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Pavilhão de Renzo Piano no Museu de Arte Kimbell / Renzo Piano + Kendall/Heaton Associates

  • 17:00 - 27 Novembro, 2013
  • Traduzido por Naiane Marcon
Pavilhão de Renzo Piano no Museu de Arte Kimbell / Renzo Piano + Kendall/Heaton Associates
Pavilhão de Renzo Piano no Museu de Arte Kimbell / Renzo Piano + Kendall/Heaton Associates, © Nic Lehoux
© Nic Lehoux

© Nic Lehoux © Nic Lehoux © Nic Lehoux © Nic Lehoux + 50

  • Comitê executivo

    Bill Lacy
  • Gerente de construção

    Brockette, Davis, Drake, Inc.
  • Engenharia estrutural

    Guy Nordenson and Associates
  • Iluminação

    Arup Lighting
  • Engenharia MEP

    Arup & Summit Consultants
  • Engenharia Civil

    Huitt-Zollars
  • Consultor de Fachada

    Front
  • Paisagismo

    Michael Morgan Landscape Architecture and Pond & Company
  • Consultor de concreto

    Dottor Group, Reg Hough, Capform
  • Design Gráfico

    Pentagram
  • Acústica / Audiovisual

    Harvey Marshall Berling Associates Inc
  • Engenharia Geotécnica

    Henley-Johnston Associates
  • Engenharia de Ventos

    Rowan Williams Davies & Irwin
  • Segurança

    Architects Security Group
  • Design team

    M.Carroll (partner in charge), O.Teke with S.Ishida (partner), Sh. Ishida, M. Orlandi, S. Polotti, D. Hammerman, F. Spadini, E. Moore, A. Morselli, S. Ishida, D. Piano, D. Reimers, E. Santiago; F. Cappellini, F. Terranova (models)
  • Propietário

    Kimbell Art Foundation
  • Custo

    U$135 Millones
  • Mais informações Menos informações
© Nic Lehoux
© Nic Lehoux

Descrição enviada pela equipe de projeto. Cercado por carvalhos e olmos, o pavilhão de 9395 m² de Renzo Piano se ergue como uma expressão de simplicidade e leveza - vidro, concreto e madeira - cerca de 60 metros a oeste do museu abobadado de Louis Kahn, de 1972.

Level B1 Plan
Level B1 Plan

Gallery Facade Section Detail Auditorium Plan Level B1 Labels Planta de situação + 50

A exposição de obras-primas da coleção permanente de Kimbell irá inaugurar o pavilhão. Na galeria sul será apresentada arte europeia, incluindo pinturas de Michelangelo, Caravaggio, Poussin, Rembrandt e Boucher e esculturas de Donatello, Bernini and Houdon. A galeria norte irá exibir excelentes exemplares de arte pré-colombiana e africana, enquanto a galeria oeste irá destacar pinturas, esculturas e cerâmicas do acervo de arte asiática. A coleção europeia permanecerá exposta até janeiro de 2014, antes de retornar para as galerias permanentes do edifício de Louis Kahn. As galerias oeste e norte continuaram a apresentar exemplos importantes de arte asiática, pré-colombiana e africana da coleção.

© Aerial Photography, Inc.
© Aerial Photography, Inc.

Ao mesmo tempo, o edifício de Kahn irá exibir a coleção permanente de arte europeia dos séculos XIX e XX, incluindo pinturas e esculturas importantes de David, Delacroix, Turner, Manet, Monet, Cézanne, Picasso e Matisse. No museu também será vista The Age de Picasso e Matisse: Modern Masters do Instituto de Arte de Chicago, uma exposição que oferece aos visitantes a rara oportunidade de ver muitas das pinturas mais renomadas fora de sua configuração habitual em Chicago. O ícone da arquitetura moderna de Kahn estará em sua melhor forma, tendo passado por uma restauração no último ano.

O Pavilhão de Renzo Piano

© Nic Lehoux
© Nic Lehoux
© Nic Lehoux
© Nic Lehoux

O Pavilhão de Renzo Piano é formado por duas estruturas conectadas por duas passagens de vidro.

