Favela Nova Jaguaré - Setor 3 / Boldarini Arquitetura e Urbanismo

Favela Nova Jaguaré - Setor 3 / Boldarini Arquitetura e Urbanismo

© Daniel Ducci© Daniel Ducci© Ligia Miranda© Daniel Ducci+ 13

  • Arquitetos: Boldarini Arquitetos Associados
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  15955
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2012
  • Fotógrafo Fotografias:  Daniel Ducci
  • Painéis:Maurício Adnolfi
  • Estrutura:Somatec Engenharia
  • Drenagem, Terraplenagem, Geotécnica E Fundação:Geobrax Engenharia
  • Instalações:Unika Projetos e Instalações Elétrica / Terni Engenharia
  • Iluminação Pública:Arruda
  • Gerenciamento De Obras:Consórcio Bureau-Pri
  • Gerenciamento Social:Diagonal Transformação de Territórios
  • Execução Das Obras:Schahin Engenharia
  • Cliente:Prefeitura do Município de São Paulo, Secretaria Municipal de Habitação – SEHAB
  • área Do Terreno Praça:15740 m²
  • área Do Centro Comunitário:215 m²
  • Arquiteto Responsável:Marcos Boldarini
  • Autores:Claus Bantel, Juliana Junko Pedroso de Melo, Lucas Nobre, Renato Bomfim, Ricardo Falcoski
  • Paisagista:Oscar Bressane
  • Colaboradores:Melissa Matsunaga, Cristiana Salomão, Larissa Reolon dos Santos, Sergio Faraulo
  • Cidade:São Paulo
  • País:Brasil
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© Daniel Ducci
© Daniel Ducci

Descrição enviada pela equipe de projeto. A Favela Nova Jaguaré é uma das ocupações irregulares mais antigas de São Paulo. Registros datam que as primeiras edificações foram construídas no início da década de 1960 sobre terreno destinado à implantação de área verde devido ao parcelamento da gleba promovido pela Companhia Imobiliária Jaguaré.

© Ligia Miranda
© Ligia Miranda

Tendo em vista sua localização e nível de precariedade da ocupação, a área foi objeto de várias propostas e intervenções por parte do poder público. Em especial a área do Setor 3 passou por dois processos de ocupação irregular, tendo sido o segundo ciclo de construções irregulares edificado sobre obras de contenção realizadas no início da década de 1990, o que acabou por resultar novamente em área desprovida de infraestrutura e em condição de risco iminente de deslizamento. 

© Daniel Ducci
© Daniel Ducci

Neste sentido nossa proposta de intervenção se insere no planejamento das ações de urbanização como ação pontual para qualificação urbano-ambiental desse setor da comunidade, com o objetivo de resgatar o caráter público como premissa básica para o conceito do projeto em uma mudança de paradigma do local, caracterizado por sucessivos processos de ocupação e desconstrução, para uma nova condição de apropriação pública, simbólica, lúdica e aglutinadora. 

© Daniel Ducci
© Daniel Ducci

A compreensão de que as intervenções em áreas críticas da cidade, independente da sua localização, escala e necessidades, devem garantir padrões de urbanização adequados ao reconhecimento e acesso a condições mínimas adequadas à moradia guiou o projeto. 

© Daniel Ducci
© Daniel Ducci

O processo de transformação da área, para garantia das condições planejadas, ocorreu a partir da demolição das edificações em situação de risco, viabilizando a construção de estruturas de estabilização geotécnica, e implementação de sistemas de infraestruturas para drenagem pluvial, redes de esgoto, abastecimento de água. 

O projeto foi elaborado interdisciplinarmente conjugando as definições do urbanismo às possibilidades e restrições colocadas pelas diversas engenharias, sempre compreendendo a inserção e articulação com o restante do bairro e suas pré-existências. 

Implantação
Implantação

Como elemento principal do projeto propomos um eixo de circulação que conecta as cotas superiores e inferiores do bairro superando um desnível de 35m, servindo também para articular os diversos níveis conformados pelos patamares onde estão localizados os equipamentos e espaços para as atividades de esporte, lazer e recreação. 

Corte Geral
Corte Geral

Este eixo é marcado por uma série de dispositivos de circulação, como escadas, rampas e passarelas confeccionadas em estrutura metálica, que exploram de maneira lúdica o percurso permitindo que o pedestre desfrute das visuais do Vale do Rio Pinheiros, Pico do Jaraguá e demais cenários que se descortinam a partir daquele local. 

© Daniel Ducci
© Daniel Ducci

O Centro Comunitário, projetado para abrigar um espaço de informática, abriga em sua cobertura uma praça-mirante em concreto, último nível completamente acessível sem a utilização de escadas. Sua localização é estratégica: além de estar no centro da intervenção e permitir o avanço da laje que conforma a praça seca, suas paredes fazem parte da estrutura de contenção dos taludes. 

© Daniel Ducci
© Daniel Ducci

Acessos secundários foram criados para viabilizar novas possibilidades de percurso e conexão com as Ruas e Vielas do entorno e permitir o acesso a veículos de serviços públicos no miolo da quadra anteriormente obstruída pelas ocupações. Compondo a intervenção urbanística encontram-se os murais de Maurício Adnolfi, que tem como conceito enfatizar os níveis da praça a partir da predominância de cores, partindo do amarelo (relação com a terra), passando pelo verde em níveis intermediários (relação com os jardins) e chegando ao azul (numa referência ao céu), dotando de arte o espaço público.

Plantas
Plantas

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Localização do Projeto

Endereço:Favela Nova Jaguaré, São Paulo - São Paulo, Brasil

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Cita: "Favela Nova Jaguaré - Setor 3 / Boldarini Arquitetura e Urbanismo" 12 Mar 2014. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/01-182522/favela-nova-jaguare-setor-3-slash-boldarini-arquitetura-e-urbanismo> ISSN 0719-8906

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