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Museu do Deserto do Atacama, Monumento Ruínas De Huanchaca / Coz, Polidura y Volante Arquitectos

Museu do Deserto do Atacama, Monumento Ruínas De Huanchaca / Coz, Polidura y Volante Arquitectos
Museu do Deserto do Atacama, Monumento Ruínas De Huanchaca / Coz, Polidura y Volante Arquitectos, © Sergio Pirrone
© Sergio Pirrone

© CPVARQ © Karin Hofert © Karin Hofert © Sergio Pirrone + 52

  • Arquitetos

    Ramon Coz Rosenfeld, Marco Polidura Alvarez, Eugenia Soto Cellino, Ignacio Volante Negueruela
  • Localização

    Av. Angamos 1307, Antofagasta, Antofagasta, Región de Antofagasta, Chile
  • Ano do Projeto

    2009
  • Fotografías

    Sergio Pirrone, CPVARQ, Karin Hofert
  • Colaboradores

    Carolina Agliati, Diego Salinas, Benjamin Ortiz, Carlos Valenzuela
  • Engenharia Estrutural

    Santolaya Ingenieros Consultores
  • Iluminação

    Mónica Pérez
  • Cliente

    Fundação Ruínas de Huanchaca
  • Mais informações Menos informações
© CPVARQ
© CPVARQ

História

Em 1892 a companhia de metais Huanchaca da Bolívia estabelece, no setor denominado playa blanca de Antofagasta, uma refinaria de prata que chegaria a ser a maior e mais moderna da América do Sul.

Entretanto, a queda do preço da prata nos mercados internacionais, a produção de minerais de menor qualidade que nos anos anteriores e problemas no depósito de Pulacayo produziu uma paulatina decadência que culminou com a paralisação da instalação em 1902.

Começa assim o processo de desmantelamento das instalações, primeira causa da deterioração das ruínas que se mantiveram há poucos anos.

Implantação
Implantação

Planta Detalhes Fachadas Detalle + 52

Contexto urbano

Os terrenos onde se localizam as Ruínas de Huanchaca, propriedade da Universidade Católica do Norte, junto aos terrenos que, faz poucos anos pertenciam ao exército, compreendem uma extensa superfície da cidade de Antofagasta, que compreende a Av. Argentina pelo leste até a beira mar no oeste, e desde o campus urbano da universidade Católica do Norte pelo norte até o acesso sul de Antofagasta pela rota La Negra.

Em 1974, as Ruínas de Huanchaca são nomeadas monumento nacional pelo Conselho de Monumentos Nacionais. Esta área havia permanecido sem maiores intervenções apesar do grande desenvolvimento e crescimento urbano da cidade para o sul.

Localização
Localização

Concurso

A situação de abandono e deterioração deste setor, incluindo o monumento nacional, motivou em 1996 um chamado para um concurso nacional de arquitetura e urbanismo com a finalidade de avaliar alternativas de solução arquitetônica e de desenvolvimento urbano do monumento Ruínas de Huanchaca e seu entorno.

A finalidade do chamado para o concurso foi consolidar a área como lugar cultural, patrimonial e de infra estrutura, que por sua vez fosse integrado a cidade através de uma grande melhoria da zona para futuros desenvolvimentos urbanos, incluindo infra estrutura esportiva, parques e desenvolvimentos imobiliários.

A importância do monumento a nível nacional fica expressa nas instituições que participam deste chamado para o concurso:

- Governo Regional

© Sergio Pirrone
© Sergio Pirrone

- Governança Provincial de Antofagasta

- Universidade Católica do Norte

- Prefeitura de Antofagasta

- Corporação Pró Antofagasta

- Colégio de Arquitetos

Maquete
Maquete

- Conselho de Monumentos Nacionais

No ano de 2008 a empresa Enjoy, no marco da abertura para o desenvolvimento de novas praças para cassinos ao longo do país, apresenta sua proposta de Cassino e Hotel para a cidade de Antofagasta incorporando parte do projeto ganhador de 1996. A empresa Enjoy, unida com a Universidade del Norte, obtém a praça e a forma desde modo a fundação Ruínas de Huanchaca, instituição coordenadora do plano de desenvolvimento e investimento do monumento, que inclui como ponto inicial a criação do Museu do Deserto de Atacama, o museu temático mais importante do norte de nosso país.

