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Arch Daily Topic 2021 Rendering: O mais recente de arquitetura e notícia

Série de renderes reproduzem as cinco propostas finalistas do concurso para a Casa Branca dos Estados Unidos de 1791

Proposta construída. Imagem © HouseFresh
Proposta construída. Imagem © HouseFresh

Proposta James Diamond. Imagem© HouseFreshProposta Jacob Small. Image © HouseFreshProposta Andrew Mayfield. Image © HouseFreshProposta Philip Hart. Image © HouseFresh+ 12

Em 1792, o presidente dos Estados Unidos da época, George Washington, organizou um concurso para projetar a casa presidencial. A proposta do arquiteto James Hoban foi a vencedora, uma mansão neoclássica que hoje conhecemos como Casa Branca, ficando gravada no imaginário coletivo dos Estados Unidos.

"Estamos muito longe dos limites da renderização": leitores opinam sobre o uso de renders na arquitetura

O que é um render? Apenas uma imagem para ganhar concursos e clientes? Ou é uma ferramenta eficaz para o desenvolvimento de um edifício?

Perguntamos a nossos leitores quais são os limites da renderização no desenho arquitetônico, e a quantidade de respostas foi imensa. Depois de ler e compilar todos os comentários recebidos de profissionais da construção, estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, há um grande consenso de que devemos pensar não apenas na renderização como um elemento de venda, mas como um elemento chave na verificação do projeto.

Sem experiência com renderização? 4 técnicas que você pode usar no lugar do render

Se há alguma palavra que descreve como são as renderizações arquitetônicas hoje em dia, seria: impressionante. O imenso mundo da renderização permitiu que as pessoas se envolvessem em ambientes construídos virtualmente, explorando cada espaço e experimentando o que podem ouvir ou sentir ao passar de uma sala para outra sem estar fisicamente presente no projeto.

O objetivo principal de uma renderização é ajudar a visualizar como será o resultado final do projeto. Seja para fins de apresentação ou construção, os arquitetos precisam traduzir suas visões de uma forma que ajude as pessoas que não estavam envolvidas no processo de ideação a entender o espaço e as experiências que vêm com ele. No entanto, nem todos os arquitetos têm as habilidades adequadas ou o tempo para criar tais ambientes hiper-realistas, mas com a excepcional qualidade das imagens produzidas atualmente e a crescente demanda, tornou-se obrigatório que todos os projetos sejam apresentados com um 3D realista. Então, se você é um daqueles arquitetos que não tem habilidade nem tempo, aqui estão algumas maneiras de apresentar seu projeto com uma experiência visual imersiva que traduz sua identidade sem recorrer a softwares 3D.

Off-White Flagship Store Miami. Imagem © Virgil Abloh + AMOFOUN’TA’SY. Imagem Cortesia de Public Housing Enterprise J.S.CMuseo Casa Estudio Diego Rivera y Frida Kahlo / Juan O´Gorman / 1931. Imagem Cortesia de Diego Inzunza - Estudio Rosamente© Apostrophy's+ 11

Abstração e espacialidade: a representação da arquitetura nos antigos manuscritos persas

Yusuf and Zulaikha (Yusuf pursued by Potiphar's wife), miniature by Behzād, 1488. Image
Yusuf and Zulaikha (Yusuf pursued by Potiphar's wife), miniature by Behzād, 1488. Image

O antigo território persa, atualmente ocupado pelo Irã, passou por um período de amplo crescimento e expansão durante os séculos XIV e XVI, principalmente sob o domínio das dinastias Timúrida e Safávida. Ao longo destes dois séculos de soberania e prosperidade, centenas de milhares de mesquitas e palácios foram construídos—edifícios simbólicos e religiosos que passaram atrair cada vez mais fiéis e estabelecendo novos destinos de peregrinação no país. Entretanto, dentre as inúmeras estruturas icônicas construídas até o final do século XVI no Irã, não muitas sobreviveram até os dias de hoje. Neste contexto, os poucos antigos manuscritos preservados são uma rica fonte de informação, os quais nos ajudam a entender a complexidade e vastidão da arquitetura persa.

Passando da glória à ruína em um par de séculos, boa parte de todo o esplendor arquitetônico de uma das mais importantes civilizações que o mundo já viu nascer e florescer se reduz hoje a alguns poucos manuscritos dispersos do Shahnameh, além de livros ilustrados e poemas representativos daquela época. Inesperadamente, as não muitas imagens que ilustram as páginas destes sagrados tomos e livros, são hoje a principal testemunha da grandiosidade da arquitetura islâmica de outrora.

