrar limites.

Implantação

Questões importantes relativas à topografia do território e à sua resolução neste contexto torna-se de alguma forma uma das grandes características genéticas do projeto, praticamente integrante no conjurar dos espaços que a ela se agrega e desenvolvem procurando absorver o declive do território.
Seria também importante que este desenvolvimento ascendente de tecido urbano mantivesse a complexidade digna a que a população do bairro está habituada nas componentes mais básicas que o espaço público sempre ofereceu. Incorporando em si pequenos espaços que funcionam ou funcionaram como extensões das habitações no convívio e nas tarefas domésticas, permitindo assim uma circulação fluida e confortavelmente familiar.

Planta Térreo

É ao longo deste percurso controlado que se delapidam volumes maciços de betão, que de  uma forma clara e direta vão tocar então na lógica pre-existente da envolvente evocando o seu perfil e densidade.

Com uma complexa sucessão de espaços interiores que vão fazer um mercado funcionar em permanente intercâmbio entre os vários sólidos de betão, desde a cota mais alta à mais baixa onde a ligação física entre os módulos acontece de uma forma invisível ao olhar a partir do exterior. Permite-se assim uma maior fluidez espacial que ostenta áreas comuns mais amplas  com iluminação vertical possibilitada por alguns dos sólidos de betão, sendo esses o único veículo revelador da forma funcional do edifício a partir do exterior.

Planta 2o. Pavto.

A área de mercado acaba complementando a mobilidade e permeabilidade intrincada do local dando como opção novos níveis de atravessamento, bem como ligações mais práticas e úteis para toda a população. Ao nível funcional, o espaço não se resume somente a um espaço de mercado, o seu desenho mais neutro e bruto deixa ao dispor das comunidades locais várias possibilidades de uso a curto e longo prazo sem este perder a sua performance como espaço dedicado ao social e cultural.

Fotomontagem - Mercado

Ficha técnica:

  • Arquitetos:
  • Ano: 2011
  • Tipo de projeto: Uso Misto
  • Status:Concurso
  • Materialidade: Concreto e Vidro
  • Estrutura: Concreto e Aço
  • Localização: Cova da Moura, Portugal
  • Implantação no terreno: Isolado

Equipe:

  1. Aluno: Ricardo Carreiro
  2. Orientadores: Doutor Arqº Pedro Tormenta Pinto e Doutor Arqº Gonçalo Byrne

Sobre este autor
Joanna Helm
Autor
Cita: Joanna Helm. "Prêmio Secil Universidades – Arquitetura: Mercado Multicultural na Cova da Moura / Ricardo Carreiro" 09 Mar 2012. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/37296/premio-secil-universidades-arquitetura-mercado-multicultural-na-cova-da-moura-ricardo-carreiro> ISSN 0719-8906