A partir da proposta ganhadora se desenvolve a Secional Angamos, que define as condições para o desenvolvimento do setor mencionado. entre as mais importantes se encontra a continuação da Av. Angamos até a Rota La Negra, que delimita uma zona de proteção para a Ruína e constitui uma nova conexão Norte - Sul da cidade.

© Sergio Pirrone
© Sergio Pirrone

© Sergio Pirrone © Sergio Pirrone © Sergio Pirrone © Sergio Pirrone + 52

Atualmente a avenida Angamos se encontra executada até o setor do Cassino e Hotel de Enjoy e a zona de proteção do Monumento, incluindo o Museu do Deserto do Atacama, estes constituindo-se como o arremate da avenida para o sul.

O projeto de investimento no monumento compreende a limpeza e iluminação da Ruína e o melhoramento das esplanadas da sua base, assim como a incorporação de um anfiteatro ao ar livre e do Museu do Deserto do Atacama.

O museu, em termos gerais, cria espaços dedicados a destacar e perpetuar a memória e o legado histórico da região, tomando como bases a Geologia, Arqueologia, Antropologia e Astronomia, em um contexto de pesquisa, difusão e criação museográfica aberta para a comunidade nacional e internacional.

Por outra parte, a zona de proteção do monumento propõe suportes programáticos flexíveis capazes de acolher eventos de massa. É assim como o anfiteatro e as esplanadas se constituem hoje no principal lugar de uma diversidade de encontros, como concertos, feiras, peças de teatro ou festas, tudo isto com o monumento como cenário de grande escala para a cidade.

© CPVARQ
© CPVARQ

Assim mesmo o próprio museu se constitui em suporte e conector das explanadas, deixando toda a superfície de sua cobertura transitável, re significando as visuais para o mar e para as ruínas.

Esta condição do lugar aponta para que seja estabelecida uma conexão para pedestres entre os setores altos da cidade (Av. Argentina) e a orla. As futuras intervenções na zona de proteção do monumento incorporam elementos programáticos que tornarão possível passear pela Ruína, da mesma maneira que também desenvolvendo outras etapas da proposta urbanística que permitirão uma incorporação do monumento de forma ativa para a vida cultural e social da cidade.

Museu do deserto do Atacama

A estratégia e forma do museu responde basicamente a dois fatores: a condição topográfica do terreno e as ruínas, principal referência inspiradora do projeto. Desta forma o projeto oferece explicita e implicitamente um correlato ao espaço físico que a acolhe, que é o entorno ao qual se incorpora.

Um desnível topográfico existente ao longo do eixo leste-oeste do terreno divide em duas partes as explanadas na base do monumento, esta diferença de altura se apresenta como um talude de terra que assume os dois níveis.

O problema se converte em uma oportunidade, dando sentido assim para a inserção de um edifício com base como suporte e contenção da terra, como parte do solo, o que através de sua forma solta sem converte em conector, associando as duas planícies que antecedem o Monumento, procurando manter intactas as vistas para as Ruínas de Huachaca e transformando-se em uma proteção do platô superior através de sua cobertura habitável.

A geometria do edifício surge rigorosamente do traçado do monumento, de seus ritmos de repetição de cheios e vazios; é assim como a construção das cindo salas soltas intercaladas por pátios calçados matematicamente com as torretas do nível intermediário da ruína, potencializando o diálogo entre o pré existente e o novo. a sucessão de pátios além de resolver os aspectos climáticos e introduzir a luz natural, são o suporte de nítidos recortes da ruína.

O implacável sol do norte chileno e o árido entorno, mais nossa intenção de criar um espaço interior com uma atmosfera mais escura que contraste com a forte luminosidade exterior e que também cumpra com os requerimentos museográficos, nos leva a criar um edifícios no qual predomina o cheio sobre o vazio, privilegiando vistas parciais para o exterior. É assim como, através de seus vãos e pátios, se filtra a luz deixando seu rastro luminoso linear em contraste com a sombra projetada no maciços muros de concreto nas diferentes horas do dia.

© Sergio Pirrone
© Sergio Pirrone

Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: "Museu do Deserto do Atacama, Monumento Ruínas De Huanchaca / Coz, Polidura y Volante Arquitectos" [Museo del Desierto de Atacama, Monumento Ruinas de Huanchaca / Coz, Polidura y Volante Arquitectos] 10 Set 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Márquez, Leonardo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/139869/museu-do-deserto-do-atacama-monumento-ruinas-de-huanchaca-slash-coz-polidura-y-volante-arquitectos> ISSN 0719-8906