Já pensou em trabalhar em uma configuração de espaço de trabalho colaborativo? Mais criativo e menos monótono? Livre do rigor dos ambientes corporativos? Se respondeu sim às perguntas anteriores, o conceito de Coworking pode funcionar bem para você.
Criado em 2005, pelo programador americano Brad Neuberg, o conceito institui um sistema em que o espaço é partilhado por um grupo de profissionais com uma gama de estruturas básicas necessárias a startups e autônomos que não podem arcar com os altos custos na abertura de um escritório independente pela instabilidade financeira, mas que não abrem mão do espaço de escritório.
Neste artigo escrevo sobre a forma de trabalhar no escritório de arquitetura SPBR sob meu ponto de vista, da experiência como estagiário desde meados de 2016. Não trato sobre o produto final, a arquitetura, mas sobre o modo de trabalho em que ela é produzida. Mais como uma foto, que procura enquadrar e retratar o que está, e menos como uma pintura que reflete a cada pincelada.
O SPBR vem gradualmente aumentando a escala de sua produção desde 2003. Nos 15 anos de atuação do escritório de arquitetura dirigido por Angelo Bucci, a produção que inicialmente consistia em casas e construções de poucos metros quadrados passou gradualmente a abarcar também projetos de milhares de metros quadrados. Os concursos para o IMPA (2015) e para o IMS (2013), o hospital em São Bernardo (2014), a Arena Cultural do Hospital do Câncer em Barretos (2014) e o edifício de apartamentos em Lugano (2008) são exemplos desse movimento. Mesmo assim o escritório ainda é "pequeno", apenas 6 arquitetos contando com próprio Ângelo mais estagiários, de dois a quatro, (eu por exemplo). Como o escritório esta conseguindo aumentar a complexidade e a metragem de seus projetos sem perder a qualidade e sem precisar expandir o número de arquitetos? Acredito que uma das razões da manutenção da qualidade final está no modo de trabalho específico do escritório, no dia a dia de trabalho.
Quando se trata da candidatura para um novo trabalho, em qualquer campo, muitas vezes a parte mais difícil é destacar-se em meio à multidão. Felizmente para arquitetos, no nosso campo, temos uma ferramenta que pode ajudar a fazer exatamente isso: o portfólio. Infelizmente, de acordo com Brandon Hubbard, muitos arquitetos estão errando quando se trata do tema. Neste artigo, originalmente publicado em seu blog no The Architect's Guide, Hubbard descreve seis dicas para criar e enviar um portfólio de duas páginas que aumentará suas chances de conseguir uma entrevista.
Ao candidatar-se para algum emprego de arquitetura eu aconselho o portfólio mais curto possível. Tenho aplicado com sucesso para as principais empresas do mundo com apenas um currículo e um portfólio de DUAS PÁGINAS. A maioria das pessoas surpreendem-se com isso, uma vez que os portfólios típicos que vejo estão na faixa de 20 a 40 páginas. Para ser claro, estou apenas tratando sobre a introdução inicial a uma vaga num escritório, e não sobre a entrevista para admissão. Para essa etapa recomendo um portfólio completo com o comprimento tradicional.
Para o primeiro contato, recomendo um "portfólio amostra", geralmente com duas a cinco páginas. Assim como o currículo, ele é apenas uma passada rápida no seu trabalho e experiência.
Iniciar uma discussão sobre portfólio é difícil, já que grande parte do produto final é baseado na criatividade. No entanto, cobrirei diversas orientações gerais para preparar e submeter um portfólio de amostra.