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A Casa de Vidro / AR Design Studio

  • 21:00 - 7 Outubro, 2013
  • Traduzido por Isabela Costa
A Casa de Vidro / AR Design Studio
A Casa de Vidro / AR Design Studio, © Martin Gardner
© Martin Gardner

© Martin Gardner © Martin Gardner © Martin Gardner © Martin Gardner + 16

Descrição enviada pela equipe de projeto. Não é todo dia que um corpo é encontrado enterrado em seu canteiro de obras, mas em uma manhã de verão em 2012 isto aconteceu enquanto construtores colocavam as fundações para o mais recente projeto dos vencedores do Prêmio RIBA, AR Design Studio. Até as seis da tarde encontrariam outros dois.

Após a surpresa inicial, a polícia e, posteriormente, uma equipe de arqueólogos foram levados ao local e os restos mortais foram finalmente identificados como sendo de origem romana. Depois de um período de intensa escavação foi confirmado que o local tinha importância arqueológica com a descoberta de mais túmulos romanos e fortificações de defesa, incluindo o encontro de uma rara urna de cinzas romana. Assim que o local foi esvaziado de artefatos e os corpos levados ao museu local para pesquisas, o trabalho no edifício pôde continuar.

© Martin Gardner
© Martin Gardner

Esses achados antigos adicionaram interesse ao já rico contexto histórico da propriedade, situada na cidade de Winchester, a antiga capital romana da Inglaterra. O projeto consistia na conversão do original alojamento de funcionários da grande Casa Senhorial que tem vista para a paisagem dos prados circundantes. Foi construído pelo Conde de Airlie em 1856 enquanto servia como Comandante de Campo próximo a base militar na Península Barracks e foi dividida em duas habitações mais modestas no início dos anos 1950.

Desde então, os quartos dos empregados caíram em abandono após o falecimento de um solitário proprietário idoso. A casa permaneceu vazia por muitos anos, até que os habitantes da Casa Senhorial decidiram se aposentar e transformar o abrigo dos funcionários em sua casa dos sonhos.

© Martin Gardner
© Martin Gardner

A paixão do proprietário por vidros nos levou a construir uma bela e simples escada escultórica de vidro e uma extensão contemporânea com o mesmo material, localizadas na parte posterior do imóvel, no espaço criado pelo formato em "C" do edifício, que se abre ao jardim.

A experiência com arquitetura com vidros e o interesse na utilização deste material para criar relações diversas entre ambientes interno/ externo, entre o artificial e o natural ajudou na escolha do casal pelo escritório de Arquitetura AR Design Studio.

© Martin Gardner
© Martin Gardner

Escondida da vista por trás da fachada tradicional do edifício, a ampliação final é uma peça elegante da arquitetura de vidro contemporânea. Ela reinventa por completo a sensação e atmosfera do aposentos dos funcionários, anteriormente muito escuros e apertados; tudo inserido no contexto histórico rico e comovente do local.

O conceito foi o de fornecer uma intervenção arquitetônica simples e leve ao longo do envólucro tradicional do edifício, que poderia afetar a sensação e funcionalidade da propriedade. Os espaços são projetados para acentuar o jogo entre luz e sombra; contrastando os espaços comuns abertos e luminosos dos mais sutis e isolados, quase como espaços retraídos e cavernosos na antiga casa.

© Martin Gardner
© Martin Gardner

O layout existente foi valorizado; vãos verticais foram criados através da casa para unir o primeiro pavimento, o térreo e o porão e redirecionar o fluxo da casa para atrair naturalmente o usuário ao novo espaço de vidro no centro da casa.

Esta extensão de vidro sem molduras, espaçosa e extremamente leve abriga a planta livre com cozinha, sala de estar e área de jantar. À medida que a delicada estrutura alcança as paredes e telhados da ampliação, cria um espaço flexível entre exterior/interior permitindo que a luz natural inunde a casa e seja filtrada gradualmente para o porão, criando belos fragmentos de luz e sombra.

© Martin Gardner
© Martin Gardner

Contrastando com a ampliação, o lounge formal, o escritório e a sala de jantar têm uma natureza mais protegida e acolhedora. No andar de cima a Glass House tem quatro grandes dormitórios duplos, cada qual com uma suíte. A suíte principal tem seu próprio closet e vistas para o jardim e para o topo da extensão de vidro no térreo. Todos os fundamentos foram contabilizados para que a lavanderia e serviços, escritório e lavabo ficassem próximos a caixa de vidro.

O posicionamento estratégico das luzes do grande telhado inunda o hall de entrada com luz natural, que acompanha o visitante até o espaço de pé direito duplo variando de acordo com a hora do dia e com as estações.

© Martin Gardner
© Martin Gardner

O revestimento cerâmico em madeira foi utilizado como alternativa ao tradicional piso de madeira pois este não perde a cor devido à intempéries e tem uma superfície de acabamento perfeito para complementar o aquecimento do andar inferior. Isto permitiu um acabamento contínuo para o piso, que vai do interior ao exterior, e até o pátio em balanço.

O restante da casa tem uma aparência minimalista e clara para permitir que as estruturas em vidro destaquem-se como as peças requintadas de escultura que são.

Apesar de ainda manter uma aparência sutil na fachada para a rua, o imóvel acabado, agora renomeado Clarkes, foi completamente transformado a partir de sua natureza sombria e decrépita anterior. A renovação moderna e sua ampliação criam um ambiente iluminado, arejado e de uso livre repleto de valores tradicionais, estilo contemporâneo e com design inovador.

Planta - 1° Pavimento
Planta - 1° Pavimento

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Cita: "A Casa de Vidro / AR Design Studio" [The Glass House / AR Design Studio] 07 Out 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Costa, Isabela) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/145009/a-casa-de-vidro-slash-ar-design-studio> ISSN 0719-8906