"Bahram Gur in the red pavilion" by Nizami, 16th Century Iran - H: 12 13/16 x W: 7 7/8 in. (32.5 x 20 cm). Image via The Walters Art Museum"Yūsuf va Zulaykhā", by the Sufi poet Jāmī. 1580, Iran. Image via The British LibraryCourtesy of the trustees of the British Library. ImageIn the “Building of Al Khawarnak- Khausa” by Nizami, there is a concise representation of bricks with the tiling drawn in different orientations, evoking the entire architectural and construction process. The composition and color balance of the piece reflect the movement in building activity.Courtesy of Noor Art & Architecture Studio+ 11

Para quem fazemos renders hiper-realistas?

A pergunta pode parecer direta, mas a busca pelas respostas pode apontar para uma série de caminhos mais complexos que contribuem não apenas para o entendimento do público-alvo das renderizações hiper-realistas na arquitetura, mas também para problematizar quais são seus objetivos.

Vessel Public Landmark / Heatherwick Studio. Courtesy of Getty Images / Forbes MassieRender realizado por Nicholas Holanda. Imagem cortesia de CURAZaha Hadid Architects projeta a sede do CECEP em Shanghai. Render por Negativ.com. Image © Zaha Hadid ArchitectsLazy Sunday morning, rendered in Lumion by Gui Felix (project by Marcio Kogan of MK27)+ 7

A renderização como ferramenta de preservação do patrimônio na China

O patrimônio construído é um valioso tesouro que nos foi deixado por nossos ancestrais. Edifícios históricos falam não apenas sobre o passado, mas também sobre o presente. Eles nos fazem refletir sobre a nossa própria cultura—quem nós somos e de onde viemos. Entretanto, a medida que nossas cidades crescem e a nossa sociedade evolui, o progresso se dá, muitas vezes, às custas da ruína e do consequente desaparecimento deste mesmo patrimônio, o qual gradualmente parece ser desprovido de sentido. Neste contexto, a proteção e preservação de edifícios históricos parece nunca ter estado tão ameaçada quanto nos dias de hoje.

A estranheza das renderizações arquitetônicas “imperfeitamente perfeitas”

Há pouco mais de 50 anos, em 1970 mais especificamente, um roboticista japonês chamado Masahiro Mori cunhava um importante conceito ou hipótese no campo da estética, robótica e computação gráfica: Uncanny Valley—traduzido para o português como Vale da Estranheza. Naquela época, as renderizações arquitetônicas, ou melhor, colagens e fotomontagens, ainda eram feitas com o emprego de métodos analógicos. Uma década depois, o surgimento dos primeiros computadores pessoais e a popularização dos programas CAD impulsionaram uma ampla adoção de métodos digitais para a elaboração de imagens ilustrativas de projetos de arquitetura. Quase quarenta anos depois, as renderizações arquitetônicas evoluíram a tal ponto que é quase impossível distinguir um render de uma fotografia. Resultado direto do desenvolvimento de novas tecnologias, da utilização de softwares cada vez mais sofisticados e computadores cada dia mais rápidos e eficientes, os limites entre representação e realidade parecem se desmanchar no ar. A sutileza desta suspicaz semelhança, e o desconforto que ela provoca, é a nossa porta de entrada para o misterioso Vale da Estranheza de Mori.

Cortesia de OMACortesia de LumionCortesia de BIGCortesia de Alexis Christodoulou+ 10

Os diferentes usos das renderizações na arquitetura

Com renderizações cada vez melhores se tornando onipresentes, alunos e arquitetos sentem a pressão de dominar um conjunto adicional de habilidades para transmitir suas ideias. Até que ponto as renderizações ajudam ou atrapalham um portfólio ou um projeto? Qual a importância dessas imagens no processo de projeto? As renderizações informam sobre um determinado conjunto de habilidades além das relacionadas aos softwares? Este artigo explora diferentes perspectivas sobre o papel das renderizações na profissão.