A frente, ou ala leste, se abre em um lobby fechado em vidro que leva a duas galerias simples: aqui, vigas de madeira acopladas percorrem de norte a sul, o piso é de carvalho, e as paredes são longas e perfeitas expressões de concreto cinza claro, ou cortinas de vidro. As vigas apoiam uma elegante estrutura de cobertura de aço e vidro, montada acima com abas que controlam o fluxo de luz solar e abaixo com difusores que filtram-na antes que penetre na galeria. Como espaços de exposição de arte, as duas galerias se beneficiam da presença da iluminação natural e, através de suas paredes de vidro, das impressões da mudança externa de luz e clima. A principal função da galeria sul é servir a exposições temporárias; e da galeria norte, expor obras do acervo.

© Nic Lehoux
© Nic Lehoux

“Com esta expansão, pela primeira vez, o Kimbell será capaz de exibir seu pequeno mas extraordinário acervo permanente enquanto simultaneamente apresenta uma diversa seleção de exibições temporárias”, diz Eric M. Lee, diretor do Kimbell. “Preenchemos o Pavilhão de Piano com nossa coleção para celebrar sua inauguração, mas em alguns meses veremos sua primeira exibição temporária, Samurai: Armor da coleção de Ann e Gabriel Barbier-Muller.”

Gallery Facade Section Detail
Gallery Facade Section Detail

Visto a partir da varanda do edifício de Kahn, a ala leste do Pavilhão  transmite uma impressão de leveza: sua entrada recuada de vidro está entre paredes de concreto que definem as galerias norte e sul; uma fina camada de vidro paira sobre o aço pesado e a estrutura de madeira do telhado; e as vigas de madeira acopladas parecem flutuar sobre as paredes externas.

Ao se aproximar do Pavilhão, o visitante percebe sua transparência: através do lobby de vidro o olho percorre as paredes da ala oeste, sob um telhado verde. Aqui, na segunda das duas estruturas, surge a surpresa do pavilhão: um auditório com assentos em vermelho vivo afunda no solo em um palco, que por sua vez é definido em contraste com o pano de fundo de uma luz ampla e profunda bem animada por mudanças nos padrões de iluminação natural, que brilha através de toda a estrutura na direção leste.

© Robert Laprelle
© Robert Laprelle
© Nic Lehoux
© Nic Lehoux

Enganosamente espaçosa, a ala oeste não só acomoda o auditório, mas também abriga a galeria oeste – um pequeno espaço de exposição para obras sensíveis á luz – bem como a biblioteca do Museu e novos espaços de aprendizado.

Lee nota que “em sua combinação de luz e materiais, em sua escala humana e plantas e fachadas tripartidas, o Pavilhão é um contraponto do século XXI à obra moderna clássica de Kahn.” O New York Times descreveu a relação dos dois edifícios como uma “conversa civilizada através dos tempos”.

Mas a relação também é de contraste, notável na escolha de Piano por vigas retas de madeira como um elemento estrutural primário para o telhado, em oposição às abóbadas curvas em concreto de Kahn. Vinte e nove pares de vigas de cobertura laminadas de 30 metros de comprimento atravessam o interior da ala e se estendem para o exterior e balanço. Estas vigas contribuem tanto para o ritmo dinâmico quanto para a sensação de acolhimento, justapostas às grandes superfícies frias de concreto; juntas definem o interior amplamente contínuo, flexível e arejado da ala leste.

Como sempre em seus projetos para museus, Piano continua a experimentar formas de manipular e direcionar luz natural, aqui com um sistema de cobertura notável por sua integração das vigas de madeira como suporte para um sistema de aletas de alumínio que se abrem para norte e painéis solares, instaladas acima de uma superfície de vidro e tecido tensionado. Interna e externamente, Piano manipula a luz e proporciona vistas inesperadas ao inclinar dramaticamente algumas das paredes. Estas paredes também canalizam a luz em dois conjuntos de escadas que conectam os níveis superior e inferior: um deles indo da entrada principal para a garagem subterrânea, e o outro descendo do nível superior para a entrada do auditório.

