
-
Arquitetos: OBO Estudi
- Área: 78 m²
- Ano: 2022


Nem todos projetos buscam uma conexão constante com exterior, ao menos não em sua fachada frontal. Apesar de uma aparência não tão comum, são diversos os motivos para criar uma fachada opaca: privacidade, segurança, redução do consumo de energia, proteção contra as intempéries. Mais comum em edifícios governamentais, culturais ou religiosos, esta solução também é encontrada em alguns casos residenciais.


Terrenos em declive, encostas, morros, colinas ou montanhas, representam um desafio aos arquitetos e engenheiros, mas também a possibilidade de criar casas que se apropriam do contexto para se tornarem ímpares. Após um estudo cauteloso da topografia, compreensões sobre o solo, sua drenagem, o acesso a sistemas de energia e hidráulica, pensar em como integrar a casa com a paisagem, sua estética e, sobretudo, torná-la um ambiente seguro e acolhedor é papel dos responsáveis por seu projeto arquitetônico.


Uma das maiores dificuldades quando estamos estudando é entender a aplicação dos conceitos que nos são apresentados. No ensino de estruturas é comum usarmos símbolos e abstrações para compreender as forças envolvidas em cada estrutura e como elas trabalham. Outro grande desafio é traduzir essa informação para algo tangível, isto é, os elementos construtivos.
O engenheiro Matheus Borges tem trabalhado em ilustrações em seu Instagram que nos ajudam a decodificar essas informações. Veja a seguir o que são e como se comportam os tipos de apoios.



O arquiteto italiano Vittorio Gregotti afirmava recorrentemente que “criar o lugar” é o ato arquitetônico primordial, a sua origem, visto que, simplesmente assentar uma pedra em um terreno já significa o início das “modificações” que transformarão o local em arquitetura. Assolados por essa ânsia pelas transformações, vemos as ideias sendo materializadas em relações e conceitos que, muitas vezes, trazem à tona o genius loci em uma abordagem fenomenológica que cria uma íntima correlação entre arquitetura e contexto, ressignificando lugares e afirmando o vínculo do homem com o mundo.



Como verdadeiros orquestradores espaciais, a expertise dos arquitetos se estende além da simples construção de edifícios, muitas vezes transcendo o reino físico do design. Eles possuem a habilidade única de criar espaços que não apenas são visualmente atraentes, mas que também parecem acolhedores, harmoniosos e, acima de tudo, funcionais. Abraçar esse papel fundamental envolve uma consideração cuidadosa de todos os detalhes que compõem um projeto; desde as fundações de um prédio até um sofá, os arquitetos devem garantir que todos os elementos, em todas as escalas, se unam de maneira coesa e influenciem positivamente nossas vidas cotidianas.

Em meio à imensa possibilidade de soluções construtivas, todas apresentam vantagens e desvantagens, ganhos e limitações. Seja por motivos econômicos, de prazos, disponibilidade material ou desempenho espacial, cada tipo de material responde de uma forma ao projeto e confere-lhe um determinado aspecto visual e ambiental. Em geral, uma construção necessita a combinação de mais de um tipo de sistema construtivo, o que possibilita que se compense alguma “deficiência” de um material pelo desempenho de outro. Os painéis de gesso acartonado, ou dry wall, estão neste limiar entre a rejeição e a preferência.
