Casa da Bahia / Studio MK27 - Marcio Kogan

Casa da Bahia / Studio MK27 - Marcio Kogan

A Casa da Bahia é uma casa ecológica. Mas não em um sentido tecnológico, não no sentido contemporâneo da palavra “sustentabilidade”, não tem novíssimos dispositivos que possibilitam a otimização do gasto de energia. Sua organização de planta e seu uso de materiais se aproximam de uma arquitetura tradicional.

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© Nelson Kon

A Casa da Bahia utiliza conhecimentos populares antigos e que foram reinventados e incorporados em toda história da arquitetura brasileira. A casa foi pensada para o lugar onde está, para o clima onde está, para a Bahia. E para isso nenhum software “verde” foi usado, nenhum equipamento e nenhum cálculo foi feito.

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© Nelson Kon

Os construtores das casas baianas já sabiam muito bem como tornar o interior fresco mesmo em um sol escaldante de mais de 40ºC, muito antes que as idéias corbusianas fossem tropicalizadas ou que Sir Normam Foster desse uma dimensão precisa, tecnológica e científica para a arquitetura sustentável .

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© Nelson Kon

Essas casas baianas têm telhas de barro, feitas de forma rústica com um material banal, e forro de madeira. As aberturas e vedações tem grandes painéis de muxarabis de madeira que deixam o vento passar e filtram a luz do sol. Os muxarabis foram trazidos ao Brasil pela arquitetura colonial portuguesa desde os primeiros séculos de ocupação do território americano, e tem origem na influência cultural árabe. Esses painéis de madeira proporcionam um grande conforto para o interior. A casa baiana tradicional utiliza o sentido nordeste do vento que vem do mar para estruturar sua planta e tem ventilação cruzada nos principais espaços da casa, tornando o interior sempre fresco e arejado.

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© Nelson Kon

A Casa da Bahia utiliza todos esses elementos tradicionais das casas brasileiras. Essas adequações da casa portuguesa para o clima tropical foram sempre estudadas e aplicadas pelo modernismo no Brasil. O resultado nesse caso é uma casa muito agradável, onde o interior é um resguardo do clima quente e ensolarado do lugar.

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© Nelson Kon

A planta estrutura-se inteiramente em torno de um pátio central, o que possibilitou a ventilação cruzada nos espaços e uma vista para dentro, para um jardim com grama que tem duas exuberantes mangueiras. A Casa da Bahia privilegia o conforto ambiental de seus moradores mas não se vale da “mais moderna tecnologia” para isso.

© Nelson Kon

Ficha técnica:

  • Arquitetos:Studio MK27
  • Ano: 2010
  • Área construída: 690 m²
  • Área do terreno: 2165 m²
  • Tipo de projeto: Residencial
  • Status:Construído
  • Materialidade: Madeira e Pedra
  • Estrutura: Concreto
  • Implantação no terreno: Isolado

Equipe:

  1. Autor: Marcio Kogan
  2. Co-autores: Suzana Glogowski, Samanta Cafardo
  3. Co-autores de interiores: Diana Radomysler
  4. Colaboradores: Henrique Bustamante, Sergio Ekerman
  5. Equipe: Carolina Castroviejo, Eduardo Chalabi, Eduardo Glycerio, Eduardo Gurian, Elisa Friedmann, Gabriel Kogan, Lair Reis, Luciana Antunes, Marcio Tanaka, Maria Cristina Motta, Mariana Simas, Oswaldo Pessano, Renata Furlanetto

Informação Complementar:

  1. Paisagista: Renata Tilli
  2. Cálculo Estrutural: V&N Engenheiros Associados
  1. Pedras: Pedras Belas Artes
  2. Madeira de Demolição: Brumol
  3. Construtora: Eng Construtora

Sobre este escritório
Cita: Igor Fracalossi. "Casa da Bahia / Studio MK27 - Marcio Kogan" 03 Mar 2012. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/01-14317/casa-da-bahia-studio-mk27-marcio-kogan> ISSN 0719-8906

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