Como a maioria dos visitantes chegará ao Pavilhão a partir de um novo estacionamento subterrâneo, é provável que sua primeira visão do novo complexo seja o pórtico de entrada magistral de Kahn. Ao colocar sua estrutura de frente para a de Kahn, Piano restabeleceu a supremacia da fachada oeste do museu e sua entrada dramática, mudando a tendência dos visitantes de chegar pela porta leste a um nível abaixo, que Kahn considerava a entrada secundária de seu edifício.

O Novo Campus Kimbell

Além do projeto de expansão de $135 milhões, que inclui a criação de um estacionamento subterrâneo e a renovação do museu de Kahn, no final de novembro visitantes do Kimbell irão encontrar uma nova paisagem projetada para preservar o máximo de espaço possível para gramado aberto, ornamentado por árvores e arbustos.

Os edifícios de Kahn e Piano ocupam quatro acres de espaço público verde. Michael Morgan Landscape Architecture e Pond & Co. projetaram a nova paisagem para estender a visão de Kahn e maximizar espaço verde. O Pavilhão em si foi projetado com este objetivo em mente: seu telhado verde de 1780 metros quadrados, escondido atrás da ala frontal, é conectado  ao gramado ao sul, oferecendo ao público uma ampla relva para descanso e recreação.

Cerca de 320 novas árvores estão sendo plantadas pelo local, incluindo 47 olmos de 10 metros de altura que irão conectar visualmente os edifícios de Piano e Kahn. Estes olmos restabelecerão o padrão de árvores muito benquisto que foi removido para a construção do novo edifício – árvores que outrora se alinhavam a uma rua convertida em um gramado antes da abertura do museu de Kahn em 1972. Além disso, 52 yaupons maduros, cada um medindo 3 a 6 metros de altura, estão sendo plantados no bosque da entrada oeste do edifício de Kahn. Como já há décadas, a sombra das yaupons vai proporcionar uma transição da luz externa para a iluminação mágica do interior do projeto de Kahn.

Um Novo Edifício Verde

Altamente eficiente em energia, com um telhado verde acessível ao público, o Pavilhão irá utilizar metade da quantidade de energia necessária à operação do museu de Kahn.

“Como apenas um terço do interior está acima do solo, o museu terá demandas reduzidas de aquecimento e resfriamento”, disse Renzo Piano. “Dessa forma, é a concepção geral, bem como a tecnologia solar no sistema de cobertura, que gera a economia de energia. É assim que deve ser: projetar para economia de energia não é um “adicional”, mas, ao contrário, a maneira correta de construir”.

A Equipe de Construção

O brilho fresco e sedoso do concreto, um elemento importante do projeto do Pavilhão, foi alcançado sob a supervisão de Dottor Group de Veneza, Itália e Reg Hough de Rhinebeck, Nova York. O concreto foi moldado no local por Capform de Carrollton, Texas. O sistema de vigas de madeira foi projetado em colaboração com Guy Nordenson Associates, de Nova York, como engenheiros estruturais. Os sistemas de vidro foram projetados em colaboração com FRONT, como consultores de fachadas.

O arquiteto executivo é Kendall/Heaton Associates, Inc. de Houston; o gerente de construção é The Beck Group de Dallas/Fort Worth. Os engenheiros mecânicos são Arup Consulting Engineers, Londres, e Summit Consultants, Fort Worth.

O projeto está sendo gerenciado por Paratus Group de Nova York.

O Renzo Piano Building Workshop é o escritório por trás do edifício mais altos da Europa, The Shard – inaugurado em Londres no verão de 2012 a tempo das Olimpíadas – e alguns dos museus mais amados pelo mundo, incluindo três no Texas: The Menil Collection e Cy Twombly Gallery em Houston e o Nasher Sculpture Center em Dallas. No começo deste ano, Piano foi homenageado na Itália, sendo proclamado senador vitalício.

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Renzo Piano Building Workshop
Escritório
Kendall/Heaton Associates
Escritório
Cita: "Pavilhão de Renzo Piano no Museu de Arte Kimbell / Renzo Piano + Kendall/Heaton Associates" [Kimbell Art Museum Expansion / Renzo Piano Building Workshop ] 27 Nov 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Marcon, Naiane) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/155354/pavilhao-de-renzo-piano-no-museu-de-arte-kimbell-slash-renzo-piano-plus-kendall-slash-heaton-associates> ISSN 0719-8906