Kengo Kuma & Associates - Smyrna Church. Imagem © LuxigonCMG Qianhai Global Trade Center por OMA. Imagem © Luxigon11th Street Bridge Park por OMA. Imagem © LuxigonBarozzi Veiga. Imagem © Luxigon+ 8

Em busca do render ideal: como compreender e aprimorar o uso dessa tecnologia

Render: Casas em Rio da Barra. Imagem Cortesia de Estúdio MóduloRender: Habitação Coletiva em Sobradinho. Imagem Cortesia de Estúdio MóduloRender: Passeio e Mobiliário em Búzios. Imagem Cortesia de Estúdio MóduloRender realizado por Mariana Bastos. Imagem cortesia de CURA+ 27

A renderização se tornou uma ferramenta indispensável na maioria dos escritórios de arquitetura. Para compreender como essas imagens podem auxiliar no processo projetual, evoluíram no decorrer do tempo e, principalmente, quais aspectos levar em conta para criar uma representação que se destaque no momento de apresentar sua obra, conversamos com Guilherme Bravin e Marcus Vinicius Damon, que além de serem fundadores do Estúdio Módulo, também coordenam o {CURA}, uma escola livre de arquitetura baseada principalmente na representação arquitetônica.

O que é arquitetura NFT e por que ela difere dos modelos virtuais comuns?

Hoje você abrirá as portas de sua casa para receber os colegas em uma reunião de trabalho. A mesa está preparada à beira da piscina de borda infinita, sob a sombra de uma imensa estrutura metálica curva, que remete aos projetos mais audaciosos de Zaha Hadid, exceto pela ausência completa de pilares. Pairando no ar, essa cobertura completa o cenário idílico do rochedo onde está inserida a mansão. A casa foi adquirida recentemente através do NFT e é acessada digitalmente via código criptografado. Pois é, essa é a sua casa virtual. A física é um pequeno apartamento de 40m2 no centro de uma das metrópoles mais movimentadas e poluídas do sul global.

Série de renders mostra a evolução da decoração do Salão Oval da Casa Branca ao longo da história

Donald Trump (2017-2021). Image Cortesía de American Home ShieldJohn F. Kennedy (1961-1963). Image Cortesía de American Home ShieldRichard Nixon (1969-1974). Image Cortesía de American Home ShieldLyndon B. Johnson (1963-1969). Image Cortesía de American Home Shield+ 21

Redecorar o Salão Oval, ou Gabinete Presidencial dos Estados Unidos, não é apenas uma declaração do gosto do presidente, mas, como qualquer espaço, revela princípios que vão muito além do visual; é uma declaração de poder. É neste local que o presidente se reúne com dignitários internacionais e saúda as câmeras para compartilhar mensagens de grande importância, razão pela qual ele (ou, um dia, ela) não quer que pareça que seu antecessor ainda manda naquele lugar.

Você pagaria por arquitetura virtual? O que a tecnologia NFT significa para o futuro da profissão

Se alguém tentasse te vender uma casa virtual, qual seria a sua primeira reação? Isso mesmo—uma casa virtual, um arquivo digital de uma casa. Você compraria uma casa que jamais poderia habitar pela simples razão de que esta casa jamais seria construída? Apenas uma imagem, um vídeo que você poderia assistir quantas vezes quiser. É disso que se trata quando falamos da comercialização de arquitetura digital NFT, a sigla para Tokens Não Fungíveis—um conceito que parece ter tomado o mundo de assalto da noite para o dia. Caso você tenha dormido no ponto, esta é a infinitésima ‘grande discussão’ do momento no mundo da arquitetura. Em uma profissão que procura constantemente redefinir o seu significado, a chegada dos NFTs promete grandes mudanças para o futuro da arquitetura, sendo a transformação de ambientes virtuais em mercadoria a mais grave delas.

Quanto mais você entender como os materiais se encaixam e funcionam, melhor será sua arquitetura

Uma luz incrível, acabamentos brilhando, árvores adultas, saudáveis e figuras humanas devidamente posicionadas parecem ser o kit perfeito para uma boa e tradicional imagem de arquitetura, que nem sempre são tão fidedignas à realidade ou ao contexto. Convencionamos a pensar em renderizações como visões do edifício futuro, pronto e ocupado, que servem para vender ou convencer os clientes sobre um projeto. Mas e se as imagens renderizadas também nos ajudassem a entender a construção, os sistemas e o funcionamento de algumas partes da edificação? Conversamos com dois profissionais que têm desenvolvido imagens que ao mesmo tempo podem ser explicativas e belas. 

Quais são os limites da renderização no processo de projeto arquitetônico?

O que é uma renderização? Apenas uma imagem para vencer concursos e conquistar clientes? Ou é uma ferramenta eficaz para o processo de projeto?