Frei Otto

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Como funcionam as estruturas tensionadas e quais materiais podem ser usados?

Voltemos à primeira aula de estrutura e a classificação dos esforços estruturais. Na maioria das estruturas, sejam elas naturais ou criadas pelo homem, primordialmente são as forças de compressão as que mais atuam. Tratam-se dos esforços empreendidos com cargas iguais e opostas, aplicadas na direção interna à superfície, tendendo a um encurtamento da peça em uma direção, ou comprimindo-a, como o nome diz. Não é difícil encontrar exemplos disso: por exemplo, uma parede de pedra ou um tronco de madeira resistem ao peso de uma cobertura através dos esforços internos de compressão, inerentes de cada material. Esforços de tração, por outro lado, tendem a alongar a peça no sentido da reta de ação da força aplicada. O aço é um material com boa resistência à tração, por exemplo. Ele é utilizado no concreto armado justamente nas partes onde a peça é tracionada. Mas também é possível que uma estrutura somente apresente peças tracionadas. É o caso das estruturas de membrana, tensionadas, ou tenso-estruturas, que consistem no uso de superfícies tracionadas por conta da ação de cabos ou cordas e cabe aos mastros absorverem os esforços de compressão.

Um laboratório de arquitetura: a história das exposições mundiais

Exposição Universal de 1889. Image © wikimedia commons
Exposição Universal de 1889. Image © wikimedia commons

Exposições Mundiais têm sido importantes no avanço da inovação e do discurso arquitetônico. Muitos dos nossos monumentos mais amados foram projetados e construídos especificamente para as feiras mundiais, apenas para permanecerem como objetos icônicos nas cidades que os hospedam. Mas como as Expos já criaram marcos arquitetônicos tão duradouros, e esse ainda é o caso hoje? Ao longo da história, cada nova Expo ofereceu aos arquitetos uma oportunidade de apresentar ideias radicais e usar esses eventos como um laboratório criativo para testar inovações ousadas em tecnologia de projeto e construção. As feiras mundiais inevitavelmente encorajam a concorrência, com todos os países se esforçando para dar o melhor de si a qualquer custo. Essa carta branca permite que os arquitetos evitem muitas das restrições programáticas das comissões diárias e se concentrem em expressar ideias em sua forma mais pura. Muitas obras-primas como o Pavilhão Alemão de Mies van der Rohe (mais conhecido como o Pavilhão de Barcelona), para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929 são tão dedicadas à sua abordagem conceitual que só poderiam ser possíveis no contexto de um pavilhão de exposições.

Reunimos algumas das mais importantes Exposições Mundiais da história para observar mais de perto o impacto delas no desenvolvimento arquitetônico.

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Clássicos da Arquitetura: Pavilhão Alemão da Expo 67 / Frei Otto e Rolf Gutbrod

O ponto de inflexão crucial na carreira do falecido Frei Otto - agraciado com o Prêmio Pritzker no ano de 2015 - veio quase cinquenta anos atrás, na Expo 67 em Montreal, Quebec. Em colaboração com o arquiteto Rolf Gutbrod, Otto foi o responsável pelo pavilhão de exposições da Alemanha, uma estrutura de cobertura tensionada que levou seus experimentos de arquitetura leve para o palco internacional pela primeira vez. Juntamente com a Biosfera de Fuller e o projeto Habitat 67, de Moshe Safdie, o pavilhão alemão fazia parte da demonstração da arquitetura moderna da Expo, do potencial da tecnologia, pré-fabricação e produção em massa para gerar uma nova direção humanitária para a arquitetura. Esta coleção notável na Expo foi tanto o auge do otimismo moderno, como sua queda trágica; o mundo nunca havia visto uma exposição tão singularmente esperançosa de arquitetura inovadora.

Clássicos da Arquitetura: Pavilhão Alemão da Expo 67 / Frei Otto e Rolf GutbrodClássicos da Arquitetura: Pavilhão Alemão da Expo 67 / Frei Otto e Rolf GutbrodClássicos da Arquitetura: Pavilhão Alemão da Expo 67 / Frei Otto e Rolf GutbrodClássicos da Arquitetura: Pavilhão Alemão da Expo 67 / Frei Otto e Rolf Gutbrod+ 5