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Apartamentos no Centro Histórico de Cadiz / Cano Lasso

Apartamentos no Centro Histórico de Cadiz / Cano Lasso
© Pablo Diaz-Fierros
© Pablo Diaz-Fierros
  • Arquitetos

  • Localização

    Cádiz, Espanha
  • Arquitetos do Projeto

    Diego Cano Pintos, Gonzalo Cano Pintos, Alfonso Cano Pintos
  • Arquitetos Colaboradores

    Luis Pancorbo Crespo, Belén Sanz Montoya, Estela Rodríguez Cadenas, Cristina Monjas López, Inés María Martín Robles, Sara Arroyo Conde
  • Área

    1195 m²
  • Ano do Projeto

    2011
  • Fotografias

© Pablo Diaz-Fierros © Pablo Diaz-Fierros © Pablo Diaz-Fierros © Pablo Diaz-Fierros + 31

  • Instalações

    Manuel Ballester Diana
  • Cálculo Estrutural

    Ineco
  • Cálculo das Instalações

    3i-ingeniería
  • Empreiteiro

    Sanrocón

Descrição enviada pela equipe de projeto. Nos apresentamos na convocatória do concurso atraídos pela singularidade e atrativo de Cádiz, de caráter decadente e de certo modo esquecida e marginalizada, mas com uma riqueza que transcende o próprio lugar e o tempo, sendo sinal e reflexo das diferentes culturas ao longo dos séculos marcaram a sua personalidade cativante.

O esquecimento foi seu grande aliado e o mar sua poderosa defesa, e assim ele se apresenta hoje, fiel à sua escala, à sua cor, com infinita variedade de brancos tingidos pela luz, e à sua textura como ação poética do tempo. Excluída dos catastróficos desenvolvimentos que nas décadas passadas arruinaram outras cidades com contextos parecidos, ou como menos pior dos casos, foram convertidos em caricaturas do que um dia já foram.

Apartamentos no Centro Histórico de Cadiz / Cano Lasso, © Pablo Diaz-Fierros
© Pablo Diaz-Fierros

Convocatórias de concursos deste tipo são fundamentais para fixar novos critérios de intervenção nos centros históricos, abrindo o caminho para reflexão e debate onde sem dúvida aparecerão soluções e estratégias, talvez até agora não contempladas.

Temos que colocar em questão modelos de atuação em que atualmente se apresentam como pautas seguras e que pelo contrário estão produzindo tremendos estragos em nossos centros históricos. A demolição de pequenas peças para serem substituídas por novas unidades, submetidas a uma disciplina de legislações que contemplam exclusivamente elementos de caráter formal, estão dando como resultado uma arquitetura bruta pitoresca,  lamentável caricatura do que foi o original.

© Pablo Diaz-Fierros
© Pablo Diaz-Fierros

Não é simplesmente um tema de normativas de proteção. Temos que ter em conta que é o conjunto destas pequenas peças, anônimas e aparentemente sem valor o que vai gerando a expressão e o caráter da cidade. É necessário intervir com análises mais profundas, dando sentido a cada peça no enorme quebra-cabeça que forma a cidade. Tem que atuar com uma sensibilidade extrema, contemplando valores que são produto da memória e tradição, que permaneceram invariáveis ​​sobre as diferentes culturas.

É necessário encontrar o ponto de equilíbrio entre a imagem da cidade, as casas e seus habitantes. Está claro que uma cidade de nosso tempo não deve ficar reduzida a uma bela cenografia, incompatível com as necessidades mínimas que a residência contemporânea requer. Surpreende comprovar a situação em que vivem as famílias, compartilhando latrinas e fogões de cozinha, em habitações precárias que se reduzem a recintos menores que 15 m², sem ventilação nem o iluminação direta...

© Pablo Diaz-Fierros
© Pablo Diaz-Fierros

São condições de vida que uma sociedade moderna não deveria permitir. Aqui é onde se deve produzir o ponto de equilíbrio que anteriormente comentávamos. Tem-se que atuar com uma enorme cautela, contemplando sempre que seja possível a consolidação e restauração, dotando esses espaços dos serviços necessários para poder abrigar uma vida digna.

Em qualquer caso o que tem que ser evitado a todo custo é que por trás da substituição se vão criando bairros, que poderiam existir em qualquer outra parte do mundo, bairros fora da identidade e da tradição e que nunca chegarão a ter memória.

© Pablo Diaz-Fierros
© Pablo Diaz-Fierros

A identidade do lugar: referências da proposta.

O traço árabe

O vazio

O beco como uma lacuna no tecido urbano. O quintal... os telhados.

© Pablo Diaz-Fierros
© Pablo Diaz-Fierros

Descobrimos a interessante traçado da cidade medieval, um traçado onde o vazio se converte no gerador do tecido urbano.

O poder da cidade misteriosa, com um jogo sutil de filtros entre a rua e a vida interna. O Callejón de la Cancela, o Callejón de los Moros, estreitas brechas de paredes pintadas de cal branco. Algum buraco pequeno revela a secreta presença de seus habitantes. Suas proporções impedem que o sol chegue ao solo, e em orientações que permitem que as brisas do mar produzam a circulação de correntes de ar fresco.

© Pablo Diaz-Fierros
© Pablo Diaz-Fierros

No fim da Callejón de los Moros ,um portão metálico pintado em esmalte cor de tabaco se descara sobre o vasto e tenso superfície de cal.

Por trás do portão, aparece o saguão, espaço em contraluz, escuro, com modo de filtro sem dimensões perceptíveis, um filto escuro que marca a transição entre o espaço público e privado.

© Pablo Diaz-Fierros
© Pablo Diaz-Fierros

A circulação em curva nos introduz até o pátio, escrito e justo em suas proporções, as necessárias para a perfeita iluminação de luz zenital, peneirada pelos distintas reflexões nas paredes de cal, e ventilação. O espaço é percebido de maneira ascendente (na vertical), um vazio que serve de uni~ao ou limite entre o individual e o coletivo, entre a luz e a penumbra.

A proporção estreita e larga estabelece a privacidade necessária dos diferentes apartamentos que se voltam pra ele.

© Pablo Diaz-Fierros
© Pablo Diaz-Fierros

Entre o pátio e as unidades aparecem uma espécie de corredor, denominado Corralas, como um filtro de privacidade.

O espaço se transforma em forma de vida pelo uso de seus habitantes, neme se reflete a vida cotidiana das pessoas, tudo aparece com extrema naturalidade: vasos, plantas, gerânios ...

No fim do pátio e novamente em recorte, aparecem as escadas como espaço comum. Visões cruzadas, misteriosas, veladas de luz, vão marcando o percurso vertical.

O telhado, espaço esse que volta a abrir-se para a cidade, num plano horizontal que parece quase contínuo, perdendo-se no horizonte.

Planta Baixa
Planta Baixa
Cita: "Apartamentos no Centro Histórico de Cadiz / Cano Lasso" [Viviendas En El Casco Histórico De Cadiz / Cano Lasso] 21 Mai 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Santiago Pedrotti, Gabriel) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/115120/apartamentos-no-centro-historico-de-cadiz-slash-cano-lasso> ISSN 0719-8906